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sexta-feira, abril 23, 2010

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Surfboard’, de Antônio Carlos Jobim


“....sem contar a insuportável versão de Sergio Mendes e will.i.am para o ótimo tema ‘Surfboard’...”

(“Jobim, por eles e elas”)


Tirem as suas próprias conclusões. Na minha modesta opinião, algumas regravações mereciam pagar multa...




A versão de “Surfboard” de Sergio Mendes e will.i.am, do CD Timeless (2006)...




...e a versão de “Surfboard” do próprio Jobim, incluída em seu último álbum, Antônio Brasileiro (1994)...


quinta-feira, novembro 19, 2009

Sting e o Brasil

A ligação de Sting com o Brasil teve início na segunda metade da década de 1980.

Na ocasião, o músico engajou-se em uma campanha pela preservação da Amazônia, levando, inclusive, o cacique Raoni [foto] para a sua turnê europeia – o que rendeu muitas chacotas para ambos. Até de “CD player do Sting” o pobre indígena foi chamado...

Na entrevista de divulgação de seu show no Natura Nós – About Us, o inglês declarou-se fã de Gilberto Gil e Caetano Veloso, além de Antônio Carlos Jobim, é claro.

Com Jobim, aliás, Sting gravou uma belíssima versão de “How Insensitive (Insensatez)”, lançada no último álbum do Maestro Soberano, Antônio Brasileiro, de 1994.


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Em sua autobiografia, Fora do Tom, Sting conta que o Police, no momento da assinatura do contrato com a A&M Records – o primeiro da carreira do trio –, recebeu autorização do diretor da companhia para retirar no depósito da gravadora, “como cortesia”, os discos que desejasse.

O baixista não teve dúvida: apanhou a discografia completa de Antônio Carlos Jobim...



Veja o vídeo de “How Insenstive (Insensatez)”, com Antônio Carlos Jobim e Sting:

quarta-feira, agosto 19, 2009

Explicando a série ‘São Bonitas as Canções’

Não consigo afastar minha impressão de que a maioria das pessoas não presta a devida atenção nas letras das canções, muitas vezes repetindo os versos das mesmas como se fossem... papagaios.

(Um exemplo desse subaproveitamento é “Amor de Índio”. Composta por Beto Guedes e Ronaldo Bastos, essa faixa possui – na minha modesta opinão – uma das mais brilhantes letras já escritas no Brasil, repleta de imagens belíssimas. E que, de um modo geral, os ouvintes, creio, não desvendaram por completo. Qualquer hora, falarei melhor sobre ela aqui no blog.)

Foi essa “desatenção” que me motivou a criar a série “São Bonitas as Canções”: para destacar, em determinadas músicas, alguns aspectos – não somente a letra – que podem ter passado desapercebidos pelo grande público. Basicamente isso.


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Batizada inicialmente de “Canções”, a série teve o seu nome apropriadamente alterado para “São Bonitas as Canções” esse ano. A frase saiu dos versos de “Choro Bandido”, de Edu Lobo e Chico Buarque [no detalhe].

Apresentando uma estupenda letra de Chico sobre caprichada melodia de Edu, “Choro Bandido” é, sem dúvida, uma das mais felizes parcerias da dupla. Tenho por essa canção um apreço todo especial.



Veja a versão de Chico Buarque e Antônio Carlos Jobim para “Choro Bandido”. Observe, no vídeo, o humor ferino de Jobim...

domingo, dezembro 14, 2008

Diana Krall: ‘Live In Rio’

Diana Krall (citada no post anterior), por sinal, apresentou-se há 45 dias na Cidade Maravilhosa, para a gravação do DVD Live In Rio. Sim, você acertou em cheio: trata-se de mais uma homenagem ao cinqüentenário da Bossa Nova.

Com lançamento previsto para março de 2009, o audiovisual trará em seu repertório clássicos de Rodgers & Hart (“Where Or When”), Burt Bacharach (“Walk On By”), além de “So Nice” (versão de “Samba de Verão”, de Marcos e Paulo Sérgio Valle), “Quiet Night of Quiet Stars” (“Corcovado”) e “The Girl From Ipanema”.

A cantora e pianista canadense ainda arriscou uma versão de “Este seu Olhar”... em português (!). É esperar para ver.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Águas de Março’

Para finalizar (por ora) o tema bossa-nova, há o curioso relato da criação daquela que foi uma das mais bem-sucedidas canções de Antônio Carlos Jobim: “Águas de Março”.

Consta que, em 1972, o maestro estava no seu sítio em Poço Fundo, compondo “Matita Perê” - que se tornaria a faixa-título do álbum editado por Tom no ano seguinte – quando, subitamente, um tema invadiu sua cabeça. Juntamente com esse tema, surgiram pequenas frases soltas (“É pau, é pedra, é o fim do caminho...”, que o compositor tratou de anotar em um papel de embrulho, para não esquecer.

Na manhã seguinte, Jobim havia decidido que o processo de composição de “Matita Perê” teria que ser interrompido, para que ele pudesse finalizar aquele que, na opinião de Chico Buarque, é “o samba mais bonito que existe”.

Anos mais tarde, em entrevista, o autor fez algumas revelações sobre a canção: “Quando compus essa música, eu estava em uma fase ruim. Andava bebendo muito e o médico havia dito que, se eu não parasse, iria morrer. Foi por isso que ‘Águas de Março’ ganhou essas imagens tristes: ‘É o fim do caminho... É noite, é a morte... No rosto, o desgosto - é um pouco sozinho...’. Curiosamente, as pessoas não perceberam isso. Pelo contrário: ela sempre foi vista como uma música alegre.”

“Águas de Março” foi lançada naquele mesmo ano em um compacto simples, Disco de Bolso: O Tom de Antonio Carlos Jobim e o Tal de João Bosco, encartado no semanário O Pasquim. Seu título foi tirado de um poema de Olavo Bilac chamado “O Caçador de Esmeraldas”.


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Em 2007, a Malwee criou uma coleção chamada “Águas de Março”, que apresentava t-shirts masculinas e femininas com a letra da canção – ou parte dela – estampada. Logo na primeira vez em que vi, comprei a minha, é claro...


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Créditos: a (excelente) caricatura do maestro que ilustra esse post é de autoria de Baptistão (http://baptistao.zip.net/). Encontrei-a em http://julinhomazzei.wordpress.com/2006/11/08/olha-que-coisa-mais-linda/.


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Curiosidade: seo Google nos diz que Matita Perê é uma ave existente na Mata Atlântica e na Floresta Amazônica, além de ser também o outro nome do Saci Pererê.



Veja o vídeo de“Águas de Março”, no magistral dueto de Jobim com Elis Regina:

‘Isso é bossa nova, isso é muito natural...’

Não é de se espantar que as pessoas que estiveram recentemente aqui no blog e se deram de cara com esse caminhão de posts sobre a bossa nova tenham a impressão de que sou um aficionado pelo gênero. Mas, na verdade, não é bem assim...

Deixe-me explicar melhor: tenho, de fato, verdadeiro fascínio pela obra de Antônio Carlos Jobim e João Gilberto. Considero-os simplesmente geniais. Existe, no entanto, muita coisa de bossa nova que eu acho um pé no saco...

Ou seja, se a bossa é Tom e João, adoro bossa nova. Mas se a bossa, por exemplo, é Quarteto em Cy e Carlos Lyra, aí já é outra estória...

quarta-feira, outubro 22, 2008

Deu na ‘Rolling Stone Brasil’: os 100 mais da MPB

A Rolling Stone Brasil desse mês [no detalhe] publicou a lista dos 100 maiores músicos do Brasil, na opinião de 70 jornalistas. Deu Antônio Carlos Jobim na cabeça, seguido por João Gilberto e Chico Buarque.

Listas são sempre discutíveis. E essa não será diferente. Afinal, Jorge Ben (de quem eu até gosto), ficar em quinto, na frente de Roberto Carlos (sexto lugar)? Chico Science (16º), em melhor colocação do que Milton Nascimento (20º), Renato Russo (25º), Cazuza (34º) e Erasmo Carlos (37º)? Mano Brown (28º) na frente de Lulu Santos (46º), Nelson Gonçalves (60º) e Herbert Vianna (83º)?

Os dez melhores colocados foram:


1 – Tom Jobim

2 – João Gilberto

3 – Chico Buarque

4 – Caetano Veloso

5 – Jorge Ben Jor

6 – Roberto Carlos

7 – Noel Rosa

8 – Cartola

9 – Tim Maia

10 – Gilberto Gil

A gênese de ‘Wave’

Essa história foi contada pelo próprio Chico Buarque [no detalhe, em foto de João Wainer] no DVD Anos Dourados. Consta que Tom Jobim entregou a Chico a melodia de “Wave”, para que o autor de “Olhos nos Olhos” escrevesse a letra.

Muito tempo se passou e nada de Chico entregar a letra pronta. Até que um dia, sem poder mais esperar para gravar, Jobim pediu a melodia de volta, para tentar criar os versos sozinho.

O maestro, entretanto, aproveitou as únicas três palavras que Chico conseguiu escrever para esta canção: “Vou te contar...”

‘Amoroso’ (1977)

Por falar em João Gilberto: uma ótima sugestão para se ouvir o “baiano bossa nova” – além, claro, de seu primeiro álbum, o (olha o clichê) seminal Chega de Saudade, de 1959 – é Amoroso [no detalhe], de 1977.

Produzido pelo maestro alemão Claus Ogerman – que, diga-se de passagem, caprichou nos arranjos -, Amoroso é fundamental para se compreender a abrangência da “invenção” de João. O músico transita com naturalidade tanto pela tradição brasileira, na versão impecável do delicioso samba “Tim-tim por Tim-tim”, quanto por clássicos do cancioneiro internacional como “Besame Mucho”, a italiana “Estate” e “'S Wonderful”, de Ira e George Gershwin.

Antônio Carlos Jobim está presente, como autor, em nada menos do que quatro das oito faixas do disco: “Caminhos Cruzados”, “Retrato em Branco e Preto (Zíngaro)”, “Triste” e “Wave”. Esta última, na modesta opinião deste que vos escreve, provavelmente em sua versão definitiva.

‘Novas Bossas’

No ano do cinqüentenário da bossa nova*, é natural que surjam vários tributos ao gênero. Um deles é Novas Bossas [no detalhe], álbum gravado por Milton Nascimento na companhia do Jobim Trio.

Escrevi, inclusive, a resenha desse CD. E você pode lê-la em:
http://arquivodotomneto.blogspot.com/


Em tempo: não custa nada explicar. O Jobim Trio é formado bons músicos: Paulo e Daniel Jobim – filho e neto de Tom, respectivamente – e Paulo Braga. Contudo, quando coloquei na resenha o título de “Pororoca de Gênios”, referi-me ao encontro de Milton Nascimento e... Antônio Carlos Jobim – que, através de sua obra, estava ali presente em... ahn, espírito. Capicce?


* Para quem não sabe: a bossa nova completa 50 anos em 2008 pelo fato de que Canção do Amor Demais, de Elizeth Cardoso – álbum considerado o marco zero do gênero -, foi editado em 1958. Além de apresentar em seu repertório composições de Antônio Carlos Jobim, Canção... trazia, no violão, João Gilberto e sua “batida diferente”. O resto é história.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Da série ‘Frases’: Antônio Carlos Jobim


Não bastasse ter sido o autor de “Caminhos Cruzados”, “Correnteza” (na minha opinião, uma das mais belas canções brasileiras de sempre), “Corcovado” e outras tantas que, citadas, ocupariam boa parte desse blog -, Antônio Carlos Jobim [foto] também era um frasista nato.

Confira algumas de suas geniais tiradas:


O Brasil não é para principiantes.”


No Brasil, o sucesso é ofensa pessoal. As pessoas só gostam do Garrincha, que morreu pobre e alcoólatra. Quando aparece um Pelé, todo mundo fica chateado...”


O Brasil persegue as pessoas que fazem sucesso. Não só o Brasil: o imposto de renda, os generais. Você, sendo um cidadão que trabalha, se transforma em um alvo nacional. É um negócio pavoroso.”


No Brasil, é tudo importado: eu, você, a língua, os índios, a cana-de-açúcar e o café.”


Nenhuma situação é tão complicada que uma mulher não possa piorar.”


Antigamente, as mulheres tinham medo dos homens. Hoje em dia, uma moça bonita bate na minha barriga e me convida para tomar um uísque no apartamento dela. Fico tão desconfiado...”


O problema do avião é que, quando ele dá defeito, é sempre lá em cima. E a oficina é sempre embaixo...”
(justificando o medo de voar.)


Tenho falado de serra, mato e passarinho. Mas o brasileiro se interessa somente por carro e apartamento.”


Ando pensando muito em bicho, porque estou achando o homem uma bobagem, uma chatice.”


Os discos que eu gravava, os chamados ‘de catálogo’, não interessam mais às companhias. Elas querem é vender um estouro: a música passa quatro meses aí, e eles jogam fora. Depois ninguém mais sabe o que é, não sabe o nome do autor, ninguém quer saber de nada, é uma diluição geral.”
(o que ele diria então do mp3?)


Quanto mais brasileira é a música que faço, mais me chamam de americanizado.”


Se não fosse a ‘Garota de Ipanema’, que fiz com o Vinícius e gravei com Sinatra, a esta altura eu estaria fazendo jingles para a televisão...”


O dinheiro não é tudo. Não se esqueça também do ouro, dos diamantes, da platina e das propriedades.”


Nada melhor para a saúde do que um amor correspondido.”


A gente só leva da vida a vida que a gente leva.”


Quando uma árvore é cortada, ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer, quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz.”


Eu vou morrer um dia. A música vai ficar.”


O Brasil tem saída...

Vamos abrir um parêntese (mesmo sem sair necessariamente do tema Jobim): estive anteontem no aeroporto batizado com o nome do compositor. Tenho uma tia-avó que mora na Europa e, todo ano - precisamente nessa época -, ela vem visitar a família.

Particularmente, devo dizer que gosto muito de ir ao aeroporto. Sério. É que cada visita àquele local reforça a minha convicção de que, como disse alguém, o Brasil tem saída...

‘Elis & Tom’: curiosidade

Conheci o álbum Elis & Tom [no detalhe] – por sinal, um belíssimo trabalho - através de um LP que pertencia a meu pai, já falecido. Esse vinil, inclusive, está guardado comigo. E não somente por razões sentimentais.

Existe uma grande casualidade envolvendo a mim e a esse disco. Na contracapa do mesmo, há a informação de que as sessões de gravação foram finalizadas... precisamente no dia em que nasci.

Portanto, ainda que hoje eu possua a versão em CD, devidamente remasterizada, mantenho esse vinil não somente por ter-se tornado uma lembrança de meu pai. Mas também por essa enorme coincidência.

segunda-feira, outubro 06, 2008

‘Bossa Nova’

Bem, voltemos aos assuntos jobinianos. No início desse ano, a Globo exibiu novamente Bossa Nova (2000), com direção de Bruno Barreto, estrelado por Antônio Fagundes e pela atriz americana Amy Irving, esposa do diretor. Eu já havia visto esse filme. Mesmo assim, assisti mais uma vez. E com igual prazer.

Para ser franco, nem tanto por causa do filme em si – uma comédia romântica com uma leveza típica do gênero, com uma boa fotografia. O que me seduziu na película foi a maneira... digamos, charmosa como o Rio de Janeiro foi retratado.

(Charme esse que, por sinal, não existe mais. Falaremos sobre isso outra hora.)

Mas, em especial, a trilha sonora, composta em sua maioria por pérolas de Antônio Carlos Jobim executadas pelo craque Eumir Deodato. Destaque também para a cena de um funeral (não direi de qual personagem, para não transformar esse post em um spoiler), cuja música de fundo é a ótima versão de “How Insensitive (Insensatez)” que Jobim gravou em seu último álbum, Antônio Brasileiro (1994), com participação de Sting.

Resumindo: vale a pena assistir Bossa Nova. Mas, principalmente, correr atrás da trilha sonora do filme.

sábado, outubro 04, 2008

Roberto & Caetano: encontro histórico

A Rede Globo exibiu no domingo passado – em um horário um tanto ingrato, diga-se de passagem – o especial Bossa Nova 50 Anos, que apresentou o histórico encontro de Roberto Carlos e Caetano Veloso, cantando as imortais canções de Antônio Carlos Jobim.

Gravado no Theatro Municipal do Rio no dia 22 de agosto, o show foi dividido em três blocos: no primeiro, os dois cantaram juntos; no segundo, Caetano sozinho; no terceiro, apenas Roberto no palco; e no último, os dois anfitriões se juntaram novamente para o encerramento do espetáculo. A dupla mostrou simpatia e entrosamento - “Tereza da Praia” é um ótimo exemplo -, apesar de indisfarcável nervosismo inicial.

Aliás, não foi surpresa para ninguém a intimidade de Caetano com as canções do Maestro Soberano (como na difícil “Por Toda a Minha Vida”, cujas notas foram todas alcançadas pelo cantor). Afinal, o baiano tem regravado o autor de “Meditação” ao longo dos anos.

Surpreendente mesmo foi ver que RC – que, embora nem todos saibam, começou a carreira sob notável influência do estilo de João Gilberto – não perdeu, com o perdão do trocadilho infame, a “bossa” para cantar bossa nova. Um CD do Rei dedicado à obra de Jobim seria muito bem-vindo.

Por sinal, com a proximidade do Natal, não custa torcer para que - embora os dois artistas sejam de gravadoras diferentes - esse momento singular da música brasileira seja eternizado em DVD.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Antônio Carlos Jobim: 80 anos

Essa efeméride jamais poderia deixar de ser mencionada aqui: ANTÔNIO CARLOS JOBIM [em foto de Ana Lontra Jobim, viúva do compositor], se vivo estivesse, completaria hoje 80 anos de idade.

O Maestro Soberano (que recebeu essa deferência na belíssima canção "Paratodos", do igualmente genial Chico Buarque de Hollanda) deixou uma obra ímpar, respeitada internacionalmente, com verdadeiras pérolas como "Eu Sei que Vou te Amar", "Wave", "Estrada do Sol", "Retrato em Branco-e-Preto (Zíngaro)", "Luíza", "Águas de Março","Lígia", "Anos Dourados" e as fundamentais "Chega de Saudade", "Desafinado" e "Garota de Ipanema", entre muitas outras.

No entanto (por ironia), o inestimável legado do músico ainda NÃO foi reconhecido em sua plenitude no seu próprio país. As manifestações em torno de seu octogenário - considerando a envergadura do homenageado - têm se mostrado... tímidas. Mas um dia, quem sabe, o Brasil irá... despertar e perceber a grandeza de homens como Jobim e o supracitado Chico Buarque, assim como Radamés Gnatalli e Heitor Villa-Lobos.

No release do último CD de Jobim, Antônio Brasileiro, Caetano Veloso o classificou como o "o sol da nossa música".

E pouquíssimas definições poderiam ser mais precisas do que essa.



"...longa é a arte; tão breve a vida..."

("Querida", Antônio Carlos Jobim, 1994)