sábado, novembro 08, 2014

Da série ‘Frases’: Victor Hugo


Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, há uma certa cumplicidade vergonhosa”.


Do poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista francês Victor Hugo (1802 — 1885).



segunda-feira, setembro 15, 2014

‘Hope For The Future’, a nova música de Paul McCartney



Paul McCartney não para. Menos de um ano após o lançamento de New, seu mais recente álbum de inéditas, o ex-Beatle anuncia uma nova faixa, a épica “Hope For The Future”.

Produzida por Giles Martin, filho do lendário George Martin — e produtor de algumas faixas de New —, “Hope” foi composta, pasmem, para a trilha sonora do game Destiny, disponível nos consoles PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e Xbox One. Além da canção, o músico auxiliou a equipe nas orquestrações do jogo.

E adivinhem quanto McCartney recebeu pela empreitada? Nem um tostão. Segundo Eric Osborne, diretor de comunidades da Bungie — empresa que desenvolveu Destiny —, embora o autor de “The Long And Winding Road” seja um artista conhecido no mundo inteiro, ele ficou bastante interessado pela oportunidade de ser ouvido por público que “habitualmente, não tem proximidade com a sua música”. Ponto para ele.

Em seu site oficial, Paul publicou uma nota afirmando que “Hope” será lançada comercialmente “em breve”. Contudo, não explicou se chegará às lojas através de um single ou se será incluída em uma versão “extended” do supracitado New, prometida ainda para 2014. A conferir.



Ouça “Hope For The Future:



sábado, setembro 06, 2014

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Forever Young’, de Rod Stewart



Por mais que soe clichê, a verdade é uma só: para um pai, seu filho será sempre um menino — ainda que ele esteja quase da sua altura. Essa (belíssima) canção de Rod Stewart — lançada em Out Of Order [1988], seu 15º disco de estúdio — fala exatamente sobre isso. 

Sendo assim, dedico-a ao meu filho, que está aniversariando hoje.



Que o bom Deus esteja com você em cada estrada que você trilhe.
Que a luz do sol e a felicidade o envolvam quando você estiver longe de casa.
E que você cresça para ser orgulhoso, digno e sincero
e faça para os outros como você teria feito para si mesmo.”



Curiosidade: Stewart, um dos autores de “Forever Young”, deu créditos a Bob Dylan, por ter utilizado trechos da letra da canção homônima, escrita pelo poeta americano para o álbum Planet Waves [1974].



sábado, agosto 30, 2014

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Deusa do Amor’, de Pepeu Gomes



Em um país desmemoriado como o nosso, é provável que poucas pessoas recordem que Pepeu Gomes, além de um dos mais brilhantes guitarristas brasileiros, também já foi um hitmaker — e dos bons.

Entre o final dos anos 1970 e a metade da década seguinte, o ex-garoto prodígio dos Novos Baianos enfileirou sucessos como “Mil e uma Noites de Amor”, “Eu Também Quero Beijar”, “Fazendo Música, Jogando Bola” e “Ela É Demais”, entre outros. 

E, para provar que as boas canções pop não perecem jamais, “Deusa do Amor”, de seu sexto álbum solo, Masculino e Feminino [1983] — cuja faixa-título, aliás, também obteve grande execução radiofônica na época —, integra a trilha sonora de Boogie Oogie, atual novela global das seis.


Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Sem Pecado e sem Juízo’, de Baby Consuelo


É inevitável: não há como mencionar Pepeu Gomes sem lembrar de Baby Consuelo. Além de parceiros musicais, os ex-membros dos Novos Baianos foram casados durante 18 anos e tiveram seis filhos.

Na década de 1990, após se tornar evangélica, adotou o nome artístico de Baby do Brasil e enveredou pelo gospel. Antes disso, porém — no exato período em que Pepeu era presença constante nas FMs — foi bem-sucedida com um repertório secular do calibre de “Barrados na Disneylândia” (inspirada em um fato real), “Cósmica”, “Menino do Rio” (por sinal, a versão definitiva da canção de Caetano Veloso) e, claro, a bela “Sem Pecado e sem Juízo (Tudo Azul)”, faixa título de seu sétimo álbum solo [1985]. Rá!


quinta-feira, agosto 14, 2014

Eduardo Campos (1965 — 2014)



A perda humana é, sem dúvida alguma, o aspecto mais doloroso do súbito e trágico desaparecimento de Eduardo Campos. Afinal, o candidato à presidência pelo PSB era um homem de 49 anos recém-completados, pai de cinco filhos — sendo um de apenas seis meses. Contudo, a lacuna política também é algo a se lamentar.

Governador reeleito de Pernambuco com mais de 80% de aprovação, Campos despontava como uma figura respeitada e extremamente promissora — em especial, na região Nordeste. Com cerca de 10% de intenções de voto nas eleições presidenciais desse ano, provavelmente não chegaria ao segundo turno. Entretanto, com a visibilidade nacional que a atual candidatura lhe proporcionaria, o neto de Miguel Arraes certamente seria um nome fortíssimo para o pleito de 2018.

Por tudo isso, é natural que familiares, amigos, correligionários, eleitores e até opositores estejam chocados com a sua precoce saída de cena. A vida pública brasileira fica (ainda mais) empobrecida sem ele.

Da série ‘Fotos’: Vincent van Gogh


Com o auxílio de ferramentas de edição de imagem, o fotógrafo e arquiteto lituano Tadao Cern transformou o famoso auto-retrato de Vincent van Gogh em uma foto moderna do pintor holandês. O resultado é simplesmente... espantoso.

Van Gogh certamente se orgulharia.



Da série ‘Frases’: Paulo Coelho


Sou um exilado cultural do Brasil. O país me decepciona em vários sentidos.”


Do escritor Paulo Coelho, em entrevista à revista Época, em abril de 2014.


quarta-feira, junho 11, 2014

Caetano Veloso em versão iTunes



EP digital
iTunes Session (Universal)
2014




Caetano Veloso foi o escolhido para o primeiro volume brasileiro do iTunes Session, série que, no exterior, já teve títulos dedicados ao Wilco, a Colbie Caillat e ao The Black Keys, entre outros. Gravado ao vivo no estúdio no final de outubro de 2013, o EP está disponível somente em formato digital, no iTunes.

Em oito faixas, Caê consegue fazer um resumo, sem concessões, de sua carreira de quase meio século, desde o primeiro samba que compôs, “De Manhã” — que aparece pela primeira vez em um disco seu —, até as relativamente recentes “Livros” [de Livro, 1997] e a introspectiva “Por Quem?” [Zii e Zie, 2009]. O período da ditadura militar foi lembrado na bela “Lost In The Paradise” [1969] e a latinidad foi mencionada na ancestral mexicana “Cucurrucucu Paloma” [1954], que já havia sido regravada pelo baiano em Fina Estampa Ao Vivo [1995].

O único hit do álbum é “Coração Vagabundo”, de Domingo [1967], disco de estréia que dividiu com Gal Costa. Completam o repertório “13 de Maio” [de Noites do Norte, 2000] e “Samba da Cabeça”, lançada em um obscuro compacto de 1978 — e que apareceu posteriormente na coletânea de “lados B” Certeza da Beleza [2009].

Embora não seja um item imprescindível na discografia de Caê, iTunes Session mostra um artista orgulhoso de sua trajetória, mas, ao mesmo tempo, preocupado em fugir do óbvio. Ponto para ele. Que venham as próximas edições da série.




Ouça a versão de “De Manhã” do iTunes Session



Da série ‘Fotos’: ‘Tudo junto’


Essa imagem ilustra com perfeição a mentalidade de uma parcela significativa da população brasileira: preguiça, burrice, desleixo e desrespeito — tudo junto.