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Com isso, chegou ao segundo turno e quase venceu as eleições. Perdeu por “míseros” 50 mil votos – diferença irrisória, se consideramos a densidade demográfica da cidade.
E eis que somos supreendidos pela notícia de que o outrora candidato da “transparência” foi mais um a emitir, de forma irregular*, passagens aéreas de sua cota para terceiros.
Tudo bem, o deputado reconheceu o erro – embora tenha afirmado que a legislação não é suficientemente clara acerca desse tema – e prometeu “ressarcir” a Camâra dessa despesa. Mas, de qualquer forma, o episódio foi péssimo para a sua imagem.
E ainda mais desagradável foi Gabeira ter declarado, em entrevista à revista Época:
– O figurino de reserva moral é muito pesado, muito desconfortável. Prefiro ocupar o espaço de uma pessoa que quer acertar e que, nos momentos de erro, reconhece o erro. Abro mão, com tranquilidade, do figurino de reserva moral. Até porque, para você fazer política, é mais fácil ser visto como ser humano falível do que como reserva moral inabalável.
Uma pena.
* Ou seja, o parlamentar emitiu passagens para pessoas não relacionadas com o exercício de seu mandato.