domingo, julho 02, 2006

Lulu Santos: prévia do novo CD

Em seu site oficial, Lulu Santos dá uma prévia do q será o seu novo CD, ainda sem título, a ser lançado agora no segundo semestre. O cantor disponibilizou quatro músicas: "Parabéns", "Seu Aniversário", Jaboticaba Mix" e o eletrosamba "Propriedade Particular".

A primeira audição deixa a impressão clara d q, após matar a saudade da guitarra em seu trabalho anterior (Letra e Música, lançado no ano passado), Lulu agora voltou a ligar os seqüenciadores...

O endereço é: www.lulusantos.com.br

IM - edição de junho/06

A edição do IM - International Magazine q ainda se encontra nas bancas traz a entrevista exclusiva concedida a Marcelo Fróes pelo guitarrista Sérgio Dias, falando sobre a histórica volta dos Mutantes - q renderá CD e DVD ao vivo.

Traz tb: a segunda parte da entrevista concedida a Elias Nogueira e Ricardo Schott pelos Detonautas, contando ainda com a presença d Rodrigo Netto, assassinado durante um assalto semanas depois; a cobertura do Abril Pro Rock, realizado em Olinda e Recife (por Gustavo Montenegro); além d artigos meus sobre o novo CD de Nando Reis, a coletânea de Caetano Veloso, a trilha da mini-série JK, o trabalho q reuniu Ana Carolina & Seu Jorge, além do CD do próprio Seu Jorge, solo.

quarta-feira, junho 28, 2006

Você tira o chapéu para Marisa Monte?


Marisa Monte é algo ímpar nesse País. Goste-se ou não dela, a cantora é um dos raros casos de música com grande apelo comercial, porém realizada com enorme critério. Marisa foi capaz de compor e gravar uma canção cujo refrão repete como um mantra a frase "Amor I Love You" (sem que isso soasse banal), incluindo a narração de um trecho do belo romance O Primo Basílio, de Eça de Queiroz (sem que isso parecesse pernóstico)... e que estourou em todas as FMs.

Inegavelmente, Marisa é uma artista de coragem: em tempos de retranca criativa - onde requentar parece ser mais cômodo do que elaborar um novo cardápio - a cantora lança não um, mas dois CD's, vendidos separadamente. E ambos com repertório inédito. São eles: Infinito Particular e Universo Ao Meu Redor, que saem pela Phonomotor, selo de Marisa (com distribuição pela EMI), seis anos após o seu último de inéditas, o bom Memórias, Crônicas e Declarações de Amor (sem contar o brainstorm pop-concreto gravado com os Tribalistas em 2002).

Sintomaticamente, os trabalhos têm perfis bastante distintos, mas sem que isso traga qualquer indício de esquizofrenia - Marisa sempre trafegou com desenvoltura por territórios variados. Desde a parte gráfica, fica clara a diferença entre ambos: Universo... investe numa estética algo psicodélica; enquanto o seu correlato possui uma capa totalmente preta.

Infinito Particular é um CD com vocação pop, porém longe da obviedade. Não há nenhuma "Beija Eu" aqui - as músicas são reflexivas, intimistas, com um clima que eventualmente lembra Portishead. As melodias são bonitas, com destaque para a música de trabalho "Vilarejo" e as belas "Pra Ser Sincero" (que já foi parar na trilha da nova novela global das sete) e "Levante". Trata-se, enfim, de um trabalho honesto, bem-cuidado - como de praxe em se tratando de Marisa - mas, sinceramente, nada que vá revolucionar a música brasileira.

Já Universo Ao Meu Redor é um disco de samba, coerente com o trabalho que Marisa gravou com a Velha Guarda da Portela em 2000 - além de suas boas incursões no gênero ao longo da carreira. Mas engana-se quem, à primeira impressão, pensar que se trata de um álbum coberto de bolor. Absolutamente. Ainda que respeitosa para com a tradição, Marisa consegue imprimir uma aura de contemporaneidade ao CD. Produzido por Mário Caldato Jr., Universo... possui elementos incomuns em discos tradicionais de samba: um efeito na voz aqui, um slide ali, cordas acolá. Muito interessante. Em "Statue of Liberty", "Satisfeito" e "Meu Canário", insólitos efeitos eletrônicos criam uma amálgama inusitada. E em vários momentos do álbum surgem timbres de teclados que JAMAIS seriam ouvidos em um CD de qualquer cantora de samba da qual você se lembre nesse exato instante.

A afinação e o timbre agradabilíssimo de Marisa dispensam comentários. E o repertório - entre antigas pérolas de D. Ivonne Lara, Paulinho da Viola e inéditas autorais totalmente conectadas com a proposta - mantém alto o nível da conversa. Enfim, um trabalho que regozija os apaixonados pela boa MPB.

Tudo bem, alguns chatos podem dizer que Marisa Monte realizou anteriormente trabalhos superiores a esses (como o ótimo Verde Anil Amarelo Cor De Rosa e Carvão, 1995, onde a cantora gravou Velvet Underground e Jorge Ben, sem perder a unidade). Contudo, só pelo arrojo da atual empreitada, ela já merece as congratulações.

Para ela, eu tiro o chapéu.

sábado, maio 06, 2006

"RARITIES 1971 - 2003"


(Esse texto não foi publicado porque, mais uma vez, me atrasei e perdi o fechamento da edição do IM- INTERNATIONAL MAGAZINE. E como escrever para si próprio é algo egoísta - masturbatório, eu diria - fica este aqui também como curiosidade.)


SEI, APENAS ROCK 'N ROLL… MAS QUEM NÃO GOSTA?


Comentou-se que o último trabalho de estúdio dos Rolling Stones (o ótimo A Bigger Bang) teria tido um fraco desempenho comercial. Uma banda em plena turnê mundial sem um produto viável nas prateleiras (sobretudo, em se tratando dos Stones, um mega-empreendimento envolvendo milhões de dólares)? Complicado. Provavelmente por essa razão, o grupo inglês decidiu lançar uma segunda edição de A Bigger Bang, agora acompanhado de um DVD bônus - com imagens da gravação do disco, clips, etc - e também o CD Rarities 1971 - 2003.

Até segunda ordem, um álbum dos Rolling Stones é sempre bem-vindo - ainda que seja um trabalho multifacetado como esse, que traz faixas ao vivo, lados B e até remixes. No entanto, a unidade sonora do CD (ou seja: a alquimia de blues e rock que consagrou a banda) está assegurada.

O melancólico country "Wild Horses" (em versão extraída do também ao-vivo-salada-de-frutas Stripped, de 1995) não justifica sua inclusão como raridade: possivelmente só está em Rarities 1971 - 2003 pela pérola que é - uma das mais belas canções desses senhores britânicos. O clássico "Tumbling Dice" comparece em matadora versão ao vivo, assim como "I Just Want To Make Love To You" - de Willie Dixon, gravada pelos Stones pela primeira vez em seu disco de estréia, de 1964 (!).

Os remixes também não fazem feio: o mais interessante é o de "Mixed Emotions", que não despreza a vitalidade rock da gravação original - continua sendo rock, só que agora com motor turbo. O de "Harlem Shuffle" até respeita bastante a versão que os Stones fizeram em 1986 desse clássico do soul - na verdade, essa faixa foi a única sobrevivente do naufrágio chamado Dirty Work, de 1986 - , porém, com balanço renovado. E há ainda a versão extended de "Miss You", reverente ao registro de 1978 - totalmente contagiado pela disco, apesar da harmônica bluesy tocada por Jagger - aliás, esse instrumento foi o álibi usado pelo cantor para negar a influência do movimento nessa faixa...

Falando em soul, há uma boa versão ao vivo (de 1981) da bela "Beast Of Burden" - que contém os ingredientes que Jagger certamente absorveu ouvindo The Miracles. E "If I Was A Dancer", espécie de continuação de "Dance" (de Emotional Rescue, 1980) também mata a pau.

Rarities 1971 - 2003 traz ainda versões ao vivo da pungente "Thru And Thru" (de Voodoo Lounge, 1994, cantada por Keith Richards) e a bordoada de "Live With Me", entre outras. E ainda aproveitam para pagar tributo a alguns de seus heróis como Chuck Berry (em "Let It Rock") e Muddy Waters ("Mannish Boy").

Mas raridades mesmo são "Wish I'd Never Met You", o envenenado "Fancy Man Blues", a delicada "Anyway You Look At It" e "Through The Lonely Nights", que mantêm o bom nome da empresa.

Enfim, essa é a Maior Banda De Rock'n'Roll Do Mundo, mesmo em um trabalho sem grandes critérios, nem pretensões. De qualquer forma, aqui está um ótimo souvenir do show histórico na Praia de Copacabana.

terça-feira, abril 11, 2006

IM: edição de abril/2006


Falando em Paulo Ricardo... a edição desse mês do IM - International Magazine traz a resenha q escrevi sobre o novo CD do cantor, Acoustic Live, juntamente com a entrevista exclusiva q Paulo concedeu ao tablóide. Alem desse, há artigos meus sobre os mais recentes trabalhos do Simply Red, Stevie Wonder e Burt Bacharach.

Destaque tb para a análise do DVD Tim Maia - Ensaio (por Rodrigo Fernandes), a ótima entrevista q o grande Aldir Blanc cedeu a Felipe Tadeu, e muito mais.

Nas bancas.

sábado, abril 08, 2006

"Lolita"


Iniciei a leitura do antiqüíssimo romance Lolita, escrito pelo russo Vladimir Nabokov, publicado pela primeira vez em 1955, na França.

A estória retrata a paixão de um homem maduro pela púbere filha d sua senhoria - q se tornaria posteriormente sua esposa, visto que o inescrupuloso protagonista da trama acaba casando-se com a mãe, para estar mais próximo da filha. Na verdade, eu já havia assistido a uma versão feita para o cinema, filmada ainda em preto-e-branco (infelizmente, não me recordo elenco, diretor, nem ano d lançamento).

Em Lolita, foi a primeira vez em q foi retratada na literatura uma atração q se aproxima perigosamente daquilo q muitos poderiam classificar como, digamos... pedofilia - algo q considero decididamente repugnante. E isso fez com q o livro fosse inicialmente recusado por vários editores da época, q o consideraram "pornografia pura". Mas a verdade é q esse romance expôs o mito da predileção d alguns sujeitos + velhos por ninfetas, e acabou exercendo sua influência até no mundo da música.

Para quem não sabe: esse livro inspirou Sting a compor "Don't Stand So Close To Me" (do álbum Zenyatta Mondatta, do Police, 1980; posteriormente regravada - d modo brilhante, por sinal - pela própria banda na coletânea Every Breath You Take - The Singles, 1986; e também pelo próprio baixista, já em carreira solo, no bom ao vivo "...All This Time", 2001).

Há também uma canção de Paulo Ricardo intitulada "Lolita", lançada em 2000 - muito fraca, por sinal (embora eu até goste dele).

quarta-feira, março 29, 2006

‘Budapeste’


Finalizei a leitura de Budapeste, terceiro romance (os demais são: Estorvo, 1991; e Benjamin, 1995) de Chico Buarque, lançado no ano passado. Pelo interesse que me despertou, devo confessar que li de maneira voraz.

A livro conta a estória do ghost-writer carioca José Costa que, após um congresso de ghost-writers realizado na capital húngara, encontra-se seduzido inicialmente pela língua magiar. Posteriormente, conhece uma bela mulher que começa a lhe ensinar o idioma, com a qual a passa ter um envolvimento amoroso. Esses fatos fazem com que o escritor assuma um... alter ego: Zsoze Kósta.

Chico conduz a narrativa com maestria, criando imagens brilhantes, e apresentando um senso de humor absolutamente inusitado. O livro flui perante os olhos do leitor.

Há algum tempo atrás, o autor de "Vai Passar" foi definido como "um escritor que faz música". Faz sentido. Pois, além de suas melodias elaboradas e harmonias complexas, Chico é um dos mais hábeis manipuladores de palavras não só do Brasil, mas da própria Língua Portuguesa.

Tanto nas canções, quanto, agora, também na literatura, trata-se - tenho dito reiteradas vezes - de um gênio da nossa cultura.

quinta-feira, março 16, 2006

Semelhanças...



Recentemente, notei que a capa d A Bigger Bang, dos Rolling Stones (lançado no ano passado) lembra bastante a de Back To The Egg, dos Wings (1979).

Na verdade... propriamente parecidas, as capas não são. Ao que tudo indica, as intenções foram semelhantes (a alusão à Astronomia, blá-blá-blá) - sendo que o CD dos Stones foi lançado 26 anos depois.

Observem as duas e tirem suas conclusões.

Barão Vermelho: ele continua a brilhar


(Parece até "jornal d ontem, com notícias d anteontem" - visto q o CD já saiu há quatro meses - , mas.... acho q vale como curiosidade. Segue abaixo o texto q escrevi sobre o "MTV Ao Vivo"do Barão, mas q acabou não sendo publicado no IM d dezembro... simplesmente porque eu me atrasei e perdi o prazo...)


É fato que, nos primeiros anos após a saída de Cazuza, o BARÃO VERMELHO sentiu falta de um letrista com verve à altura. No palco, entretanto - com a inegável técnica de seus integrantes - a banda sempre foi responsável por um dos melhores shows de rock do Brasil, tornando-se um referencial do estilo. A prova está no recém-lançado MTV Ao Vivo, mais um produto da emissora paulistana.

Gravado no mês de agosto no Circo Voador (onde o Barão realizou, nos anos 80, um de seus primeiros shows, quando a lona ainda estava na Praia do Arpoador), o álbum registra uma performance definitiva do grupo carioca, sendo comercializado em duas versões: CD duplo; ou dois CD's simples, vendidos separadamente.

O repertório resume os quase 25 anos de carreira da banda e equilibra clássicos consagrados ("Maior Abandonado", "Bete Balanço", "Por Que a Gente é Assim?", "Pense e Dance", "O Poeta Está Vivo", "Pedra, Flor e Espinho", "Por Você"); material recente ("Cara a Cara" e "Cuidado", do último CD, cujo título é apenas o nome do grupo); canções menos conhecidas ("Tão Longe De Tudo", "Política Voz", ambas do excelente "Na Calada Da Noite", 1990); uma inédita ("O Nosso Mundo"); músicas de outros artistas, como Raul Seixas (a bela "Tente Outra Vez"), Legião Urbana ("Quando o Sol Bater Na Janela Do Seu Quarto"), Ângela Rô-Rô ("Amor, Meu Grande Amor") e Bezerra da Silva ("Malandragem Dá Um Tempo"), além de duas faixas interativas ("Vem Quente Que Eu Estou Fervendo" e o blues "Quem Me Olha Só", ambas registradas em estúdio).

O primeiro single de trabalho é "Codinome Beija-Flor", que conta com a participação especial de Cazuza - no melhor estilo Unforgettable: a imagem e a voz do poeta foram projetadas no telão do show, num dueto emocionante dos dois vocalistas da história da banda. Essa é a segunda vez que o Barão grava uma música da carreira solo do Exagerado. A primeira foi "O Tempo Não Pára", no "Balada MTV" (1999) - presente mais uma vez, aliás, nesse "Ao Vivo".

O DVD, a ser lançado agora no início de dezembro, será o primeiro registro do Barão nesse formato. O "ao vivo" anterior (o já mencionado "Balada MTV") - no qual metais, cordas, teclados e violões se sobrepuseram às guitarras - teve o lançamento temporariamente vetado pelo próprio grupo, por não representar a sonoridade característica da banda.
Comenta-se que este seria o último CD do Barão Vermelho, pelo fato de o guitarrista e cantor Roberto Frejat ter decidido priorizar a sua carreira solo - realizando apenas discos esporádicos com a banda. Espera-se que tal informação não venha a se confirmar. Ainda é cedo para virar essa que é uma das mais importantes páginas do rock nacional.

quarta-feira, março 08, 2006

Roberto Carlos: site oficial da Jovem Guarda


O artigo q escrevi sobre o + recente CD d ROBERTO CARLOS (publicado na edição d fevereiro do IM) agora está disponível também no site oficial da JOVEM GUARDA - também d propriedade d Marcelo Fróes, editor do tablóide. O q, pra mim, foi muito gratificante, claro.

Quem quiser conferir, o endereço é: www.jovemguarda.com.br