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sábado, abril 13, 2013

Esbanjando técnica, Biglione relê, ao vivo, Jobim, Bonfá e Charlie Parker


CD
The Gentle Rain — Victor Biglione Trio ao Vivo (Rob Digital)
2013



Ao longo de sua (extensa) carreira, o guitarrista argentino-praticamente-carioca Victor Biglione gravou ao lado de nomes como Cássia Eller, Marcos Valle, Wagner Tiso e o ex-Police, Andy Summers, entre outros. E acaba de lançar o seu trigésimo (!) disco solo, The Gentle Rain, gravado ao vivo.

(Bem) acompanhado por Sérgio Barrozo (baixo acústico) e André Tandeta (bateria), Biglione esbanja técnica em oito fonogramas gravados durante apresentações entre 2000 e 2010 em solo carioca. Com acentuado toque jazzístico, The Gentle Rain apresenta clássicos como “Take Five”, de Paul Desmond, e “Au Privave”, de Charlie “Bird” Parker, além de “Batida Diferente”, de Durval Ferreira e Mauricio Einhorn. 

A faixa-título, composta por Luís Bonfá — parceiro de Antonio Carlos Jobim em “Correnteza” —, foi a música-tema do filme homônimo [1966], que, desde então, recebeu versões de Diana Krall e Tony Bennett, entre outros. O mencionado Jobim, aliás, é o autor mais evidente do álbum — presente em três faixas do trabalho: “Por Causa de Você” (composto com Dolores Duran), “Eu Sei que Vou te Amar” (com letra de Vinícius de Moraes) e “Wave”.

Curiosamente, a capa de The Gentle Rain foi concebida por um artista que, a exemplo de Biglione, também é radicado há muito anos no Rio de Janeiro: o cartunista uruguaio Lan.



Ouça a versão de “Wave” do Victor Biglione Trio:


quarta-feira, maio 16, 2012

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Only Our Hearts’, de Paul McCartney



“...uma das duas inéditas do (estupendo) Kisses On The Bottom, novo álbum de Paul McCartney...”



A outra faixa inédita do mais recente CD do ex-Beatle é “Only Our Hearts”, cuja ficha técnica tem um convidado (mais do que) especial: Stevie Wonder [no detalhe, a dupla de gênios], na companhia de sua inconfundível harmônica, exatos 30 anos após o belíssimo dueto em “Ebony And Ivory”.

O repertório de Kisses On The Bottom — cuja direção musical foi assinada pela cantora, pianista e compositora canadanese Diana Krall, que também “emprestou” a sua banda para a gravação do disco — é formado por standards americanos dos anos 20, 30 e 40. E os dois originais de McCartney estão irrepreensivelmente conectados a essa estética — como ocorrera em Run Devil Run, de 1999, no qual o baixista incluiu três autorais inéditas em meio a releituras de rocks da década de 1950.




sábado, maio 21, 2011

Paul McCartney: jazz e ‘rock pesado’

                         

Esta semana, aliás, Paul McCartney [foto] anunciou que está gravando um CD com standards de jazz. Canções da era “pré-rock”, segundo o próprio artista.

— É o estilo do meu pai e são músicas que admiro. Sempre quis fazer isso, desde quando ainda estava nos Beatles. Só que o Rod [Stewart] fez. Aí, pensei: ‘Vou ter que esperar um pouco, para não parecer que o estou imitando’.... — explicou o ex-beatle.

O repertório está sendo mantido no mais absoluto sigilo — McCartney só adiantou que pretende “se afastar das óbvias”. Sabe-se, contudo, que algumas faixas contam com a participação da cantora e pianista canadense Diana Krall.

— Vai ser música para a hora de chegar em casa, depois do trabalho. Você põe pra tocar e pega uma taça de vinho...

Este será o terceiro álbum de regravações da carreira do cantor. Em 1987, editou Choba B CCCP (Back In The USSR), inicialmente disponível apenas para a antiga União Soviética, no qual resgatou clássicos do rock como “Lucille” e “Twenty Flight Rock”. E repetiu a dose em 1999, com o arrasador Run Devil Run, seu primeiro trabalho após o falecimento de sua esposa Linda McCartney, em 1998.

Em contrapartida, Paul revelou que também está compondo para um álbum de “rock pesado”, inspirado por Wasting Light, o mais recente trabalho do Foo Fighters, banda de Dave Grohl, ex-Nirvana.

— Isso pode parecer estranho, mas mantém o frescor. Nunca se sabe: posso correr para uma garagem e fazer este outro álbum.


Veja o vídeo da (estupenda) versão “No Other Baby”, obscura faixa do The Vipers, que McCartney gravou em Run Devil Run:

domingo, dezembro 14, 2008

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Just The Way You Are’


Há cerca de dez anos, em uma longa entrevista de divulgação publicada no Brasil pelo jornal International Magazine – uma pena eu não ter encontrado um link para disponibilizá-la aqui –, Paul McCartney foi indagado sobre “a canção que gostaria de ter composto”.


O ex-Beatle respondeu que sentia-se “muito orgulhoso” por tudo o que havia conseguido escrever durante a sua extensa carreira. Mas confessou que adoraria ter sido o autor de “Stardust”, clássico de Hoagy Carmichael (cujos direitos foram posteriormente adquiridos* por McCartney). E também de “Just The Way You Are”, de Billy Joel [no detalhe].

Gravada pela primeira vez por Joel em seu álbum The Stranger, de 1977, “Just The Way You Are” foi composta como um “presente de aniversário” para a sua primeira esposa. Além do registro do autor, já recebeu mais de uma centena de versões, de artistas que vão de Frank Sinatra a Barry White, passando por Ray Conniff, Shirley Bassey e outros – sempre com sucesso. O que não surpreende: a canção é simplesmente um primor de melodia, harmonia, arranjo e letra.

Uma das gravações mais recentes – e igualmente bem-sucedida – é a da canadense Diana Krall, de 2004.

McCartney estava coberto de razão.



* Por orientação de seu sogro, Lee Eastman, já falecido, Paul McCartney investiu na aquisição dos direitos de grandes canções populares. Com isso, fundou a MPL Communications, que hoje possui um catálogo de mais de três mil músicas, como “Unchained Melody”, “Route 66” e a supracitada “Stardust”, entre outras. Anos depois, Macca, paternal, aconselhou Michael Jackson a fazer o mesmo. O cantor esquisitão, com sua peculiar voz aguda, respondeu: “Vou comprar as suas canções”. O resto é história...



Para que você que você possa escolher a sua favorita, veja os vídeos com as respectivas versões do autor, Billy Joel...





...de Barry White...





..e da sra. Elvis Costello, Diana Krall...