sexta-feira, julho 24, 2009

Michael Jackson: mais músicas inéditas

E por falar em Michael Jackson [no detalhe]: a necrofilia continua.

Uma semana após o site TMZ ter divulgado um trecho de uma música inédita de MJ [nota do blog: saiba mais aqui], dessa vez, o produtor e instrumentista Bryan Loren, que trabalhou com o Rei do Pop no álbum Dangerous (1991), colocou três faixas inéditas de Jackson em sua página no My Space.

Work That Body” teria sido composta por Jackson e Loren e não foi aproveitada no supracitado Dangerous. Além desta, ele disponibilizou para audição uma nova versão de “Superfly Sister” – uma das cinco faixas inéditas da (fraca) coletânea de remixes Blood on the Dance Floor –, e “To Satisfy You.

E Loren já prometeu que vai divulgar mais canções compostas por ele e Jackson nos próximos meses. Para conhecer o My Space do cara, basta clicar aqui.

Caetano Veloso e Michael Jackson


Por distração, acabei deixando de falar sobre Caetano Veloso [no detalhe] na série de posts que escrevi recentemente aqui no blog sobre Michael Jackson.

Dos artistas brasileiros, Caetano foi quem se manifestou de maneira mais sincera e contundente a respeito da morte do Rei do Pop, ao escrever o artigo “O anjo e o demônio da indústria cultural” exclusivamente para o site da revista Rolling Stone Brasil:


A notícia da morte de Michael Jackson foi um grande abalo. Cheguei ao Teatro do Sesi de Porto Alegre e ao ser informado pensei imediatamente em meus filhos Zeca e Tom. Logo Daniel Jobim me veio à mente. Ele é conhecedor e devoto de Michael desde a infância. Moreno, meu filho mais velho, que é amigo de Daniel, também dedicou afeto intenso à figura desse gênio do nosso tempo. Mas são meus filhos menores que hoje se sentem mais atraídos por seu estilo.

Como todo mundo, acompanhei Michael desde que ele era pequeno. Como todo mundo, fiquei siderado pelo cantor e dançarino de ‘Off the Wall’ e ‘Thriller’. Como todo mundo, fiquei entre fascinado, enojado e apreensivo diante das transformações físicas por que ele passou. O que quer que tenha havido entre ele e aqueles meninos cujos pais o processaram, acho-o moralmente superior a esses pais.

Michael é o anjo e o demônio da indústria cultural. A serpente do seu paraíso e seu mártir purificador. Os talentos artísticos extraordinários frequentemente coincidem com vidas torturadas e enigmáticas. Michael era um desses talentos imensos. Dançando ‘Billie Jean’ na festa da Motown ele foi sim tão grande quanto Fred Astaire: comentava o Travolta de Saturday Night Fever e o Bob Fosse do Pequeno Príncipe (este, uma influência fortíssima e evidente, que nunca vi mencionada). Vou entrar agora no palco pensando em Tom, Zeca, Moreno e Daniel - e, com um nó na garganta, no sentido da nossa atividade. Ele a representava em sua totalidade, fulgurantemente, tragicamente, divinamente.”

Por sinal, o artista baiano já havia gravado MJ duas vezes. A primeira foi no medley que reunia “Billie Jean” a “Nega Maluca” e “Eleanor Rigby”, dos Beatles, no epônimo disco de violão-e-voz que Caê gravou em Nova York em 1986, inicialmente direcionado ao mercado americano – e que foi editado no Brasil quatro anos depois.

E a segunda foi a citação de “Black Or White” na introdução da sua discursiva “Americanos”, do ótimo CD Circuladô Vivo, lançado em 1992.



Veja o vídeo do medleyNega Maluca/Billie Jean/Eleanor Rigby”, gravado no extinto programa Chico & Caetano:




E ouça “Black or White/Americanos:

terça-feira, julho 21, 2009

Roberto Carlos: meio século de reinado


Show
Itaú Brasil: Roberto Carlos – 50 anos
Data: 11 de julho de 2008
Local: Estádio do Maracanã - Rio de Janeiro


Para comemorar seus 50 anos de carreira, o Rei realiza um show histórico no Estádio do Maracanã

Cerca de 68 mil pessoas, de todas as faixas etárias, suportaram o vento frio que insistia em soprar no Estádio do Maracanã, na noite de sábado, 11 de junho. Mas por um bom motivo: tratava-se do show de comemoração aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, cujas canções fazem parte da vida de milhões de brasileiros.

Às 21h45, o Rei entrou ao palco de maneira triunfal, dirigindo o seu Calhambeque azul, modelo 1929, devidamente reformado. Após saudar a sua orquestra e a plateia extasiada, afirmou: “É a maior emoção que já senti em minha vida estar aqui no Maracanã cantando para vocês. Quando estava lá em Cachoeiro [nota: do Itapemirim, sua cidade natal] jamais imaginei que podia viver um momento como esse”. E iniciou os trabalhos com o seu cartão-de-visitas, “Emoções”.

O repertório foi basicamente o mesmo dos shows que o cantor tem apresentado ao longo dos anos, com as músicas que seu público sempre espera ouvir, como “Outra Vez”, “Proposta”, “Café da Manhã” e, no já tradicional esquema banquinho-e-violão, “Detalhes”, entre outras.

Contudo, dada a importância da ocasião, RC incluiu canções que não costumam fazer parte de seu set list, como “Do Fundo do meu Coração”, de 1986. Repleta da “tensão” encontrada em momentos anteriores da obra do Rei – como “Sua Estupidez”, por exemplo –, a faixa é uma das melhores da segunda metade de sua carreira.

Em homenagem a seus pais, o cantor reuniu em um tocante medley que reuniu a bela “Aquela Casa Simples” a “Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo” e “Lady Laura”. E até “Nossa Senhora”, há muito afastada do repertório do artista, foi relembrada, em um dos pontos altos do show.

No bloco dedicado à Jovem Guarda, Roberto, surpreendentemente, resgatou “Quando” – uma das melhores canções daquele período – e “Namoradinha de um Amigo Meu”, juntamente com “É Proibido Fumar”, “E por Isso Estou Aqui” e “Jovens Tardes de Domingo”.


Com Erasmo, o momento mais emocionante da noite

Em “Caminhoneiro” – outra que o Rei não cantava há tempos –, a chuva desabou sobre o Maracanã, o que fez com que RC paralisasse o show por cerca de dez minutos.

Já a escolha dos dois convidados foi bastante coerente: Erasmo Carlos e Wanderléa. Erasmo, por sinal, protagonizou o momento mais emocionante da noite. Após dirigir algumas palavras a Roberto através do telão, o Tremendão foi chamado ao palco. Os parceiros choraram abraçados e cantaram “Amigo” com muita dificuldade. Na sequência, já refeitos, relembraram momentos engraçados e emendaram com “Sentado à Beira do Caminho”.

Com a Ternurinha, também bastante emocionada, Roberto, como não poderia deixar de ser, cantou “Ternura”. Por fim, Erasmo juntou-se à dupla em “Eu Sou Terrível”.

Outro momento de grande emoção foi “Como É Grande O Meu Amor por Você”, cantada por um Maracanã em uníssono. Destaque também para o arranjo grandiloquente, de matizes épicos, de “Cavalgada”.

No gran finale, o estádio foi encoberto pela fumaça dos fogos de artifício, enquanto o Rei lançava rosas para sua fiel público, ao som de “Jesus Cristo”, coroando um dos melhores show de sua carreira. Um momento único, digno de um artista verdadeiramente singular.



Veja o medley que reuniu “Aquela Casa Simples”, “Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo” e “Lady Laura:




E também “Amigo”, com participação de Erasmo Carlos:

RC 50: repertório


Grandes canções de Roberto Carlos [foto], de várias épocas de sua carreira, ficaram ausentes do show em comemoração aos seus 50 anos de vida artística.

Exemplos: “Se Você Pensa” [1968], “As Curvas da Estrada de Santos” [1969], “Como Vai Você” [1972], “O Portão” [1974], “Fera Ferida” [1982], “Eu te Amo Tanto” [1998] e “Amor Sem Limite” [2000], entre tantas outras.

Mas convenhamos: é impossível resumir, em uma apresentação de duas horas, uma discografia de meio século como a Roberto Carlos.



Repertório:


* Intro (instrumental)
* “Emoções” [1981]
* “Eu te Amo, te Amo, te Amo” [1968]
* “Além do Horizonte” [1974]
* “Amor Perfeito” [1986]
* “Detalhes” [1971]
* “Outra Vez” [1977]
* “Aquela Casa Simples” [1986] / “Meu Querido, meu Velho, meu Amigo” [1979] / “Lady Laura” [1978]
* “Nossa Senhora” [1993]
* “Caminhoneiro” [1984]
* “Mulher Pequena” [1993]
* “O Calhambeque” [1964]
* “Do Fundo do meu Coração” [1986]
* “Proposta” [1973]
* “Seu Corpo” [1975]
* “Os seus Botões” [1976]
* “Café da Manhã” [1978]
* “Cavalgada” [1977]
* “Amigo” (com Erasmo Carlos) [1977]
* “Sentado à Beira do Caminho” (com Erasmo Carlos) [1971]
* “Ternura” (com Wanderléa) [1965]
* “Eu Sou Terrível” (com Erasmo Carlos e Wanderléa) [1967]
* “É Proibido Fumar” [1964] / “Namoradinha de um Amigo meu” [1966] / “E por Isso Estou Aqui” [1967] / “Quando” [1967] / “Jovens Tardes de Domingo” [1977]
* “É Preciso Saber Viver” [1974]
* “Como É Grande o meu Amor por Você” [1967]
* “Jesus Cristo” [1970]

segunda-feira, julho 20, 2009

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Sentado À Beira do Caminho’, de Roberto e Erasmo



Em uma audição apressada, pode parecer que a letra de “Sentado À Beira do Caminho” retrata um indivíduo que foi abandonado.

Mas não se trata disso: os versos de Erasmo Carlos – escritos em parceria com Roberto Carlos – se referem ao fim do programa Jovem Guarda, fato que deixou o Tremendão muito deprimido na ocasião.

Curiosidade: no momento em que compunham essa faixa, Erasmo e Roberto estacionaram no primeiro verso do refrão (“Preciso acabar logo com isto...”). E não conseguiam seguir adiante. Até que RC, que havia acabado de chegar de um show, pediu a Erasmo para tirar uma soneca de meia hora.

E acordou* eufórico:

Bicho, já sei como podemos terminar esse refrão: “Preciso acabar logo com isto. / Preciso lembrar que eu existo...”

Lançada originalmente no (bom) álbum Erasmo Carlos e os Tremendões, de 1970, “Sentado À Beira do Caminho” foi regravada no álbum Erasmo Carlos Convida, de 1980, com a participação de Roberto Carlos. Para muitos, essa é a versão definitiva da canção.



* Paul McCartney também teria “sonhado” com a melodia de “Yesterday”. Certa manhã, o ex-Beatle acordou, sentou-se ao piano e a tocou melodia inteira. “Será que isso não é alguma música que eu conheço?”, perguntou-se. Detalhe: “Yesterday”, ainda sem letra, foi batizada inicialmente de “Scrambled Eggs” (ovos mexidos).




Veja o (raríssimo) clipe de “Sentado À Beira do Caminho”, com Roberto e Erasmo:


Da série ‘Perguntar não ofende’: espírito-de-porco

Aliás, perguntar não ofende: quando o sujeito é espírito-de-porco, ele estará mais propenso a contrair a gripe suína?

Gripe suína (3)

O Kibe Loco não perde a piada. E eu nem posso falar nada – afinal, também destilei humor (negro) em post do dia 02 de maio desse ano...


sexta-feira, julho 17, 2009

Michael Jackson: trecho de música inédita

Para não encher a paciência do pessoal que costuma visitar o blog, prometi que não falaria mais sobre Michael Jackson [no detalhe]. Mas não conseguirei cumprir a promessa. Pelo visto, esse assunto está longe de encerrar...

O site TMZ – o primeiro a informar a morte de MJ – divulgou ontem um trecho de uma música inédita do Rei do Pop. Intitulada “A Place With No Name”, a (boa) faixa seria uma versão da ancestral “A Horse With No Name”, do America. A semelhança entre ambas, de fato, é enorme.

Não há, contudo, informação da data dessa gravação.



Ouça “A Horse With No Name”, com America:





E “A Place With No Name”, com Michael Jackson:

Adriano: camisa 10

Ignorando solenemente o desejo da torcida – que, em votação no site oficial do clube [no detalhe], decidiu que ele deveria usar a camisa nove do Flamengo –, Adriano se apressou em dizer que queria mesmo é a dez. E acabou conseguindo: no próximo domingo, no clássico contra o Botafogo, ele já estará com ela.

O Imperador justificou sua escolha dizendo que usar a camisa que um dia pertenceu a Zico era “um sonho de infância”.

Só quero saber como ele conseguirá correr com todo aquele “peso” sobre os ombros...


Ronaldo Fenômeno: o jogador mais querido do Brasil?

Uma pesquisa realizada em todo o país apontou Ronaldo Fenômeno [no detalhe] como o jogador mais querido pelos brasileiros, com 22,68% dos votos.

Em segundo lugar, ficou Kaká com 21,18%, seguido por Ronaldinho Gaúcho (9,64%), Robinho (3,53%) e Cristiano Ronaldo (3,29%).

Em entrevista recente ao programa Bem, Amigos, do canal Sportv, Ronaldo, provocador, colocou em xeque a pesquisa que aponta o Flamengo como a maior torcida do Brasil.

Sendo assim, é o caso de perguntar: será que essa pesquisa em que o Fenômeno é tido como o “mais querido” é... crível?