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sábado, janeiro 26, 2008

'Memory Almost Full', Paul McCartney

Não posso, contudo, deixar de mencionar o ótimo Memory Almost Full, de Paul McCartney [foto], também lançado no ano passado.

A despeito de ter visto o seu divórcio se transformar em uma polêmica planetária, o ex-Beatle, aos 65 anos de idade, não mostrou nenhum sinal de cansaço em faixas como “Only Mama Knows”, “Nod Your Head” e a inusitada “Mrs. Bellamy”), cometendo simplesmente um discaço. Destaque também para a épica “House Of Wax”, o pop perfeito de “Ever Present Past” e “See No Sunshine”, além da tocante “The End Of The End”. Macca ainda deu-se ao luxo de criar um medley no melhor estilo Abbey Road: “Vintage Clothes/Feet In The Clouds/That Was Me”.

Mas, francamente, eu não colocaria Memory Almost Full em nenhuma dessas listas de melhores do ano. Pelos seus inestimáveis serviços prestados à música pop mundial, esse cidadão, para mim, é hors-concours.


Veja aqui os vídeos de “Dance Tonight”...




...e “Ever Present Past” (não é possível: a piscina da casa desse cara deve ser de formol):

sexta-feira, junho 29, 2007

Falando no homem...

McCartney, todo antenado, teve uma idéia inusitada: gravou uma série de comentários e, com isso, criou uma espécie de... entrevista on line. Eu explico: o internauta acessa o site, faz uma pergunta (destacando em maiúsculas a palavra-chave) e Paul - claro, desde que a resposta à referida pergunta esteja gravada no bando de dados do site - "responde".

Por exemplo: se você pedir para que ele toque "EVER PRESENT PAST" (com a grafia exatamente assim, em maiúsculas), Macca pega o violão... e toca. Se você perguntar suas bandas preferidas, ele citará Kaiser Chiefs, Razorlight, etc. Mas se você tocar nos assuntos HEATHER MILLS ou JOHN LENNON, o espertalhão diz: "Desculpe, não entendi. Próxima pergunta?"

De qualquer forma, é bem divertido o negócio. Quer conferir? É só clicar aqui. Detalhe: após fazer uma pergunta, não demore muito a fazer a próxima - senão Paul se "entedia"... e boceja.

sexta-feira, junho 22, 2007

Passado sempre presente

Em seu novo disco, Memory Almost Full, Paul McCartney fala de suas lembranças. E também da idéia de fim.


Desde o lançamento de seu último álbum de inéditas, o belo e introspectivo Chaos And Creation In The Backyard (2005), Sir Paul McCartney não viveu momentos exatamente... tranqüilos. O ex-Beatle, depois de décadas na EMI, mudou de gravadora e viu o seu divórcio virar manchetes no mundo inteiro.

Apesar das intempéries, Memory Almost Full, ironicamente, soa mais... alegre do que o seu trabalho anterior. Este é o 21º disco solo de McCartney - o primeiro pelo selo Hear Music, empreendimento que envolveu a rede de cafeterias Starbucks e a gravadora Concord Music, o que fará com que seja comercializado tanto em lojas convencionais como nas filiais da Starbucks. Também será a primeira vez em que Paul disponibilizará um CD seu em formato digital. Consta que Macca ficou insatisfeito com a divulgação de Chaos And Creation ("a EMI não fez nada pelo álbum nos EUA") - e a ele foi prometido que o mesmo não aconteceria dessa vez.

O título alude à linguagem dos computadores, mas a intenção é mais ampla. Paul refere-se à sua própria "memória", repleta de recordações alegres e tristes de uma longa vida. O próprio músico definiu o disco como "um disco muito pessoal e, em muitos momentos, retrospectivo, desenhado da memória, como lembranças de garoto, de Liverpool e verões passados. (...) Creio que isso acontece porque estou nesse ponto de minha vida, mas então penso nas vezes que compus com John - e muito daquilo também foi feito olhando para trás. É como eu mesmo em 'Penny Lane' e 'Eleanor Rigby' - ainda estou usando os mesmos truques!"

De fato: ouvintes atentos encontrarão referências (intencionais?) a vários momentos da carreira do ex-Beatle nas 13 faixas do álbum - todas inéditas. O maior potencial comercial, no entanto, reside em "Ever Present Past", que já nasce clássica. Trata-se de uma verdadeira pérola pop, daquelas que ele (autor de algumas das mais lindas melodias do mundo) sabe fazer como poucos. E que certamente deverá funcionar muito bem ao vivo.

"Dance Tonight" é uma canção simples, descontraída, marcada por um bandolim que lhe confere ares folclóricos. "See Your Sunshine" soa, desde os vocais da introdução (bem Linda McCartney, aliás), como algo do Macca circa anos 80 - tipo Pipes of Peace. "Only Mama Knows" começa com um suave arranjo de cordas. Subitamente, entram as guitarras, a cozinha rítmica - e, ao iniciar o vocal, o andamento acelera. A partir daí, temos uma faixa vigorosa, estilo "Junior's Farm".

A melódica e tristonha "You Tell Me" é estruturada ao violão de aço e cantada em falsete. "Mr. Bellamy" - um dos melhores arranjos do álbum - passeia entre o sombrio e o delicado. "Gratitude" é uma balada ao piano, com um leve sabor R&B, que mostra McCartney cantando de modo visceral, como em "Maybe I'm Amazed". Na letra, bastante pessoal, ele diz que, apesar de tudo, não quer "trancar o coração". E emociona:

Eu estava sozinho, vivendo com uma lembrança.
Mas minhas noites frias e solitárias terminaram
quando você me protegeu.

Amado por você, eu era amado por você

Quero lhe mostrar minha gratidão.

O espectro dos Beatles se faz presente, em especial, na suíte que engloba quatro músicas da segunda metade do álbum, numa inequívoca referência a Abbey Road: "Vintage Clothes" (curiosamente, uma visão crítica da nostalgia), prima de "If I Needed Someone", de George Harrison; os bons solfejos da discursiva "That Was Me" (que lembra bastante "Spinning On An Axis", de Driving Rain, 2001); "Feet In The Clouds" (impossível não pensar em "Every Night"), na qual vocoder e cordas convivem harmoniosamente; e "House of Wax", uma faixa de matizes épicos - e que apresenta um belo solo de guitarra.

"Nod Your Head", que encerra os trabalhos, é cantada de modo raivoso - ele tem a sorte de a sua voz não ter envelhecido nadinha - o que remete o ouvinte imediatamente a "I'm Down" ou "Helter Skelter".


Álbum mantém o nível do primoroso CD anterior

Já "The End Of The End" merece ser ouvida com uma atenção toda especial. Esse é o momento mais pungente de todo o álbum - e certamente um dos mais intensos de toda a carreira do baixista. Poucas vezes ele permitiu-se ser tão... autobiográfico. Depois da desilusão do fim de seu segundo casamento, Paul, aos 65 anos, talvez já consiga vislumbrar... o fim da estrada. Em versos comoventes, McCartney expõe os seus "últimos desejos". E mostra-se, inclusive, espiritualizado:

No final do final,
é o começo de uma viagem para um lugar muito melhor -
e isso não seria ruim.

Então, um lugar muito melhor teria que ser especial -

não precisa ser triste.

No dia em que eu morrer,
gostaria que piadas fossem contadas

e estórias antigas sendo roladas
como carpetes
nos quais as crianças brincaram. (...)


Produzido por David Kahne (que já trabalhou com Sublimes, Strokes e Bruce Springsteen), Memory... começou a ser concebido, na verdade, em 2003 - tendo sido interrompido para dar lugar a Chaos And Creation. E, a exemplo deste último e dos dois trabalhos anteriores - os bons Flaming Pie (1997) e o já mencionado Driving Rain - em Memory..., Paul gravou sozinho praticamente todos os instrumentos.

[Nota: consta que Nigel Godrich, o produtor do último álbum, teve peito para rejeitar várias canções que McCartney levou para o estúdio durante as gravações, o que acabou gerando atritos entre os dois. Conclusão: algumas dessas faixas do disco novo podem ser as tais em que Paul acreditava - mas que não agradaram a Godrich.]

Memory Almost Full, além de manter o nível de seu primoroso antecessor, é um trabalho absolutamente condizente com a (ímpar) trajetória do músico. E não deixa de ser admirável o fato de Paul, mesmo tendo um nome a zelar, não abrir mão de criar, de olhar para frente - ainda que esse olhar carregue uma certa... nostalgia.

Mas não seria justo culpá-lo por isso: afinal, recordações... ele deve ter de sobra.

segunda-feira, maio 07, 2007

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Rockin' in the Free World’, de Neil Young


Uma amostra grátis do que é o verdadeiro rock'n'roll: "Rockin' in the Free World", cortesia do grande bardo canadense Neil Young [que aparece na foto ao lado de um fã para lá de ilustre...].

Esse petardo foi lançado originalmente no álbum Freedom (1989), tendo sido regravado pelo Pearl Jam, The Offspring e até... Bon Jovi (!), entre outros.




 

sábado, abril 21, 2007

McCartney: novo single na praça


Não tem jeito, pessoal: lá vou eu falar de Paul McCartney mais uma vez. Isso porque acaba de vazar na web o novo single do ex-Beatle, "Ever Present Past", um pop fluente (bem típico dele), que você ouve - ainda que em qualidade não muito satisfatória - clicando aqui.

A canção estará incluída no novo álbum de inéditas de Macca, Memory Almost Full, cujo lançamento mundial está previsto para 5 de junho. Depois de romper com a Capitol Records (por ter considerado ineficaz a divulgação americana de seu último disco - o ótimo Chaos And Creation In The Backyard, de 2005) - , Paul assinou com a Hear Music, que faz parte da mega-empresa de cafeterias Starbucks.

Veja também 30 segundos de making of do videoclip de "Ever Present Past":

sábado, março 24, 2007

"Hate", dos Beatles

Na certa, o espólio dos BEATLES tomou as providências cabíveis e tirou do ar - exatamente como eu previ - o site que disponibilizava em mp3, gratuitamente, o álbum Hate, com remixes de algumas das imortais canções do quarteto de Liverpool, realizado pelo DJ brasileiro Fritz Von Runte. Por esse motivo, façamos agora uma pequena... hum... trangressão.

Ainda que eu também não tenha concordado com a maneira com que Von Runte abordou a obra do grupo (e isso fica absolutamente claro na resenha que escrevi para a edição desse mês do IM), penso que seria desagradável que você, leitor (a), não tivesse... parâmetros para julgar o meu artigo.

Sendo assim, havendo interesse, você pode baixar Hate clicando aqui. Após ouví-lo, se possível, comente algo aqui no blog, combinado?

segunda-feira, março 12, 2007

O tumultuado divórcio de Paul McCartney

Segundo o tablóide sensasionalista britânico News of The World, a ex-modelo Heather Mills estaria disposta a aceitar a módica quantia de 29 milhões de euros (US$ 42,7 milhões) para se divorciar do ex-Beatle Paul McCartney [no detalhe].

Consta que Mills receberia parte do montante em espécie, parte em imóveis, depois de (segundo fontes próximas ao músico) "ceder" em vários aspectos da negociação - sobretudo quanto a reivindicações financeiras e a custódia da filha do casal, Beatrice.

O divórcio de McCartney e Mills tem sido turbulento, com intensa troca de acusações e ofensas pessoais.

Portanto, resta a McCartney, ao se envolver em novos relacionamentos, ponderar sobre os recentes acontecimentos. Porque, convenhamos (ainda que ele seja um homem bilionário): de indenização em indenização, ele pode acabar ao lado do Dicró e do Agnaldo Timóteo vendendo CDs no Largo da Carioca...

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Mais uma dos Beatles...

Quase 37 anos após o encerramento de suas atividades, os BEATLES continuam atraindo (e é bom que se diga: MERECIDAMENTE) a atenção do planeta diante de uma simples... menção ao nome da banda. Há menos de três meses atrás, foi editado Love, que serviu como trilha sonora para a última turnê mundial do Cirque du Soleil - apresentando brilhantes colagens musicais, feitas por SIR GEORGE MARTIN e seu filho, Giles. E eis que temos agora mais novidades relacionadas aos Fab Four.

Segundo o Daily Express, PAUL McCARTNEY planeja terminar a inacabada demo de "Now and Then", que traz os vocais de JOHN LENNON. Uma fonte declarou ao jornal britânico que Paul sempre ficou "incomodado" pelo fato de essa canção jamais ter sido finalizada, por enxergar nela "um grande potencial". "Agora ele espera terminá-la, gravando os backing vocals, mantendo John na voz principal. Seria emocionante ouvir os dois cantando juntos mais uma vez".
Na verdade, McCartney gostaria de ter trabalhado na canção desde o lançamento da série Anthology - assim como foi feito com outras duas fitas de Lennon, entregues por Yoko ono para os três beatles sobreviventes: "Free as a Bird" (que foi lançada, com grande estardalhaço, no volume 1) e "Real Love" (que integrava o volume 2). Entretanto, GEORGE HARRISON (falecido em novembro de 2001), vetou a idéia por não considerar a canção "boa o suficiente" para justificar a empreitada. E essa foi a razão pela qual o terceiro volume de Anthology não apresentou nenhuma inédita.

A intenção de Paul McCartney é lançar "Now and Then" como um single. Contudo - a exemplo das supracitadas "Free as a Bird" e "Real Love" -, essa não será a primeira vez que a canção verá a luz do dia: as três aparecem no bootleg (de grande valor histórico) Free as a Bird - The Dakota Beatle Demos [1996], que reunia (como o próprio título anuncia) canções inéditas de Lennon, supostamente gravadas em seu apartamento no Edifício Dakota, em Nova York.

quinta-feira, março 16, 2006

Semelhanças...



Recentemente, notei que a capa d A Bigger Bang, dos Rolling Stones (lançado no ano passado) lembra bastante a de Back To The Egg, dos Wings (1979).

Na verdade... propriamente parecidas, as capas não são. Ao que tudo indica, as intenções foram semelhantes (a alusão à Astronomia, blá-blá-blá) - sendo que o CD dos Stones foi lançado 26 anos depois.

Observem as duas e tirem suas conclusões.