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segunda-feira, abril 27, 2020

‘Living In a Ghost Town’: a música nova dos Rolling Stones Simone




Single
Living In a Ghost Town (Universal)
2020


Após um hiato de inacreditáveis oito anos, os Rolling Stones lançaram uma música inédita, disponibilizada nos serviços de streaming e nas plataformas de vídeo na quinta-feira, 23.

Urbana e malemolente,
Living In a Ghost Town lembra Anybody Seen My Baby?, de Bridges to Babylon [1997]. A letra não poderia ser mais apropriada para esse período de quarentena: fala sobre viver em uma cidade fantasma

O vídeo oficial, aliás, alterna imagens do quarteto em estúdio com uma câmera percorrendo furiosamente cidades como Londres, Los Angeles e Oslo... absolutamente desérticas. Na verdade, a canção foi composta bem antes do início da pandemia. Contudo, Mick Jagger e Keith Richards perceberam que seria perfeita para este momento. E decidiram lançá-la.
 
Se o tão aguardado disco novo dos Stones
o primeiro desde A Bigger Bang, de 2005 (!) acompanhar o nível de qualidade dessa faixa, será muito bem vindo.





segunda-feira, dezembro 31, 2018

Da série ‘Certas Canções’: ‘Sou Eu’, com Simone


Parceria de Eduardo Dussek com Isolda Bourdot, “Sou Eu” é a faixa-título do 18º álbum de estúdio de Simone, lançado em 1993. E uma das mais belas gravações da carreira da cantora soteropolitana.

Na letra, o eu-lírico questiona vários elementos sobre o significado do amor. E todos respondem à sua maneira. Na opinião do sol, é “um grande fogo”. Segundo os búzios, trata-se de “um jogo”. Para a lua, “tem tantas fases” e é “uma luz que não fim”. 

De acordo com o vento, é “tempestade”. Enfim, cada um apresentou a sua interpretação pessoal acerca do maior e mais complexo dos sentimentos.

Entretanto, quando indagado, o coração resume de forma magistral: “O amor é fogo, água, céu e terra / Sente: o amor sou eu”.


***


Isolda Bourdot compôs várias canções que fizeram sucesso na voz de Roberto Carlos, como “Um Jeito Estúpido de te Amar”, “Teste Esquecer”, “Elas por Elas”, claro, o megahit “Outra Vez”, entre outras. Aliás, a própria “Sou Eu”, com sua letra profunda e refrão grandiloquente, caberia como uma luva no repertório do Rei.

E essa´postagem é uma singela homenagem do blog à memória da compositora, que faleceu no dia 16 de dezembro, vítima de infarte. Tinha 61 anos.

Descanse em paz.


terça-feira, maio 01, 2018

Da série ‘Fotos’: Paul McCartney

"Eu sou você amanhã"



Gravado no Olympia, de Paris, o vídeo mostra uma rara execução ao vivo de “That Was Me”, faixa de Memory Almost Full [1996] que seria a “trilha sonora” perfeita da foto acima:

quarta-feira, novembro 15, 2017

Da série ‘Certas Canções’: ‘Desculpe o Auê’, de Rita Lee e Roberto de Carvalho


Quando Rita Lee lançou Bombom, em 1983, eu ainda era um garoto. Todavia, já me interessava por música. Tanto que lembro com nitidez de ter visto, na casa de um familiar, uma edição da extinta (e mítica) revista mensal Violão & Guitarra – que trazia cifras do sucesso do momento e do passado –, cuja capa dava destaque aos dois sucessos instantâneos do álbum: “On The Rocks” e “Desculpe o Auê”. E esta chamou-me particularmente a atenção.

Na minha tenra idade, fiquei intrigado com o título. “Como ela pôde colocar uma palavra como ‘auê’ no nome da música?”, questionei à época. E por nunca ter ouvido a canção – apenas li a letra na revista de cifras –, imaginei que se tratava de mais uma faixa bem-humorada, bem ao estilo da compositora. Ledo engano.

Dias depois, ouvi “Desculpe o Auê” no rádio. E fiquei fascinado. Era uma balada belíssima que, desde então, passou a ser uma das minhas preferidas do repertório de Rita Lee. Minha única ressalva, pasmem, era o desfecho da letra.

“Como a mulher diz que vai ‘roubar os anéis de Saturno’ para o cara? Isso é absurdo!” Bobagem de criança. Com a clareza que somente o tempo proporciona, hoje vejo que o verso final é justamente o que há de mais bonito, comovente e profundo nessa faixa. 

“Roubar os anéis de Saturno” significa… fazer o impossível pela pessoa amada.



P.S.: em dezembro de 2008, compareci à gravação do especial global de Roberto Carlos, realizada no HSBC Arena. Rita Lee era uma das convidadas. No local, pensei em como seria fantástico vê-la cantando “Desculpe o Auê” ao lado de RC. Mas as duas realezas da música brasileira preferiram um medley de canções de ambos, como “Parei na Contra Mão”, “Flagra” etc.



sábado, novembro 11, 2017

Inaugurando a série ‘Certas Canções’: Milton Nascimento


Já dizia o mestre Nelson Motta: “Tudo muda o tempo todo no mundo”. E, assim, após 225 postagens desde 2006, a série São Bonitas as Canções – cujo nome foi extraído de um verso de “Choro Bandido”, de Edu Lobo e Chico Buarque – passa a chamar Certas Canções, título da composição de Tunai e Milton Nascimento.

Faixa de Änïmä, de 1982 [no detalhe, a capa], no qual Bituca se encontrava no auge como intérprete, “Certas Canções” fala da identificação – e do deslumbramento – de um compositor diante da canção de outro autor: “Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim / que perguntar carece: ‘Como não fui eu que fiz?’”.

Com seu refrão pungente e registro vocal estupendo, “Certas Canções” se tornou um clássico instantâneo do repertório de Milton Nascimento.