Após “Every Teardrop Is A Waterfall”, o Coldplay [foto] solta mais duas inéditas: “Major Minus” e — a melhor faixa da “nova safra” da banda inglesa — “Moving To Mars”.
As três integram o EP Every Teardrop Is A Waterfall, já disponível tanto para download pago quanto em formato físico. Contudo, não há nenhuma informação sobre a inclusão das mesmas no próximo CD do grupo, ainda sem título, tampouco sobre a data de lançamento da bolacha.
Após vários teasers postados na sua página do Twitter, o Coldplay [foto] finalmente editou, no dia 03 de junho, o seu novo single. “Every Teardrop Is a Waterfall” [no detalhe, a capa], contudo, está disponível apenas para download digital.
A banda atribuiu o lançamento da canção aos “festivais de verão” dos quais participará este ano — e isso, obviamente, inclui o Rock In Rio, que será realizado em setembro. No entanto, não há nenhuma confirmação de que a faixa fará parte do sucessor de seu mais recente álbum de inéditas, Viva La Vida or Death And All His Friends (2008) — disparado, o melhor título da discografia do quarteto.
As informações mais recentes davam conta de que o novo CD do grupo, ainda sem título, está sendo pilotado por Brian Eno e Marcos Dravs, a mesma dupla que produziu o supracitado Viva La Vida. E, segundo o vocalista Chris Martin, será “mais acústico” do que o trabalho anterior.
O esteta Brian Eno, ex-Roxy Music, produziu também seis álbuns do U2 — com destaque para os três que revolucionaram o som de Bono & cia.: The Unforgettable Fire (1984), The Joshua Tree (1987) e Acthung Baby (1991). Eno também é o criador das chamadas Estratégias Oblíquas, uma série de cartas publicadas em 1975, com o intuito de auxiliar a sair de “becos sem sáida”, bloqueios criativos, etc.
O próprio Coldplay confessou ter usado estas cartas durante as gravações de Viva la Vida.
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Logo após “Every Teardrop Is a Waterfall” ter sido lançada, o Coldplay foi acusado de ter plagiado a melodia de “Ritmo de la Noche”, do grupo belga Mystic, de 1990.
A banda se defendeu afirmando que tem permissão para usar a melodia de “I Go to Rio”, de Adrienne Anderson e Peter Allen — e gravada por este, em 1976. E o porta-voz do quarteto lembra que, em seu site oficial, há a informação de que “‘Every Teardrop Is a Waterfall’ contém elementos de ‘I Go to Rio’”.
E a supracitada “Ritmo de la Noche” foi inspirada justamente em... “I Go to Rio”.
Ironicamente, esta é a segunda vez que o Coldplay recebe esse tipo de acusação: a primeira foi quando o guitarrista Joe Satriani processou a banda por plágio da sua “If I Could Fly”, de 2004, justamente em... “Viva La Vida”, a canção. Entretanto, as partes chegaram a um acordo extrajudicial — que jamais foi divulgado — e a ação foi encerrada.
“Violet Hill” foi o primeiro single[no detalhe, a capa] de Viva la Vida or Death And All His Friends . É considerada a primeira canção antibélica do Coldplay — embora o sentido da letra seja mais amplo do que apenas protestar contra a guerra...
Detalhe: no final do clipe, ao se jogar de costas sobre a neve, Chris Martin homenageia a famosa cena do filme Help!, dos Beatles, em que Paul, John, George e Ringo fazem a mesma coisa. E, de fato, “Violet Hill” soa bem Fab Four...
Durante os 45 minutos em que atuou em sua partida de despedida — no dia 05 de junho, contra o Corinthians, no Engenhão —, Petkovic [foto] provou que, mesmo aos 38 anos de idade, tinha condições de jogar, pelo menos, até o final do ano. E encerrar sua carreira com a dignidade que merece.
Mas, enfim, o futebol tem dessas coisas...
Ao marcar, em 2001, contra o Vasco, aos 43 minutos do segundo tempo, o gol que deu o tricampeonato carioca ao Flamengo, o meia conseguiu o que parecia absolutamente improvável: fazer com que um sérvio entrasse em definitivo para a história do clube de maior torcida do Brasil, o chamado “País do Futebol”.
Em 2009, retornou à Gávea completamente desacreditado. E acabou sendo peça fundamental na conquista do hexacampeonato brasileiro [saiba mais aqui e aqui].
Dejan Petkovic é, sem dúvida, um dos maiores ídolos rubro-negros. Ouso dizer que, abaixo de Zico, ele é ‘o cara’.
Clichê dos clichês — porém verdadeiro: o homem passa, mas o mito permanece. Valeu, Pet!
Quiseram os deuses do futebol que, na mesma semana em Petkovic encerrou sua carreira, Ronaldo Fenômeno [foto] também se despedisse dos gramados. Aos 34 anos, o atacante jogou os 15 minutos finais do primeiro tempo do amistoso do seleção brasileira contra a Romênia, no Pacaembu, na terça-feira, 07 de junho.
Visivelmente fora de forma, Ronaldo, por ironia, não conseguiu marcar seu derradeiro gol com a camisa canarinho — embora tenha tido três grandes oportunidades. Ainda assim, no intervalo de jogo, pelo “conjunto da obra”, foi ovacionado pela multidão presente ao dar a volta olímpica no estádio.
Centroavante habilidoso e de grande “explosão”, Ronaldo Fenômeno disputou quatro Copas do Mundo e ganhou duas — uma como titular (2002) e uma como reserva (1994), aos 17 anos de idade. E tornou-se o maior artilheiro da história das Copas, com 15 gols.
Atuou em grandes clubes da Europa como Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid e Milan. Enfrentou lesões gravíssimas e, muitas vezes, foi considerado acabado para o futebol. Mas, desafiando os incrédulos, sempre ressurgia. Como uma fênix.
As recentes mancadas que cometeu não apagam uma trajetória esportiva irrepreensível. Portanto, temos mais é que respeitar esse cara.
Vejam alguns dos melhores momentos da carreira de Ronaldo: dribles desconcertantes e gols, muitos gols.
A despedida do Fenômeno. Em tempo: se algum de vocês — assim como eu — simplesmente não tolera o Galvão Bueno, é só dar “mute” ao executar o vídeo abaixo...
Antes de qualquer coisa, é necessário dizer que é motivo de alegria saber que uma das personagens centrais da nossa música, João Gilberto [no detalhe], continua entre nós. E precisamente hoje, 10 de junho de 2010, o “baiano bossa nova” completa 80 anos de idade.
Homem de temperamento recluso — considerado “excêntrico” por muitos — e perfeccionista ao extremo, João, com seu estilo inconfundível, “desconstruiu” e redefiniu os parâmetros da música brasileira. Nele, o que parece “simples” é pura complexidade. E o que alguns podem confundir com “economia” ou “limitação” é tão somente... sutileza. E precisão.
Embora sempre tenha sido um compositor bissexto, e tenha lançado poucos discos ao longo de sua carreira, o espectro de sua influência é enorme. Tornou suas canções como “Rosa Morena”, de Dorival Caymmi, além de clássicos como “Desafinado”, “Garota de Ipanema” e, claro, “Chega de Saudade”, todas de Antonio Carlos Jobim.
E, entre seus companheiros de profissão, possui admiradores tão díspares quanto Roberto Carlos, Jorge Ben Jor e... Eric Clapton.
Que João Gilberto ainda sopre muitas e muitas velinhas de aniversário. Provavelmente, ele saberia “desconstruir” até mesmo o tradicional “Parabéns para Você”...
...e três extraídos do excelente especial João & Antonio, gravado ao vivo no Theatro Municipal do Rio, em 1992 — um pecado este DVD jamais ter sido lançado: “Desafinado”...
Confirmado: Eric Clapton [foto] virá ao Brasil este ano, mais precisamente em outubro. E se apresentará em três capitais: Porto Alegre, no dia 6; Rio de Janeiro, no dia 9; e São Paulo no dia 12.
Do alto de quase meio século de carreira, o maior guitarrista vivo do planeta — e, muito provavelmente, o segundo maior de todos os tempos, perdendo apenas para Jimi Hendrix — merece como poucos o epíteto de “lenda viva”. Nos anos 1960, aliás, jovens londrinos foram ainda mais longe, pichando os muros da cidade com a frase “Clapton Is God” (Clapton é Deus)[à direita].
Além de ter sido integrante dos John Mayall And The Bluesbreakers, dos Yardbirds, do Cream e do Blind Faith, EC construiu uma sólida trajetória solo, que não sucumbiu nem aos percalços pelos quais passou na década de 1970 — o vício em heroína e, posteriormente, o alcoolismo — e de 1990 — a morte do filho Conor, ao cair de um prédio em Manhattan.
E, não bastasse a destreza no instrumento, Clapton tornou-se, com o passar dos anos, um grande arranjador e intérprete, conseguindo emplacar sucessos — suas ou de outros autores — como “Wonderful Tonight”, “Cocaine”, a tristonha “Tears In Heaven” e “Change The World”, entre outros.
Na bagagem, ‘Clapton’, o novo CD
Eric Clapton vem ao Brasil para divulgar o seu vigésimo trabalho, intitulado tão somente Clapton [à esquerda, a capa], lançado em outubro do ano passado. Nele, o músico incluiu apenas uma canção autoral — a irresistível “Run Back To Your Side”, que conta com a participação do jovem guitarrista americano Derek Trucks.
Mas quem se importa? O artista escolheu a dedo covers da sua “praia” — o blues, claro — e de jazz. E brilha nas versões serenas de “Autumn Leaves” e “Rockin' Chair” — nas quais, aos 66 anos de idade, reflete sobre a passagem do tempo.
Clapton também se permitiu soar leve e bem-humorado tanto no fox “My Very Good Friend The Milkman” quanto em “When Somebody Thinks You're Wonderful”, que fala da adulação aos artistas. Em ambos os momentos, chega a lembrar — pasmem — Sinatra (!).
Contudo, os destaques do álbum são: o clássico “How Deep Is The Ocean”, escrito por Irving Berlin em 1932 (!); e, em especial, a pungente balada “Diamonds Made From Rain”, que traz Sheryl Crow nos vocais — e que, em um mundo ideal, estaria em alta rotação nas FMs.
A julgar por Clapton, o CD, o Brasil verá — e, principalmente, ouvirá—God ainda em alto nível. É só aguardar.
Na semana passada, o Twitter não tinha outro assunto senão “o fim do mundo”, previsto por Harold Camping [foto]. Pastor americano de 89 anos de idade, Camping chegou a informar, inclusive, data e hora do Armageddon: sábado, 21 de maio, por volta das 18h, horário de Brasília.
Resultado: obviamente, o mundo não acabou – caso contrário, vocês não estariam lendo estas mal traçadas (e tampouco eu as teria escrito). E esta não foi a primeira vez que o velhinho dá uma dessas: em 1994, ele fez uma previsão semelhante – e atribuiu o seu vexame a um “erro de cálculo”.
Dois dias depois de mais esta mancada, Camping se manifestou através da imprensa. Constrangido, assumiu novo “erro de cálculo”. E já divulgou nova data para o nosso planeta ir para o brejo: 21 de outubro de 2011.
Resumo: com o perdão do trocadilho, Harold Camping mostrou ser apenas mais uma “besta do Apocalipse”. Literalmente.
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Em Clapton, seu mais recente álbum de estúdio, Eric Clapton gravou um blues que ironiza justamente o “Dia do Julgamento”, tão alardeado por nefastos “profetas” como Camping.
O final dos tempos é um antigo temor da humanidade. E, eventualmente, surge como temática de alguma canção. É o caso de “...e o Mundo Não se Acabou”, composição de Assis Valente (1911 – 1958), gravada pela primeira vez por Carmen Miranda em 1938 (!).
A letra, autoexplicativa, fala das peripécias que o eu-lírico comete diante da iminência de uma hecatombe. E, no final das contas, o mundo não acaba...
Em 1998, recebeu versão de Paula Toller [foto], em seu primeiro CD solo, epônimo – curiosamente, exatos 50 anos após o registro da Pequena Notável.
Outra curiosidade fica por conta do verso “peguei na mão de quem não conhecia”, que foi... digamos, atualizado pela cantora do Kid Abelha...
O vídeo em questão foi extraído do DVD ao vivo, Nosso, lançado por Paula Toller em 2008.