quinta-feira, outubro 22, 2009

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Follow You, Follow Me’, do Genesis

Em tempos de Twitter, onde todos – ou quase* todos – ficam deslumbrados com a ideia de serem “seguidos” pelo maior número possível de pessoas, uma canção deveras adequada é a belíssima “Follow You, Follow Me”, do Genesis [foto].

Lançada originalmente no álbum And Then There Where Three, de 1978, a faixa mantém o seu encanto inalterado, mesmo depois de mais de três décadas.

E passou a fazer muito mais sentido atualmente, quando o verbo to follow – assim como o seu antônimo: unfollow** – passou a ser mais conjugado do que nunca...

Fortíssima candidata a “Melô do Twitter”.


Seguirei você – você me seguirá?

(Collins – Banks – Rutherford)


* Eu, por exemplo: embora até tenha o meu, não dou muita bola para esse troço. Mas, gentilmente, sempre “sigo” a quem me “segue”.

** Para o qual, não existe correlato na Língua Portuguesa.


Da série ‘Frases’: Caetano Veloso

Tudo é mesmo muito grande assim. Porque Deus quer.”

(“Minha Mulher”, Caetano Veloso, CD Jóia, 1975)


terça-feira, outubro 20, 2009

A PEC da música


Conforme nos foi informado através de comentário no post anterior, a PEC da Música será votada amanhã, dia 21, às 14h, na Câmara dos Deputados [foto], em Brasília.

Após dois anos de tramitação, a Proposta de Emenda Constitucional 98/07, de autoria do deputado Otávio Leite, propõe o corte dos impostos sobre CDs/DVDs e também sobre arquivos digitais – cujos índices, hoje, são de 30% e 35%, respectivamente.

O que iria desonerar de maneira considerável o preço final do produto.

São necessários 308 votos, de um total de 513 parlamentares da Casa. Portanto, para aqueles que apreciam música, fica aqui o nosso pedido: divulguem essa informação o máximo possível. Em redes de relacionamento, blogs, e-mails, etc.

Afinal, esta é uma emenda de suma importância para que o combalido mercado fonográfico nacional possa reagir.

A música brasileira agradece.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Da série ‘Polaroides do Rio’: violência

Ninguém vê onde chegamos: os assassinos estão livres. Nós não estamos.”


(“O Teatro dos Vampiros”, Dado Villa-Lobos – Renato Russo – Marcelo Bonfá, CD V, 1991 )




Uma imagem ainda vale mais do que mil palavras...

terça-feira, outubro 13, 2009

‘Baby de Babylon’: a música nova de Lulu Santos


A exemplo de Roberto Carlos e Michael Jackson, quem também está de música nova é Lulu Santos [foto]. Chama-se “Baby de Babylon”, e soa como uma mistura de “Fogo de Palha” (do CD Calendário, 1999) com “Já É!” (de Bugalu, 2003).

Essa é a primeira faixa de trabalho de Singular, o novo álbum de Lulu, que já se encontra em fase de mixagem. Produzido pelo próprio Lulu em colaboração com Dr. Beat’n Guy – codinome de Hiroshi Mizutani, tecladista da banda do cantor –, tem lançamento previsto para novembro, pela EMI. É o 22º disco de Lulu Santos.

Baby de Babylon”, por sinal, faz parte da trilha sonora de Viver a Vida, nova novela das oito.



Ouça “Baby de Babylon:

‘This Is It’: a ‘nova’ música de Michael Jackson

A necrofilia continua: à meia-noite do dia 12 de outubro, “This Is It”, a “nova” música de Michael Jackson, foi disponibilizada para audição on line no site oficial do cantor.

Com vocais dos Jacksons, esta será a faixa-título do documentário [no detalhe] sobre a última – e sequer iniciada – turnê de MJ, que estreará nos cinemas do mundo inteiro no dia 28 desse mês.

Na realidade, “This Is It” não é tão “nova” assim: data de 1983, e faria parte do repertório de Dangerous (1991), tendo sido excluída da seleção final.

Outra curiosidade: o compositor canadense Paul Anka, autor de “My Way” e “Put Your Head On My Shoulder”, tem direito a 50 % dos direitos autorais da canção – que, na verdade, vem a ser uma parceria de Jackson e Anka, batizada de “I Never Heard”, gravada pela obscura cantora portorriquenha Sa-Fire em 1991.

This Is It” – por sinal, uma bela faixa – será lançada oficialmente na coletânea homônima que chegará às prateleiras ainda em outubro, em CD duplo.



Ouça “This Is It:

quarta-feira, outubro 07, 2009

Rio 2016: a surpresa

Não posso negar: foi com enorme surpresa que recebi a notícia de que o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. A bem da verdade, todo mundo deve ter ficado surpreso.

Mas ninguém admite...

Afinal, todos sabemos que o Rio é deficitário em aspectos fundamentais para uma competição desse porte, como transporte, hotelaria e, principalmente, segurança. Em praticamente todos os bairros da cidade, para qualquer direção que se olhe, vemos gigantescas “comunidades”, onde pessoas vivem em condições sub-humanas.

E, em contra-partida, Madri, hoje – repito: hoje – já está pronta para as Olímpíadas.

Ora, então por que diabos o Rio foi escolhido?

Bem, é difícil dizer. Provavelmente, há a questão política de a América do Sul jamais ter sediado Jogos Olímpicos. Mas seria ingenuidade ignorar que o lobby de grandes empresas estrangeiras – ávidas para realizar as obras na cidade nos próximos sete anos – pode ter sido decisivo.

Entretanto, jamais saberemos ao certo.


***


De qualquer forma, como carioca, é óbvio que fiquei orgulhoso pela vitória. E espero que o evento traga benefícios para a cidade.

Mas espero também que não passemos vergonha perante o mundo...

Lula: de quina para a lua

Verdade seja dita: a despeito dos (inúmeros) escândalos políticos ocorridos em seu governo, o presidente Lula [foto], no cômputo geral, tem muito o que comemorar.

Durante os seus dois mandatos, o Brasil tornou-se autossuficiente na produção de petróleo – embora seus antecessores também tenham mérito nisso; pagou os juros da dívida externa ao FMI – e, o mais importante, não voltou a pedir empréstimos ao Fundo*; irá sediar novamente uma Copa do Mundo; e agora, pela primeira vez... será palco das Olimpíadas.

Por todas essas façanhas – e outras mais – Luiz Inácio da Silva, já entrou, como ele mesmo diz, para a História desse país. Queiram alguns ou não.

Vai ser sortudo assim lá em Copenhage...


***


E, cá para nós: que belo discurso ele fez na cerimônia do COI, não?


* Aliás, pela primeira vez, o Brasil tornou-se credor do FMI, acredita? Saiba mais clicando aqui.

Da série ‘Perguntar não ofende’: ‘Patriotismo’


No dia do anúncio da vitória do Rio como cidade-sede das Olímpiadas 2016, fui ao shopping. E, no local, vocês não imaginam o que havia de gente vestida com a camisa da Seleção Brasileira.


Perguntar não ofende: por que as pessoas só se lembram que são brasileiras em datas como essas? Por que todo esse “patriotismo” – entre aspas, claro – não é permanente?

Por que somente em épocas de eventos esportivos internacionais a população deixa de achar “cafonas” as cores da bandeira*? (Várias e várias vezes, já ouvi comentários do tipo: “Verde-e-amarelo? Eu, hein? Parece até bandeira do Brasil...”)

Alguém sabe responder? Cartas para a redação.



* Em outros países – como Portugal, por exemplo – é muito comum ver bandeiras hasteadas em restaurantes, shoppings, e até mesmo em residências (!). Aqui no Brasil, somente em órgãos públicos. E só porque é obrigatório...

Da série ‘Só para constar’: ‘A cidade mais linda do mundo’

Só para constar: mesmo tendo nascido aqui, não tenho a menor paciência com essas pessoas que, repletas de arrogância, afirmam peremptoriamente que o Rio de Janeiro é “a cidade mais linda do mundo”. E sem jamais ter ido a nenhum lugar depois de Saquarema...

(Algo semelhante ocorre em Copas do Mundo: o Brasil é que é o “país do futebol”. O resto é tudo “gringo”. Ninguém sabe jogar bola. Depois, voltam para casa, chorando...)

Na semana passada, repórteres entrevistavam populares antes do anúncio da cidade-sede das Olimpíadas 2016. E todos eram unânimes em dizer: “Que Madri, que nada! O Rio já ganhou!”

Pergunto: e se perdêssemos? Imaginem as caras de tacho...

O Rio é lindo, sim. Ou, pelo menos, a orla da cidade. Mas, ao redor do mundo, existem outras cidades tão bonitas quanto.

E, se “respeito é bom, e a gente gosta”, por que não começar a respeitar os outros?



O Rio de Janeiro “continua lindo”, não é mesmo?