segunda-feira, agosto 08, 2011

Ronaldinho Gaúcho: cruzamento ‘com a mão’

Um amigo meu — que torce para o Fluminense, é sempre bom frisar — me disse o seguinte sobre o solitário tento do Flamengo sobre o Coritiba, em partida realizada no sábado, 06, no Engenhão:

— O juiz tinha que ter marcado falta a favor do Coxa no lance do gol do Flamengo — o Ronaldinho Gaúcho cruzou com a mão!





terça-feira, agosto 02, 2011

Ney Matogrosso completa 70 anos



Desde o início de sua (respeitável) trajetória, ainda como vocalista dos Secos e Molhados, Ney Matogrosso [foto] tem caracterizado a sua carreira pela constante fuga do óbvio.

Durante os chamados “anos de chumbo”, ainda que as letras de seu repertório não trouxessem necessariamente críticas sociais — como as de Chico Buarque e Gonzaguinha, por exemplo —, foi contestador à sua maneira. Certa vez, declarou que “rebolava para chocar os censores”.

De lá para cá, foi o responsável pelo sucesso do Barão Vermelho — ao regravar “Pro Dia Nascer Feliz”, do segundo disco do grupo carioca; gravou um estupendo recital ao lado do genial violonista Raphael Rabello; e debruçou-se sobre as canções de Heitor Villa-Lobos, de Ângela Maria, do já mencionado Chico Buarque e de Cartola. Enfim, sempre surpreendeu.

Dono de um estilo ímpar de cantar e se apresentar, Ney Matogrosso chega aos 70 anos de idade — completados ontem, 01 de agosto — em plena forma vocal e física. E em franca atividade artística. Longa vida a ele.


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Ouça “Promessas Demais”, de Zeca Barreto e Moraes Moreira sobre poema de Paulo Leminsky. Lançada no álbum Mato Grosso, de 1982, trata-se de um primor de melodia, letra e arranjo — que vai do plácido ao vibrante com igual desenvoltura. Foi tema de abertura da novela Paraíso, de Benedito Ruy Barbosa, exibida naquele mesmo ano. E, muito provavelmente, é a minha faixa predileta do artista.

 

segunda-feira, agosto 01, 2011

Chico Buarque: tal qual um bom livro


CD
Chico (Biscoito Fino)
2011


A música do compositor carioca torna-se cada vez mais minuciosa. Talvez por influência de sua... literatura


Nos últimos anos, Chico Buarque tem alternado sua atuação entre a música e a literatura. Após um disco de inéditas, invariavelmente sai em turnê — que acaba gerando CD/DVD ao vivo —, e recolhe-se para escrever mais um romance — o mais recente foi (o ótimo) Leite Derramado [2009]. Portanto, mantendo a “tradição”, o artista volta à ribalta, cinco anos após o seu último álbum de estúdio, Carioca, com um novo trabalho, intitulado simplesmente... Chico

Amparado por uma inteligente estratégia de marketing, concentrada no site www.chicobastidores.com.br — que disponibilizava conteúdo exclusivo para aqueles que adquiriam a bolacha ainda em fase de pré-venda —, Chico chega às lojas com boa visibilidade, mesmo em tempos de downloads ilegais. Este é o terceiro título do artista pela gravadora Biscoito Fino.

Faixa que abre os trabalhos — e também a primeira música de trabalho —, a modinha “Querido Diário” chama a atenção pelo sabor algo... interiorano. Entretanto, ao mesmo tempo, remete o ouvinte à cordialidade típica do Rio antigo. A letra é clara: é como se alguém estivesse fazendo anotações do próprio cotidiano em um diário. Mas não deixa de causar certa estranheza com o verso “amar uma mulher sem orifício”, que faz uma crítica velada a uma certa... digamos, “irracionalidade” das religiões — que vem praticamente desde o início da história da Humanidade...

Rubato” — que significa, em italiano, “roubado” — é, na linguagem musical, o termo utilizado para designar a aceleração ou desaceleração do tempo de execução de uma peça. Ou seja, o intérprete “rouba” um pouco do tempo de algumas notas e o compensa em outras. É também o título da simpática (e espirituosa) marchinha composta em parceria com o baixista Jorge Hélder, cuja letra menciona três musas com nomes que rimam entre si: Aurora, Amora e Teodora. Entretanto, o título não é gratuito. Na letra, o compositor revela seu temor: “Venha, Aurora, ouvir agora / a nossa música / depressa, antes que um outro compositor me roube”. E, em contrapartida, assume: “Venha ouvir, sem mais demora / a nossa música / que estou roubando de outro compositor”. 

Moral da história: na arte, ninguém parte do zero.

Com um discreto acento blues, “Essa Pequena” fala claramente do relacionamento entre um homem maduro e uma mulher mais jovem: “Meu tempo é curto / o tempo dela sobra. (...) / Feito avarento, conto os meus minutos / cada segundo que se esvai”. Mas, no final, o eu-lírico se conforma: “Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas / o blues já valeu a pena”.


Parceria com João Bosco, ‘Sinhá’ é a letra mais instigante

Mesmo não sendo um baião legítimo, “Tipo um Baião” traz a influência do gênero no qual Luiz Gonzaga foi rei — por sinal, o Velho Lua é citado no final da canção. Como o título entrega, é... “tipo um baião”. Igualmente gracioso é o dueto de Chico com Thaís Gulin em “Se Eu Soubesse”, já gravada pela cantora curitibana, com a participação do autor, em Ôôôôôôôô, seu segundo álbum, lançado este ano. Já a (bela) “valsa russa” “Nina” ilustra o romance virtual de um brasileiro com uma moça... moscovita: “Nina anseia por me conhecer em breve / me levar para a noite de Moscou. / Sempre que esta valsa toca / fecho os olhos / bebo alguma vodca / e vou...”

Parceria com Ivan Lins — e já gravada por Diogo Nogueira —, “Sou Eu” ressente-se pela participação do veterano baterista Wilson das Neves, totalmente inexpressivo como intérprete. Melhor resultado é obtido em outro samba do álbum, “Barafunda”, cuja letra fala das difusas recordações do autor de “O que Será? (A Flor da Terra)” e cita Cartola, Garrincha, Zizinho, Pelé e... Mandela.

O provável ponto alto de Chico é a delicada “Sem Você nº 2”. Inspirada na pérola de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes — que, além do título, é citada na introdução —, possui versos... capciosos: “Sem você, o tempo é todo meu / posso até ver o futebol (...). / Sem você, é um silêncio tal / que ouço uma nuvem a vagar no céu / ou uma lágrima cair no chão. / Mas não tem nada, não”.

Contudo, a letra mais instigante do disco é justamente a da última faixa. Composta em parceria com João Bosco — e com a participação do próprio no violão e nos vocais —, “Sinhá” é samba de nítidos matizes africanos, que narra a estória do velho escravo que está sendo castigado, sob a acusação ter visto nua a “sinhá” que batiza a canção. “Por que talhar meu corpo? / Eu não olhei Sinhá. / Para que que vosmecê / meus olhos vai furar? / Eu choro em iorubá / mas oro por Jesus. / Para que que vassuncê / me tira a luz?”.

Em dez faixas que totalizam apenas 31 minutos de música, Chico, o disco, dá o seu “recado” de maneira concisa. Atualmente, a produção de Chico, o compositor, é desapegada dos “apelos” da música popular: refrões fáceis, etc. Ao contrário: é minuciosa, concentrada. Para ser apreciada sem pressa. Tal qual um bom livro — por influência, presume-se, de sua recente (e proveitosa) proximidade com a literatura. 

Chico está no mesmo nível de trabalhos anteriores do artista, como os (excelentes) Paratodos [1993] e As Cidades [1998]. E possui melhor aproveitamento do que o seu antecessor, o bom Carioca [2006]. Em suma: trata-se de um trabalho de Chico Buarque — com tudo o que isso significa. E não é à toa que ele é chamado de gênio.



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Ouça “Querido Diário...




...e “Sem Você nº 2:

 

Thaís Gulin, a ‘moça de cabelo cor-de-abóbora’

Em seu primeiro CD, epônimo, lançado em 2007, Thaís Gulin [foto] gravou duas canções de Chico Buarque: “Hino de Duran” e a pouco conhecida “Lua Cheia”, parceria com Toquinho. Recebeu um e-mail do compositor, parabenizando pelas versões. E confessa que chorou de emoção.

Mantiveram o contato via web até se conhecerem pessoalmente. Quando a curitibana começou a gravar o seu segundo disco, Ôôôôôôôô, Chico presenteou-a com uma inédita, “Se Eu Soubesse”. Inclusive, gravou-a junto com Thaís.

Em seu novo álbum, Chico, o autor decidiu também registrá-la — e convidou a cantora, de 31 anos, para repetirem o dueto. 

Na infância, curiosamente, Thaís não gostava da música de Chico Buarque:

— Eu tinha agonia dele porque ficava ouvindo suas músicas no carro com a minha mãe. E achava aquilo triste, “pesado”. Mas ela sempre negociava: uma do Balão Mágico e outra do Chico.

Recentemente, surgiram na imprensa rumores de que Chico e Thaís estariam namorando. Eles não confirmam. Tampouco desmentem. Preferem “não comentar o assunto”. No que, aliás, estão certíssimos — que satisfação devem a alguém?

Contudo, por coincidência — ou não —, a letra da terceira faixa do supracitado Chico, “Essa Pequena”, fala em uma moça de “cabelo cor-de-abóbora”.

Justamente a cor das melenas da ruiva Thaís...



Ouça a versão de Se Eu Soubesse, com Chico Buarque e Thaís Gulin, de Ôôôôôôôô, segundo disco da cantora:

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Sem Você’, de Tom e Vinicius



O provável ponto alto de Chico é a delicada “Sem Você nº 2”. Inspirada na pérola de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes...”

(“Chico Buarque: Tal Qual um Bom Livro”, agosto de 2011)


Sem Você” foi gravada pela primeira vez em 1959 (!), por Sylvia Telles [à esquerda], em seu belíssimo álbum Amor de Gente Moça, inteiramente dedicado às canções de Antonio Carlos Jobim.

Chico Buarque jamais escondeu o seu apreço por esta canção. Tanto que a gravou duas vezes: a primeira, acompanhado pelo próprio Jobim ao piano, no Songbook Vinicius de Moraes, de 1993; e a segunda, no duplo Chico ao Vivo, de 1999, como homenagem ao Maestro Soberano, que falecera cinco anos antes.

— No trecho em que canto “sem você”, estou me referindo a ele. “Você”, no caso, é ele, o Tom.



Veja o vídeo de “Sem Você”, com Chico Buarque e Antonio Carlos Jobim, extraído de um especial exibido pela Rede Bandeirantes em 1993:

sábado, julho 30, 2011

Ricardo Teixeira na revista ‘Piauí’

“Minha nossa... Qual de vocês está com a mão amarela?”


A edição de julho da revista Piauí* apresentou extensa matéria sobre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira [foto]. E... bem, é impossível não destacar a admirável elegância e franciscana humildade do dirigente.

Confira os melhores momentos:


Meu amor, já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da Seleção, a CPI da Nike e a do Futebol, que tem sacanagem na Copa de 2014. É tudo coisa da mesma patota, UOL, Folha, Lance, ESPN, que fica repetindo as mesmas merdas.

(detalhe: de acordo com a matéria, ele chama a todos — homens e mulheres — de “meu amor”.)


O Lula me falava: ‘Eu não vejo essa Globo News porque só dá traço. Então, esse UOL só dá traço. Quem lê o Lance? Oitenta mil pessoas? Traço! Quem vê essa ESPN? Traço! Portanto, só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional.

(referindo-se à baixa audiência/tiragem dos referidos veículos)


Que porra as pessoas têm a ver com as contas da CBF? Que porra elas têm a ver com a contabilidade do Bradesco ou do HSBC? Isso tudo é entidade [separando as sílabas] pri-va-da. Não tem dinheiro público, não tem isenção fiscal. Por que merda todo mundo enche o saco?



Pedir porra nenhuma — o filme é nosso. As imagens são minhas.”

(sobre as filmagens das duas últimas Copas do Mundo, realizadas pela Conspiração Filmes)



São uns filhos da puta — nem colocaram que não tinha a coisa do meu bar.”

(sobre a nota de cinco linhas, publicada no jornal Folha de São Paulo, que informava que o processo conhecido como “voo da muamba” — no qual o dirigente era réu — foi arquivado)



Falaram que eu tinha trazido material contrabandeado, o caralho. Agora, sabe por que isso tudo aconteceu? Porque não deixei que a imprensa entrasse no avião e porque o secretário da Receita, o Osíris Lopes Filho, ia ser demitido. Descemos no aeroporto, o povo da Receita falou para deixarmos as bagagens, que eles iam guardar e dali a três dias devíamos voltar para pegar. A CBF pagaria todo o imposto, como pagou depois, mas o seu Osíris armou para mostrar serviço, posou de arauto da moralidade, a imprensa comprou a história e nós nos fodemos.”

(sobre o mesmo episódio)



Eu vou infernizar a vida deles. Enquanto eu estiver na CBF, na Fifa, onde for, eles não entram.

(sobre a BBC)



Dele, eu não deixo passar nada. Outro dia, recebi um dinheiro dele. Mas eu doo para a caridade. Na próxima que ganhar, vou publicar no site da CBF um agradecimento.”

(sobre o comentarista esportivo Juca Kfouri, que já foi processado por Ricardo Teixeira mais de cinquenta vezes)



Se você está na merda, vão falar: ‘Coitado do Ricardo. Vamos dar uma mão para ele.’ Mas aí, todo mundo volta para casa, não ajuda e finge que esqueceu o assunto. Agora, pense na situação inversa: ‘Porra, o Ricardo está bem pra caralho! Que sucesso!’ Pode ter certeza que vai ser aquele que você acha que é seu melhor amigo quem vai dizer primeiro: ‘Também, roubando, quem não fica bem?

(expondo a sua peculiar visão da amizade)



Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão.”

(explicando o quanto se importa com as acusações de corrupção)



O neguinho do Harlem olha para o carrão do branco e fala: ‘Quero um igual’. O negro não quer que o branco se foda e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria.

(corroborando a tese de Tom Jobim de que o brasileiro não lida bem com o sucesso alheio)



Olha como a imprensa brasileira é escrota! A imprensa brasileira é muito vagabunda!

(sobre as três sucintas reportagens de sites brasileiros sobre o documento que absolvia o dirigente da acusação de suborno. Apenas a da BBC esclarecia o caso com detalhes)



O feio é perder, minha querida. Quando ganha, acabou.”

(sobre a eleição da Fifa, na qual foi reeleito Joseph Blatter — que não tinha adversários)



Por que ele tem que sair? Não tem que sair nada. Palocci não vai sair.

(sobre o ex-ministro da Casa Civil)



Taí, vai ver que a minha vaidade é essa: ver que as maiores empresas do mundo, a maior de carne, a maior de seguros, a maior cervejaria, o maior banco do país, a maior editora, todo mundo investiu milhões no ladrão, no bandido aqui, numa CBF de merda, num time que só perde, né?” 

(referindo-se aos grandes patrocinadores da Copa do Mundo no Brasil: Seara, Liberty, Ambev, Itaú e Abril)



Não leio mais porra nenhuma. A vida ficou leve pra cacete. Tá muito bom.

(após ter cancelado o resumo diário dos jornais, ter parado de ver televisão e se afastado da internet)



Isso é o governo. E se o governo acha que a Copa não é prioridade, não posso fazer nada. Esse é o SEU país

(sobre o atraso nas obras de infraestrutura para a Copa do Mundo)



Alguém está falando do Palocci hoje? Não, ? Se eu renunciasse hoje, viraria santo.

(sobre a renúncia do ex-ministro)



Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Porque eu saio em 2015. E aí, acabou.”




* Leia a reportagem, na íntegra, clicando aqui. 

Da série ‘Frases’: João Havelange

A senhora acha que um inglês dá beijo num preto? Um alemão dá? Pois todo africano que entrava no congresso, eu e minha mulher, Anna Maria, beijávamos todos.”

(João Havelange, presidente da Fifa entre 1974 e 1998, na revista Piauí)


terça-feira, julho 26, 2011

‘The Death Of You And Me’: a primeira inédita solo de Noel Gallagher



Cinco meses após o lançamento de Different Gear, Still Speeding, CD de estreia do Beady Eye, banda de Liam Gallagher, chegou a vez de Noel Gallagher [foto].

O irmão mais velho lançou ontem, 25, o primeiro clipe de sua carreira solo. A (ótima) “The Death Of You And Me” soa bem Oasis — o que é absolutamente natural, visto que, sendo o principal compositor, Noel era a “alma” da banda. E, a julgar por esta faixa, sua nova empreitada tem tudo para dar certo.

Em recente entrevista coletiva, o músico britânico assumiu que suas novas canções podem guardar alguma semelhança com o som do Oasis, sim. Mas frisou:

— Não tem nenhum solo de guitarra até a sexta música.

Com um clima western, o vídeo conta a estória de uma sonhadora garçonete de um restaurante de beira de estrada. O single, entretanto, sairá somente no dia 22 de agosto.

O primeiro álbum solo de inéditas, Noel Gallagher's High Flying Birds, está previsto para chegar às lojas em 17 de outubro, através de seu selo, Sour Mash Records. Após o lançamento da bolacha, Gallagher sairá em turnê. E prometeu tocar várias de seu antiga banda.

Detalhe: na mesma coletiva, Noel revelou que tem mais um disco pronto. Ainda sem título, o trabalho foi gravado em parceria com o grupo psicodélico Amorphous Androgynous. E será lançado no ano que vem.



Veja o vídeo de ‘The Death Of You And Me:



terça-feira, julho 19, 2011

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Still Got the Blues’, com Eric Clapton

Para homenagear o ex-guitarrista do Thin Lizzy, Gary Moore [foto], falecido em fevereiro deste ano, Eric Clapton incluiu no repertório de sua atual turnê mundial que passará pelo Brasil em outubro — o maior sucesso solo do músico irlandês, “Still Got the Blues”.

Em sua (boa) versão, Clapton, com a destreza habitual, reproduz fielmente ao violão o clássico riff da faixa, comovendo a plateia. Caso God venha a gravá-la, são grandes as chances de tocar no rádio.

Curiosidade: Moore foi o substituto de EC em uma espécie de “continuação” do Cream, intitulada BBM — abreviatura dos sobrenomes os integrantes [Jack] Bruce, [Ginger] Baker e [Gary] Moore, O projeto chegou a gerar um álbum, Around The Next Dream, editado em 1993. 

Vale lembrar que, em 1968, Clapton abandonou o lendário power trio por não mais suportar a guerra de egos que havia entre os outros dois membros, o que fez com que a banda encerrasse as suas atividades.



Veja dois vídeos da mesma canção — ambos gravados da plateia —, extraídos da apresentação do dia 18 de maio deste ano, no Royal Albert Hall, em Londres: