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quarta-feira, outubro 28, 2009

A edição brasileira da Billboard

A conceituada revista Billboard iniciou esse mês as suas atividades no Brasil. E já começou acertando*: a matéria de capa fala dos bastidores da turnê de 50 anos de carreira de Roberto Carlos [no detalhe].

A primeira edição traz uma entrevista exclusiva com Paul McCartney, que se mostra surpreso com o (enorme) interesse do planeta pela música dos Beatles, quase quatro décadas após a dissolução da banda.

E também uma interessante matéria sobre a única fábrica de discos de vinil da América Latina (!), situada no município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

O TomNeto.com deseja êxito e vida longa à Billboard Brasil. Publicações musicais são sempre muito bem-vindas.


* Ainda que boa parte da imprensa queira ignorar o fato, a obra de Roberto Carlos é de suma importância para o cancioneiro popular brasileiro, sim. E isto, decididamente, é notícia.

segunda-feira, julho 20, 2009

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Sentado À Beira do Caminho’, de Roberto e Erasmo



Em uma audição apressada, pode parecer que a letra de “Sentado À Beira do Caminho” retrata um indivíduo que foi abandonado.

Mas não se trata disso: os versos de Erasmo Carlos – escritos em parceria com Roberto Carlos – se referem ao fim do programa Jovem Guarda, fato que deixou o Tremendão muito deprimido na ocasião.

Curiosidade: no momento em que compunham essa faixa, Erasmo e Roberto estacionaram no primeiro verso do refrão (“Preciso acabar logo com isto...”). E não conseguiam seguir adiante. Até que RC, que havia acabado de chegar de um show, pediu a Erasmo para tirar uma soneca de meia hora.

E acordou* eufórico:

Bicho, já sei como podemos terminar esse refrão: “Preciso acabar logo com isto. / Preciso lembrar que eu existo...”

Lançada originalmente no (bom) álbum Erasmo Carlos e os Tremendões, de 1970, “Sentado À Beira do Caminho” foi regravada no álbum Erasmo Carlos Convida, de 1980, com a participação de Roberto Carlos. Para muitos, essa é a versão definitiva da canção.



* Paul McCartney também teria “sonhado” com a melodia de “Yesterday”. Certa manhã, o ex-Beatle acordou, sentou-se ao piano e a tocou melodia inteira. “Será que isso não é alguma música que eu conheço?”, perguntou-se. Detalhe: “Yesterday”, ainda sem letra, foi batizada inicialmente de “Scrambled Eggs” (ovos mexidos).




Veja o (raríssimo) clipe de “Sentado À Beira do Caminho”, com Roberto e Erasmo:


sábado, junho 06, 2009

‘The Beatles: Rock Band’

Não tem jeito: quase 40 após a dissolução do grupo, a mídia do planeta inteiro ainda fica alvoroçada diante de um simples... suspiro dos Beatles.

Prova disso foi a efevercência causada pela divulgação do trailer do game The Beatles: Rock Band [no detalhe, a capa], que estará disponível nas plataformas Xbox 360, PlayStation 3 e Nintendo Wii.

Retratando com primor todas as fases do quarteto de Liverpool, o jogo será lançado no dia 09/09/09, numa clara alusão a “Revolution 9”, faixa do chamado Álbum Branco (1968). Os Beatles – ou o que restou deles – continuam os mesmos...

Também foi criado um site – muito interessante, por sinal – inteiramente dedicado ao game, que pode ser acessado em http://www.thebeatlesrockband.com/.

Aposto que muito marmanjo que nunca pegou em um joystick vai querer comprar um videogame, só para jogar The Beatles: Rock Band.

Alguém duvida?


Veja o (acachapante) trailer do game:

‘The Beatles: Rock Band’ (2)

Por sinal, os dois Beatles remanescentes, Ringo Starr e Paul McCartney [no detalhe], estiveram na abertura da Electronic Entertainment Expo [E3] 2009, justamente para promover The Beatles: Rock Band.

O evento foi realizado na Califórnia, e contou com a presença de figurões como Steven Spielberg, além de Olivia Harrison e Yoko Ono, viúvas de George Harrison e John Lennon, respectivamente.

Espirituoso como sempre, Macca saiu-se com essa:

– Quem poderia imaginar que acabaríamos como androides?


***


Durante a execução de “Got To Get You Into My Life” no festival de Coachella, ocorrido em abril, McCartney exibiu no telão, sem avisar, as primeiras imagens de The Beatles: Rock Band.


Veja o vídeo:

quarta-feira, março 04, 2009

McCartney: love is all he needs

Sei que esta é uma nota típica desses sites de fofoca. Mas não pude resistir...


Já que falei sobre Paul McCartney dois posts abaixo: após um divórcio tumultuado [saiba mais aqui], o ex-Beatle, a exemplo do que cantou em “Gratitude” (do CD Memory Almost Full), mostra que, de fato, não deseja “trancar o coração”. Recentemente, McCartney assumiu o seu relacionamento com a americana Nancy Shevell [no detalhe, em singela foto praiana].

Vice-presidente da empresa de transportes criada pelo pai (avaliada em cerca de R$ 850 milhões), a também divorciada Shevell conta com a aprovação dos filhos de Macca – ao contrário da antecessora Heather Mills.

Embora mantendo a fleuma britânica, Paul não escondeu o entusiasmo:

- Sou um homem que precisa de romance. Adoro estar apaixonado.

(Bem, ele só não pode levar outra rasteira...)

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Paul McCartney: mais para ‘incendiário’ do que para ‘bombeiro’

CD
Electric Arguments (ATO, importado)
2008


No terceiro álbum do projeto The Fireman, ex-Beatle surpreende pela ousadia e inspiração

Prestes a completar 67 anos de idade, Sir Paul McCartney, autor de algumas das mais belas canções do mundo, poderia muito bem se acomodar como um magnata do pop. Mas não. Inquieto, o ex-Beatle ainda se dá ao luxo de editar (ótimos) CDs com material inédito – como os recentes Chaos And Creation In The Backyard, de 2005, e Memory Almost Full, de 2007 –, e se aventurar em turnês mundiais.

Além disso, Macca mantém um projeto paralelo de ambient music com o produtor Youth – ex-membro do Killing Joke e eventual colaborador do The Orb –, chamado The Fireman. A parceria já rendeu dois álbuns: Strawberries Oceans Ships Forest (1993) e Rushes (1998). No finalzinho de 2008, chegou às prateleiras o terceiro trabalho da dupla: Electric Arguments.

A diferença deste para os anteriores é clara: enquanto seus antecessores apostavam em uma estética absolutamente experimental, Electric Arguments – mesmo tendo seus momentos experimentais, é bom frisar –, é o que mais se aproxima do que poderíamos definir como “um disco de Paul McCartney”. Ainda que bem modernoso...

A faixa de abertura, o blues lisérgicoNothing Too Much Just Out Of Sight”, primeiro single de trabalho, pode (e vai) assustar os fãs mais conservadores, com seus vocais ensandecidos que parecem ter sido gravados em um manicômio. Mas, daí por diante, o repertório traz, na acepção da palavra, canções com o padrão McCartney de qualidade.

Two Magpies”, delicioso jazz tipo fim-de-noite, lembra “Baby's Request” (de Back To The Egg, dos Wings) e “Honey Pie” (do chamado Álbum Branco, dos Beatles). Já a etérea “Traveling Light”, com seu clima floydiano, possui o registro vocal mais grave e sombrio que Macca já gravou em toda a sua extensa carreira.

A bem da verdade, a faceta The Fireman só aparece com mais nitidez nas últimas três faixas do álbum, “Lovers In A Dream”, “Universal Here, Everlasting Now” e a ótima “Don't Stop Running” (simplesmente de cair o queixo).

Contudo, o melhor momento do álbum, decididamente, é “Sing The Changes”, pop grandiloquente e emocionante que funcionaria maravilhosamente ao vivo. Tanto que já ganhou até videoclip.

Em linhas gerais, se Electric Arguments não fosse, por si só, um disco muito bom, já valeria pela ousadia. Curioso é constatar que, até os dias de hoje, ainda há quem pense que foi John Lennon, e não Paul McCartney – para quem não sabe, o criador do conceito de Sgt. Peppers', por exemplo -, o grande revolucionário dos Beatles...




Veja o vídeo de “Sing The Changes:




quarta-feira, janeiro 21, 2009

Lennon: sampler

(...) Prova disso é que, atualmente, Liam consegue compor uma balada matadora como ‘I'm Outta Time’. Segunda faixa de trabalho, essa soa bem John Lennon – não por acaso, traz um sampler de uma declaração do próprio. (...)

(“Oasis: Grata Surpresa”, International Magazine nº 147, dezembro de 2008)


No tal sampler, Lennon [no detalhe] diz: “As Churchill said, It’s every Englishman’s inalienable right to live where the hell he likes. What’s England going to do, vanish? It’s not going to be there when I get back?” [“Como Churchill disse: ‘cada inglês tem o direito inalienável de morar na porcaria que quiser’. O que a Inglaterra vai fazer? Sumir? Não vai estar lá quando eu voltar?”].

O autor de “Jealous Guy” provavelmente se referia à sua opção de viver nos EUA.

quinta-feira, maio 03, 2007

Mojo Books: "Revolver"

No artigo que escrvei sobre o site Mojo Books no IM de abril, mencionei que o livro inspirado no Revolver [foto], dos Beatles, já havia esgotado.

Mas não precisa ficar triste. Vamos cometer mais uma pequena "trangressão": clicando aqui, você pode fazer o download desse e-book (em formato *.PDF), com capa e tudo, OK?

sábado, março 24, 2007

"Hate", dos Beatles

Na certa, o espólio dos BEATLES tomou as providências cabíveis e tirou do ar - exatamente como eu previ - o site que disponibilizava em mp3, gratuitamente, o álbum Hate, com remixes de algumas das imortais canções do quarteto de Liverpool, realizado pelo DJ brasileiro Fritz Von Runte. Por esse motivo, façamos agora uma pequena... hum... trangressão.

Ainda que eu também não tenha concordado com a maneira com que Von Runte abordou a obra do grupo (e isso fica absolutamente claro na resenha que escrevi para a edição desse mês do IM), penso que seria desagradável que você, leitor (a), não tivesse... parâmetros para julgar o meu artigo.

Sendo assim, havendo interesse, você pode baixar Hate clicando aqui. Após ouví-lo, se possível, comente algo aqui no blog, combinado?

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Falando em Lennon.....


...vejam essa frase:


"É bem básico enquanto você cresce na classe operária, como eu cresci, odiar e temer a polícia como um inimigo natural e desprezar o Exército como algo que leva as pessoas embora para morrer em algum lugar".


JOHN LENNON fez essa declaração em 1971, ao jornal inglês Red Mole (traduzindo: "Toupeira Comunista" - um primor de um nome, não?). Essa entrevista - considerada a mais politizada do ex-beatle em toda a sua carreira - jamais havia sido publicada no Brasil até então e foi a matéria de capa da revista Bizz de setembro de ano passado (por ocasião do lançamento do filme-documentário The US vs. John Lennon, que retrata a verdadeira "guerra" que o músico inglês travou contra o governo norte-amerciano da época, em função de seus posicionamentos políticos - contra a guerra o Vietnã, por exemplo - que desagradavam à Casa Branca.

Bem, o artista até pode decidir ser apolítico - é um direito que o assiste. Contudo, se optar por despertar essa consciência em seu público (mas atenção: NUNCA de maneira partidária - porque ele também pode, por equívoco ou má-fé, induzir as pessoas ao erro), sua visibilidade terá sido utilizada de modo bem mais útil e responsável do que apenas entreter... e ganhar dinheiro.

E, verdade seja dito, conscientizar foi o que Lennon fez durante a maior parte de sua vida pública. Ainda que ele também tenha enchido os bolsos cantando "imagine no possessions" e... construído várias mansões nos EUA. Mas isso é uma outra história.

Caso você queira acessar a entrevista no original em inglês, é só clicar aqui.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Mais uma dos Beatles...

Quase 37 anos após o encerramento de suas atividades, os BEATLES continuam atraindo (e é bom que se diga: MERECIDAMENTE) a atenção do planeta diante de uma simples... menção ao nome da banda. Há menos de três meses atrás, foi editado Love, que serviu como trilha sonora para a última turnê mundial do Cirque du Soleil - apresentando brilhantes colagens musicais, feitas por SIR GEORGE MARTIN e seu filho, Giles. E eis que temos agora mais novidades relacionadas aos Fab Four.

Segundo o Daily Express, PAUL McCARTNEY planeja terminar a inacabada demo de "Now and Then", que traz os vocais de JOHN LENNON. Uma fonte declarou ao jornal britânico que Paul sempre ficou "incomodado" pelo fato de essa canção jamais ter sido finalizada, por enxergar nela "um grande potencial". "Agora ele espera terminá-la, gravando os backing vocals, mantendo John na voz principal. Seria emocionante ouvir os dois cantando juntos mais uma vez".
Na verdade, McCartney gostaria de ter trabalhado na canção desde o lançamento da série Anthology - assim como foi feito com outras duas fitas de Lennon, entregues por Yoko ono para os três beatles sobreviventes: "Free as a Bird" (que foi lançada, com grande estardalhaço, no volume 1) e "Real Love" (que integrava o volume 2). Entretanto, GEORGE HARRISON (falecido em novembro de 2001), vetou a idéia por não considerar a canção "boa o suficiente" para justificar a empreitada. E essa foi a razão pela qual o terceiro volume de Anthology não apresentou nenhuma inédita.

A intenção de Paul McCartney é lançar "Now and Then" como um single. Contudo - a exemplo das supracitadas "Free as a Bird" e "Real Love" -, essa não será a primeira vez que a canção verá a luz do dia: as três aparecem no bootleg (de grande valor histórico) Free as a Bird - The Dakota Beatle Demos [1996], que reunia (como o próprio título anuncia) canções inéditas de Lennon, supostamente gravadas em seu apartamento no Edifício Dakota, em Nova York.