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quarta-feira, junho 10, 2015

Os 30 anos de ‘Exagerado’, de Cazuza



Para celebrar os 30 anos de lançamento de “Exagerado”, uma das mais emblemáticas faixas da carreira de Cazuza, grandes nomes do pop nacional reuniram-se, sob a batuta do experiente produtor Liminha, para regravar a canção, em uma realização da Musickeria Corp.

Preservando o registro de voz do cantor, “Exagerado 3.0” contou com as participações de Dado Villa-Lobos (guitarras, Legião Urbana), João Barone (bateria, Paralamas do Sucesso) e Kassim (programações eletrônicas), além do próprio Liminha (baixo). E, embora a ficha técnica estelar não tenha superado a (imbatível) gravação original, o resultado ficou bastante satisfatório. Ademais, a causa é (para lá de) nobre.

Parte dos direitos da venda do single — disponível somente no formato digital — será destinada à Sociedade Viva Cazuza, entidade criada há 25 anos por sua mãe, Lucinha Araújo, com o intuito de dar apoio a crianças infectadas com o vírus HIV, que vitimou o artista em 1990.



Ouça ‘Exagerado 3.0’:

sábado, abril 12, 2014

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Tempos Modernos’, de Lulu Santos



Tempos Modernos”, de Lulu Santos, é um caso singular, poucas vezes visto na música pop. Além de ser a faixa-título, é também a música que abre o álbum de estréia do compositor carioca, editado em 1982 [acima, a capa]. E tornou-se, logo de cara, uma das canções mais emblemáticas de sua carreira — daquelas que o artista simplesmente não pode excluir do roteiro de suas apresentações. Ou seja, foi como se Lulu já tivesse chegado “com o pé na porta”.

Rara composição solitária de um período em que Lulu recorria aos préstimos de letristas como Nelson Motta e Fausto Nilo, “Tempos...” possui uma (atemporal) mensagem de esperança* no porvir e no amor — a despeito da “hipocrisia / que insiste em nos rodear”. Esperança que, aliás, sempre se renova — o que ajuda a entender a comoção popular que faixa tem exercido em mais de três décadas, visto que o refrão nem é tão “infeccioso” assim. Nesse quesito, não podemos compará-la, por exemplo, a “Casa”, lançada por músico em 1986.

Tempos Modernos” já foi regravada pelo autor em seus ótimos Acústico MTV [2000] e MTV Ao Vivo [2004]. E também recebeu releituras de Zizi Possi, Marisa Monte, Zé Ramalho, Jota Quest, Ivete Sangalo e da dupla Claudinho e Buchecha, entre outros. O título — vale frisar que a expressão não é mencionada na letra em momento algum — alude ao filme homônimo de Charlie Chaplin, que chegou às salas de cinema em 1936.



Nota: além de ser uma canção da qual sempre lembro quando faço aniversário (afinal, também “vejo a vida melhor no futuro”; nunca fui nostálgico), “Tempos...” também foi a música que coloquei para o meu filho “ouvir”, logo que ele chegou da maternidade. Na ocasião, não me ocorreu nenhuma outra mensagem mais otimista para alguém “recém-chegado ao planeta” do que esta. Anos depois, soube que Herbert Vianna havia feito o mesmo com um de seus filhos — tendo escolhido o clássico beatle “All You Need Is Love” para marcar o momento. 



“...e não há tempo que volte...”



Veja o (raríssimo) vídeo oficial de “Tempos Modernos”, gravado nas cidades mineiras de Ouro Preto e Mariana:

quarta-feira, março 19, 2008

“Na Nossa Casa”

Para encerrar o assunto: qualquer um que escutar com atenção a faixa “Na Nossa Casa”, do CD Nove Luas, 1996 [no detalhe], perceberá que a canção soa estranhamente... profética.

A letra é assim:



Quando anoiteceu,
Nenhuma luz na nossa casa se acendeu -

Aonde você estava?
Aonde estava eu?

Se tudo parecia nada, ainda assim,
O nada era mais do que o que você deixou
No fim.

Quando aconteceu,

Quando algo em que a gente acreditava se perdeu,

Por onde você andava?
Por que não me socorreu?

Não é o fim do mundo -

É só o fim de tudo que fomos nós.

Sem flutuar

E sem tocar o fundo...


Sempre sós.

“Tendo a Lua”

Outra canção da qual gosto bastante - e que não foi executada no show do Maracanã - é o soft-reggaeTendo a Lua”, do álbum Os Grãos, 1991 [no detalhe].

Todo mundo, em determinado momento da vida, já deu uma geral nas tralhas, revisitando a própria história nesse gesto tão prosaico (“Eu hoje joguei tanta coisa fora/ E vi o meu passado passar por mim./ Cartas e fotografias...”).

Além disso, é impossível não lembrar das pessoas já “partiram”, precisamente no verso “gente que foi embora...”

Decididamente, “a casa” NÃO fica “bem melhor assim”.

Paralamas do Sucesso


Tenho todos os discos dos Paralamas do Sucesso, comprados em suas respectivas datas de lançamento. Sempre gostei deles. Sempre os respeitei sobremaneira. Mas, na minha franqueza um tanto estabanada, devo dizer que jamais imaginei que a apresentação deles na abertura do show do Police seria tão tocante para mim.

Foi o primeiro show dos PDS que assisti após o acidente do Herbert. E foi muito intenso vê-lo ali, tentando “tocar o barco” com dignidade. Além de um grande artífice, o cara é também um verdadeiro sobrevivente - na acepção da palavra. Inclusive, tocou no assunto ao alterar um pedaço da letra de “Óculos”: “Em cima dessas rodas, também bate um coração”.

Já na música que abriu o show, “Vital E Sua Moto”, o primeiro flashback: eu não tinha nem dez anos de idade quando isso tocava no rádio. Foi assim ao longo da apresentação: a cada canção, eu lembrava como era a minha vida quando a faixa em questão foi lançada.

E assim, dei conta de que a música dos PDS se mistura com a minha própria trajetória - sem que eu jamais tivesse percebido isso.

Em “Meu Erro”, a casa caiu. Mesmo. Quase um quarto de século depois, a canção não perdeu a força. Aqueles versos, a despeito de sua singeleza - ou, talvez, por causa dela -, ainda soam irremediavelmente verdadeiros:

Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros.
Não há nada de novo...


Ainda somos iguais.



Enfim, foi uma apresentação memorável. Vida longa ao Paralamas do Sucesso.

domingo, janeiro 27, 2008

‘...em outdoors pela avenida...’

Recebi um curioso scrap no Orkut (o qual, ao responder, estupidamente apaguei por acidente), que dizia assim:

Tom, olhando essa tua foto nova, lembrei daquela música dos Paralamas:

‘Te mando beijos em outdoors pela avenida -
Você, sempre tão distraída...

Passa e não vê.’

Bom domingo!


Bem, não era a minha intenção citar essa canção quando fiz a tal montagem com a foto. Mas, na boa, achei bem simpática a analogia...


(Em tempo: essa faixa - da qual, aliás, gosto bastante - chama-se “Seguindo Estrelas” e está no CD Longo Caminho, 2002, d'Os Paralamas do Sucesso.)


Você não imaginam como é difícil encontrar fotos de outdoors na net...