quarta-feira, julho 26, 2006

Puxa, mas que coincidência...

Foi só eu falar a respeito da candidatura de Paulo Ricardo (no tópico abaixo), que o cara mudou de idéia.

Leia em: http://www.pauloricardo.com/blog.asp

terça-feira, julho 25, 2006

Flashback - International Magazine: PAULO RICARDO

A exemplo do nosso bom companheiro Ricardo Schott (colaborador da revista BIZZ e do site NITIDEAL, entre outros), que costuma resgatar, no blog DISCOTECA BÁSICA, textos seus publicados aqui & ali, acabei tendo o insight do Flashback.

E, nessa primeira.. ahn... edição... há o replay da resenha sobre o mais recente CD de PAULO RICARDO, Acoustic Live, que escrevi para a edição de abril desse ano do IM - INTERNATIONAL MAGAZINE. Escolhi essa matéria por uma razão muito simples: por razões físicas (e eu compreendo perfeitamente - isso acontece), o texto acabou saindo editado.

E, da maneira como a questão foi colocada, ficava a impressão de que eu era um simples detrator de PR, como existem vários por aí. Mas não é por aí. Tudo bem, continuo achando que esse disco foi completamente desnecessário. A diferença é que conheço muito bem o trabalho do artista, tenho respeito por ele - e tudo isso fica absolutamente claro na íntegra desse texto.

Se bem que essa candidatura dele para deputado...



PAULO RICARDO: QUAL SERÁ O PRÓXIMO CAPÍTULO?


Muito curiosa (ou acidentada, talvez) a trajetória artística de Paulo Ricardo. Antes de se tornar - digam o que disserem - uma das figuras-chave do BRock 80, o cantor, compositor e baixista (formado em jornalismo) iniciou sua carreira como crítico musical da extinta revista SomTrês. Logo após, morou um período em Londres e, no retorno, montou o RPM, que lançou um excelente disco de estréia (Revoluções Por Minuto, de 1985), cuja turnê nacional desencadeou uma verdadeira febre e gerou um álbum ao vivo (Rádio Pirata, 1986) que - até os pombos da praça sabem - bateu recordes (dois milhões e meio de cópias vendidas). A ressaca do mega-estrelato provocou a ruptura do grupo - decisão reconsiderada posteriormente com o lançamento de Os Quatro Coiotes, de 1988, disco que trazia alguns momentos interessantes (como a gótica "Sete Mares", "Um Caso De Amor Assim", a ótima "Ponto de Fuga" e o blues "Partners", que recebeu furiosa versão de Cássia Eller em 1994) e o aparente intuito de não repetir o fenômeno.

Após esse trabalho, a banda se dissolveu em definitivo e Paulo iniciou carreira solo, gravando dois álbuns (Paulo Ricardo, 1989; e Psico Trópico, 1990, com produção de Liminha) que obtiveram pouca repercussão. Em 1993, inspirado pelo grunge, recruta novos músicos e edita Paulo Ricardo & RPM, sem êxito. Um período de ostracismo antecedeu o bom Rock Popular Brasileiro (1995), antologia de sucessos do rock nacional - como o próprio título anuncia - que recolocou o cantor na mídia, através da regravação de "A Cruz e A Espada", em dueto com um já fragilizado Renato Russo.

Dois anos depois, lança O Amor Me Escolheu, que abrigava dois hits ("Dois", parceria com o antigo midas Michael Sullivan; e "Tudo Por Nada", versão para "My Heart Can't Tell You No", sucesso de Rod Stewart) e uma boa dose de coragem (poucos abririam um disco com a bela "E Não Vou Mais Deixar Você Tão Só", de Antônio Marcos). Inicia-se aí uma postura de cantor pop romântico: Paulo apresentava-se com uma indumentária absolutamente clean e não tocava contrabaixo em público nesse período.

Amor de Verdade foi lançado em 1999, e misturava três inéditas a releituras (com arranjos seqüenciados) de canções gravadas por Roberto Carlos, mas não compostas pelo Rei, como: "Sonho Lindo" e "Não Há Dinheiro Que Pague", entre outras. A única exceção era "Por Amor".

Em 2000, convida um time de instrumentistas de primeira linha (como o saxofonista Milton Guedes, o baixista Dunga e o guitarrista Kiko, do Roupa Nova) para a gravação do CD que tem como título apenas o seu nome, composto de boas e radiofônicas canções inéditas - tendo, quase em sua totalidade, Michael Sullivan como co-autor (tais como: "Vai", "Turquesas e Corais" e "Por Quê? (Na Dor E No Prazer))", essa última gravada posteriormente pelo já mencionado Roupa Nova). Entretanto, o único sucesso desse álbum foi a versão de "Imagine", de John Lennon, que foi tema de abertura de uma novela global e só entrou, na verdade, como faixa bônus da segunda edição do CD - que incluía também um versão em português (!) desse clássico. Parecia a derrocada do cantor romântico.

Para surpresa geral, a formação original do RPM voltou à ativa em 2002, com uma turnê nacional que gerou uma dobradinha CD + DVD de sucesso, sob a chancela da MTV. Contudo, quando todos imaginavam ouvir o primeiro álbum de inéditas da banda em anos, alegadas diferenças estéticas abortavam, mais uma vez, o prosseguimento do trabalho. O baterista Paulo "PA" Pagni permaneceu ao lado de Paulo Ricardo e, ao lado de outros músicos, foi formado o PR.5, cujo primeiro CD (o experimental Zum Zum) foi definido pelo cantor da seguinte forma:

- Esse é um trabalho diferenciado. Sei que as pessoas irão demorar um tempo para a assimilação dessas novas informações.

Os anos de experiência no show business e o faro de quem começou como crítico acertaram em cheio: o grupo teve um resultado pífio.E eis que Paulo Ricardo volta à carga (solo, novamente) com CD e DVD intitulados Acoustic Live (EMI), no qual ele registra sucessos de George Michael ("Careless Whispers", com a indefectível frase de sax pontuada por um piano) e Chris Isaak ("Wicked Game"), além de clássicos de Bob Dylan ("Like a Rolling Stone"), Wings ("My Love"), Rolling Stones ("Honk Tonk Women"), entre outros.

E ele até se dá bem em "Fire And Rain" (James Taylor). Mas também se dá muito mal em "Isn't She Lovely" - é sempre complicado regravar Stevie Wonder (até Gilberto Gil derrapou em suas releituras de "The Secret Life Of Plants" e "I Just Called To Say I Love You") - , sobretudo por um cantor - verdade seja dita - nem um pouquinho black, como Paulo Ricardo.

Bem, no final das contas.... o repertório é impecável, os arranjos são excelentes e o inglês de PR não merece qualquer repreensão. Está tudo muito bom, está tudo muito bem, mas sinceramente.... pegou muito mal. Com um set list desses, é difícil fazer um disco propriamente ruim. E Acoustic Live até não é um mau CD para se ouvir no carro, por exemplo - mas o grande problema é que essas canções (todas cristalizadas) não precisam de releitura - até porque, no quesito vocal, Paulo Ricardo perde em comparação aos originais.

O DVD traz algumas faixas bônus. como "Jealous Guy", "Quiet Nights Of Quiet Stars" e… "London London" - apenas quatro anos após ter sido registrada no ao vivo da MTV.

Fica a triste impressão de que, após o insucesso do último trabalho, Paulo tenta encarnar uma versão pop e mais jovem de Rod Stewart, que já está no quarto (!) songbook de clássicos americanos. Por coincidência (ou não), ele abre o disco com "Tonight's The Night"... Ou será que é Emmerson Nogueira que começa a fazer escola?

Se a intenção era se distanciar do formato PR.5, seria até melhor (e mais honesto) retomar a persona do cantor romântico, com um repertório autoral e, sobretudo, inédito.

Vejamos qual será a próxima empreitada de Paulo Ricardo.

A seguir, cenas dos próximos capítulos.

quarta-feira, julho 19, 2006

Links de julho

Seguem abaixo links para downloads de trechos (notem bem: trechos) de algumas canções dos CDs que resenhei no IM de julho. Espero que gostem.


Ouça: "Renata Maria", Chico Buarque.

Ouça: "What a Fool Believes", Doobie Brothers.

Ouça: "Seguindo Estrelas", Paralamas do Sucesso.

Ouça: "Mad About You", Sting.

Ouça: "É Assim Que Se Faz", Marcelo D2:

IM: edição de julho/2006



No IM - INTERNATIONAL MAGAZINE desse mês, destaque para o recém-lançado Stadium Arcadium, do Red Hot Chili Peppers; o furioso Living With War, de Neil Young; o CD ao vivo d Fernanda Abreu, e muito +.

Além disso, artigos meus sobre o novo disco d Chico Buarque; as duas compilações d Sting; Perfil, dos Paralamas do Sucesso; as coletâneas Disco Music e Pop Songs: Songs & Piano; e Meu Samba é Assim, d Marcelo D2.

Já nas bancas.

terça-feira, julho 18, 2006

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Poema’, com Ney Matogrosso


Certa vez, li uma entrevista de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza [no detalhe], na qual ela dizia que, apesar da porra-louquice do poeta, ele era extremamente apegado à sua família.

Assim como eu.

Anos depois, conheci, muito tardiamente, a brilhante gravação de Ney Matogrosso (a quem, aliás, admiro profundamente) de "Poema", uma letra de Cazuza que foi dada por Lucinha para que Roberto Frejat musicasse - e essa foi a última parceria póstuma da dupla. Nesse mesmo dia, conheci a história dessa letra: esse foi um poema (daí o título) que Cazuza escreveu aos 17 anos d idade para a sua avó paterna.

Identifiquei-me muito com essa canção. Porque, a exemplo dele, sempre fui bastante apegado à minha avó paterna - uma mãe para mim. De modo que as coisas que são ditas nessa letra... eu assinaria embaixo, sem sombra de dúvida. Há um determinado momento em que todo mundo se sente que "perdeu ou está perdendo alguma coisa morna e ingênua - que vai ficando no caminho..."

Sendo assim, muito respeitosamente, eu gostaria de tomar emprestado esses versos do poeta para homenagear a minha avó paterna - que nesse mês de julho completa um ano de falecimento. Portanto, com amor e saudade, transcrevo abaixo, na íntegra, a letra da canção.


Poema
(Frejat - Cazuza)


CD Olhos de Farol, 1999, Ney Matogrosso.


Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo.
Eu acordei com medo e procurei, no escuro,
alguém com seu carinho
e lembrei de um tempo.

Porque o passado me traz uma lembrança
do tempo que eu era criança.
E o medo era motivo de choro
desculpa para um abraço ou consolo.

Hoje eu acordei com medo, mas não chorei
nem reclamei abrigo.
Do escuro, eu via um infinito sem presente, passado ou futuro.

Senti um abraço forte - já não era medo:
era uma coisa sua que ficou em mim

e que não tem fim.

De repente, a gente vê que perdeu (ou está perdendo)
alguma coisa morna e ingênua
que vai ficando no caminho - que é escuro e frio
mas também bonito, porque é iluminado
pela beleza do que aconteceu...

...há minutos atrás.



Ouça aqui a bela gravação de Ney Matogrosso de "Poema".

domingo, julho 02, 2006

Lulu Santos: prévia do novo CD

Em seu site oficial, Lulu Santos dá uma prévia do q será o seu novo CD, ainda sem título, a ser lançado agora no segundo semestre. O cantor disponibilizou quatro músicas: "Parabéns", "Seu Aniversário", Jaboticaba Mix" e o eletrosamba "Propriedade Particular".

A primeira audição deixa a impressão clara d q, após matar a saudade da guitarra em seu trabalho anterior (Letra e Música, lançado no ano passado), Lulu agora voltou a ligar os seqüenciadores...

O endereço é: www.lulusantos.com.br

IM - edição de junho/06

A edição do IM - International Magazine q ainda se encontra nas bancas traz a entrevista exclusiva concedida a Marcelo Fróes pelo guitarrista Sérgio Dias, falando sobre a histórica volta dos Mutantes - q renderá CD e DVD ao vivo.

Traz tb: a segunda parte da entrevista concedida a Elias Nogueira e Ricardo Schott pelos Detonautas, contando ainda com a presença d Rodrigo Netto, assassinado durante um assalto semanas depois; a cobertura do Abril Pro Rock, realizado em Olinda e Recife (por Gustavo Montenegro); além d artigos meus sobre o novo CD de Nando Reis, a coletânea de Caetano Veloso, a trilha da mini-série JK, o trabalho q reuniu Ana Carolina & Seu Jorge, além do CD do próprio Seu Jorge, solo.

quarta-feira, junho 28, 2006

Você tira o chapéu para Marisa Monte?


Marisa Monte é algo ímpar nesse País. Goste-se ou não dela, a cantora é um dos raros casos de música com grande apelo comercial, porém realizada com enorme critério. Marisa foi capaz de compor e gravar uma canção cujo refrão repete como um mantra a frase "Amor I Love You" (sem que isso soasse banal), incluindo a narração de um trecho do belo romance O Primo Basílio, de Eça de Queiroz (sem que isso parecesse pernóstico)... e que estourou em todas as FMs.

Inegavelmente, Marisa é uma artista de coragem: em tempos de retranca criativa - onde requentar parece ser mais cômodo do que elaborar um novo cardápio - a cantora lança não um, mas dois CD's, vendidos separadamente. E ambos com repertório inédito. São eles: Infinito Particular e Universo Ao Meu Redor, que saem pela Phonomotor, selo de Marisa (com distribuição pela EMI), seis anos após o seu último de inéditas, o bom Memórias, Crônicas e Declarações de Amor (sem contar o brainstorm pop-concreto gravado com os Tribalistas em 2002).

Sintomaticamente, os trabalhos têm perfis bastante distintos, mas sem que isso traga qualquer indício de esquizofrenia - Marisa sempre trafegou com desenvoltura por territórios variados. Desde a parte gráfica, fica clara a diferença entre ambos: Universo... investe numa estética algo psicodélica; enquanto o seu correlato possui uma capa totalmente preta.

Infinito Particular é um CD com vocação pop, porém longe da obviedade. Não há nenhuma "Beija Eu" aqui - as músicas são reflexivas, intimistas, com um clima que eventualmente lembra Portishead. As melodias são bonitas, com destaque para a música de trabalho "Vilarejo" e as belas "Pra Ser Sincero" (que já foi parar na trilha da nova novela global das sete) e "Levante". Trata-se, enfim, de um trabalho honesto, bem-cuidado - como de praxe em se tratando de Marisa - mas, sinceramente, nada que vá revolucionar a música brasileira.

Já Universo Ao Meu Redor é um disco de samba, coerente com o trabalho que Marisa gravou com a Velha Guarda da Portela em 2000 - além de suas boas incursões no gênero ao longo da carreira. Mas engana-se quem, à primeira impressão, pensar que se trata de um álbum coberto de bolor. Absolutamente. Ainda que respeitosa para com a tradição, Marisa consegue imprimir uma aura de contemporaneidade ao CD. Produzido por Mário Caldato Jr., Universo... possui elementos incomuns em discos tradicionais de samba: um efeito na voz aqui, um slide ali, cordas acolá. Muito interessante. Em "Statue of Liberty", "Satisfeito" e "Meu Canário", insólitos efeitos eletrônicos criam uma amálgama inusitada. E em vários momentos do álbum surgem timbres de teclados que JAMAIS seriam ouvidos em um CD de qualquer cantora de samba da qual você se lembre nesse exato instante.

A afinação e o timbre agradabilíssimo de Marisa dispensam comentários. E o repertório - entre antigas pérolas de D. Ivonne Lara, Paulinho da Viola e inéditas autorais totalmente conectadas com a proposta - mantém alto o nível da conversa. Enfim, um trabalho que regozija os apaixonados pela boa MPB.

Tudo bem, alguns chatos podem dizer que Marisa Monte realizou anteriormente trabalhos superiores a esses (como o ótimo Verde Anil Amarelo Cor De Rosa e Carvão, 1995, onde a cantora gravou Velvet Underground e Jorge Ben, sem perder a unidade). Contudo, só pelo arrojo da atual empreitada, ela já merece as congratulações.

Para ela, eu tiro o chapéu.

sábado, maio 06, 2006

"RARITIES 1971 - 2003"


(Esse texto não foi publicado porque, mais uma vez, me atrasei e perdi o fechamento da edição do IM- INTERNATIONAL MAGAZINE. E como escrever para si próprio é algo egoísta - masturbatório, eu diria - fica este aqui também como curiosidade.)


SEI, APENAS ROCK 'N ROLL… MAS QUEM NÃO GOSTA?


Comentou-se que o último trabalho de estúdio dos Rolling Stones (o ótimo A Bigger Bang) teria tido um fraco desempenho comercial. Uma banda em plena turnê mundial sem um produto viável nas prateleiras (sobretudo, em se tratando dos Stones, um mega-empreendimento envolvendo milhões de dólares)? Complicado. Provavelmente por essa razão, o grupo inglês decidiu lançar uma segunda edição de A Bigger Bang, agora acompanhado de um DVD bônus - com imagens da gravação do disco, clips, etc - e também o CD Rarities 1971 - 2003.

Até segunda ordem, um álbum dos Rolling Stones é sempre bem-vindo - ainda que seja um trabalho multifacetado como esse, que traz faixas ao vivo, lados B e até remixes. No entanto, a unidade sonora do CD (ou seja: a alquimia de blues e rock que consagrou a banda) está assegurada.

O melancólico country "Wild Horses" (em versão extraída do também ao-vivo-salada-de-frutas Stripped, de 1995) não justifica sua inclusão como raridade: possivelmente só está em Rarities 1971 - 2003 pela pérola que é - uma das mais belas canções desses senhores britânicos. O clássico "Tumbling Dice" comparece em matadora versão ao vivo, assim como "I Just Want To Make Love To You" - de Willie Dixon, gravada pelos Stones pela primeira vez em seu disco de estréia, de 1964 (!).

Os remixes também não fazem feio: o mais interessante é o de "Mixed Emotions", que não despreza a vitalidade rock da gravação original - continua sendo rock, só que agora com motor turbo. O de "Harlem Shuffle" até respeita bastante a versão que os Stones fizeram em 1986 desse clássico do soul - na verdade, essa faixa foi a única sobrevivente do naufrágio chamado Dirty Work, de 1986 - , porém, com balanço renovado. E há ainda a versão extended de "Miss You", reverente ao registro de 1978 - totalmente contagiado pela disco, apesar da harmônica bluesy tocada por Jagger - aliás, esse instrumento foi o álibi usado pelo cantor para negar a influência do movimento nessa faixa...

Falando em soul, há uma boa versão ao vivo (de 1981) da bela "Beast Of Burden" - que contém os ingredientes que Jagger certamente absorveu ouvindo The Miracles. E "If I Was A Dancer", espécie de continuação de "Dance" (de Emotional Rescue, 1980) também mata a pau.

Rarities 1971 - 2003 traz ainda versões ao vivo da pungente "Thru And Thru" (de Voodoo Lounge, 1994, cantada por Keith Richards) e a bordoada de "Live With Me", entre outras. E ainda aproveitam para pagar tributo a alguns de seus heróis como Chuck Berry (em "Let It Rock") e Muddy Waters ("Mannish Boy").

Mas raridades mesmo são "Wish I'd Never Met You", o envenenado "Fancy Man Blues", a delicada "Anyway You Look At It" e "Through The Lonely Nights", que mantêm o bom nome da empresa.

Enfim, essa é a Maior Banda De Rock'n'Roll Do Mundo, mesmo em um trabalho sem grandes critérios, nem pretensões. De qualquer forma, aqui está um ótimo souvenir do show histórico na Praia de Copacabana.

terça-feira, abril 11, 2006

IM: edição de abril/2006


Falando em Paulo Ricardo... a edição desse mês do IM - International Magazine traz a resenha q escrevi sobre o novo CD do cantor, Acoustic Live, juntamente com a entrevista exclusiva q Paulo concedeu ao tablóide. Alem desse, há artigos meus sobre os mais recentes trabalhos do Simply Red, Stevie Wonder e Burt Bacharach.

Destaque tb para a análise do DVD Tim Maia - Ensaio (por Rodrigo Fernandes), a ótima entrevista q o grande Aldir Blanc cedeu a Felipe Tadeu, e muito mais.

Nas bancas.