quarta-feira, dezembro 20, 2006

IM: edição de dezembro/2006


Esses são os os destaques da edição de dezembro do jornal IM - INTERNATIONAL MAGAZINE:

  • tudo sobre Love, o mais recente lançamento dos BEATLES , com colagens sonoras feitas pelo maestro GEORGE MARTIN e seu filho, GILES; artigo de MARCELO FRÓES;
  • o show exclusivo dos MUTANTES para o Fantástico, por MARCELO FRÓES;
  • uma entrevista exclusiva (realizada em 2002) do recém-falecido maestro ROGÉRIO DUPRAT, por LEANDRO LUIZ RIBEIRO;
  • outra entrevista exclusiva: com o grande ANTÔNIO ADOLFO e sua filha, CAROL SABOYA, por ocasião do CD ao vivo gravado pela dupla, por CÉLIO ALBUQUERQUE.

E artigos meus sobre:


  • Música ou ativismo político: saiba mais sobre 18 Singles, aquela que visa ser a coletânea "definitiva"do U2;
  • The Road to Escondido, o álbum que reúne J.J. CALE, autor do clássico "Cocaine", e seu ilustre "fã", ERIC CLAPTON;
  • o álbum de canções medievais de Sting, Songs from the Labyrinth;
  • o surpreedente Return to Cookie Mountain, o terceiro disco da banda americana TV ON THE RADIO, uma das atrações desse ano do Tim Festival;
  • Twentyfive, a compilação (disponível em versão dupla ou tripla) lançada para marcar os 25 anos de carreira de GEORGE MICHAEL;
  • e O Auto-reconhecimento do Brasil, uma reflexão sobre música rural e afins.

Já nas bancas!


Ouça aqui trechos de:


quinta-feira, novembro 23, 2006

Roberto Carlos: CD de 2005 (ainda)

A resenha do álbum de 2005 de Roberto Carlos que escrevi para o IM - INTERNATIONAL MAGAZINE no início desse ano - e que já estava disponível no site oficial da JOVEM GUARDA - a partir de agora pode ser lida (tardiamente) também no portal CLUBE DO REI. O link que conduz diretamente ao artigo está aqui.

Vale lembrar que, para acessar o conteúdo da página, é necessário efetuar um cadastro, fornecendo nome e e-mail - para o qual é enviada a senha do usuário.

No detalhe, a curiosa foto alterada por computador que ilustra a matéria: o Rei trajando uma roupa de uma cor absolutamente insólita para os seus padrões....

segunda-feira, novembro 20, 2006

IM: edição de novembro/2006


Esses são os os destaques da edição de novembro do jornal IM - INTERNATIONAL MAGAZINE:

  • tudo sobre The Open Door, o novo CD do EVANESCENCE, por J. M. SANTIAGO e RODRIGO SABATINELLI;
  • entrevista exclusiva com CIDADE NEGRA, falando sobre o seu recente trabalho ao vivo (lançado também em DVD), Direto, por MARCELO FRÓES;
  • mais duas entrevistas exclusivas: MAX DE CASTRO (por RODRIGO SABATINELLI); e RUI MOTTA, ex-baterista d'Os Mutantes (por RICARDO SCHOTT);
  • e o bem-vindo retorno da coluna Desconsiderações, com a verve de sempre do grande LUIZ ANTÔNIO MELLO.

E artigos meus sobre:

  • The Captain and the Kid
  • , de ELTON JOHN,
    a continuação do clássico Captain Fantastic and the Brown Dirty Cowboy, de 1975;

  • os 20 anos de Dois, obra-prima da LEGIÃO URBANA;
  • A Different Story
  • , o DVD-biografia do astro inglês GEORGE MICHAEL;
  • e Diferente, o novo álbum da dupla ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO, que conta com a participação (mais do que) especial de CHICO BUARQUE em uma das faixas.


Já nas bancas!


Ouça aqui trechos de:



Los Hermanos em revisão


Com quatro CDs que obtiveram boa resposta de público e crítica, os Los Hermanos fazem a sua primeira revisão, nas quinze canções da coletânea 99 - 05, que integra a série Perfil, da Som Livre.

E o álbum mapeia a carreira da banda desde o seu primeiro álbum (que comparece com "Quem Sabe", "Primavera") até o seu mais recente trabalho, o intimista e algo converso 4, editado em 2005 ("Condicional", "O Vento" e "Morena"), passando pelo bom Ventura, de 2003 ("O Vencedor", "Cara Estranho", "Além Do Que Se Vê" e "Último Romance").

A grande surpresa - considerando o fato de que o grupo carioca não mais a apresentava em suas apresentações - é a inclusão de "Ana Júlia". A canção (um sucesso estrondoso) foi, sem dúvida, um marco na trajetória do grupo carioca, obrigando-os inclusive a rever parâmetros - surgindo daí o ótimo Bloco do Eu Sozinho, 2001, considerado por muitos o maior clássico da discografia da banda (e certamente um dos mais instigantes de todo o rock nacional), representado em 99 - 05 por "Retrato Pra Ia-iá", a belíssima "Sentimental", "A Flor", "Todo Carnaval Tem Seu Fim" (incluída no roteiro dos shows de Maria Rita) e "Casa Pré-fabricada" (que recebeu da cantora uma delicada versão em seu Segundo).

A lamentar, somente a ausência de "Samba a Dois". Faixa de abertura de Ventura, a canção não teve grande repercussão na gravação original da banda, mas tem obtido boa execução nas rádios na versão de Fernanda Porto.

Coletânea, todos sabem, é um sintoma claro de consolidação. E os Los Hermanos, uma das mais relevantes bandas brasileiras da atualidade, indiscutivelmente já merecem essa deferência.


Ouça um trecho de "Casa Pré-fabricada"

quarta-feira, outubro 18, 2006

Skank: Encontros O Globo

A edição de outubro do Encontros O Globo - Especial Música (evento realizado todo mês no auditório do jornal) teve como convidado o Skank.

Durante duas horas, o grupo mineiro respondeu às perguntas dos jornalistas Antônio Carlos Miguel e Bernardo Araújo, do compositor (e também jornalista) Fausto Fawcett, do público e também dos internautas que acessaram o site d'O Globo. Foram abordados temas como criação, pirataria e as mudanças estéticas da banda, entre outros.

O Skank também tocou, em formato acústico, três canções de seu novo CD, Carrossel ("Eu e a Felicidade", "Balada Pra João e Joana" e "Uma Canção é Pra Isso"). No final, os integrantes, muito gentilmente, atenderam a todos os fãs - posando para fotos, etc.

Em tempo: e eu não tive como evitar o vexame de bancar o tiete. E o Samuel Rosa até sorriu ao saber que o sujeito que escreveu a resenha do Carrossel para o IM - International Magazine estava justamente ali pegando um autógrafo dele....

sexta-feira, outubro 06, 2006

Caetano Veloso: na íntegra

Para não ultrapassar a limite de espaço - calcanhar-de-aquiles de dez entre dez veículos impressos - , escrevi dois textos sobre o CD , de Caetano Veloso: um mais curto do que o outro. Notei, entretanto, que o mais extenso até estava dentro das limitações estabelecidas - e, obviamente, seria o meu escolhido para enviar para a editoria do IM.

Entretanto, atrasado para o fechamento da edição, cometi o desatino de enviar... o texto mais curto.

Tudo bem. Paciência.

No entanto, por entender que "os filhos são para o mundo", por que eu deveria guardar esse artigo só para mim? Deixo-o, à guisa de curiosidade, aqui no blog.


Vale lembrar que o tema é polêmico, mas o meu gesto não visa revogar uma vírgula sequer daquilo que foi publicado. Muito pelo contrário: por me estender, naturalmente me aprofundo sobre o assunto.

E acreditem: lamento muito pelo ocorrido.

"...nem uma força virá me fazer calar... "



Saudades de Caetano Veloso

Chega a ser... melancólico... constatar a derrocada criativa de um dos mais influentes artistas brasileiros de todos os tempos: Caetano Veloso acaba de editar (Universal), seis anos após Noites Do Norte, o seu último de inéditas. E, pela primeira vez em sua carreira, o compositor baiano apresenta um álbum que inclui apenas músicas de sua autoria - doze ao todo.

Com o auxílio dos jovens (e bons) instrumentistas Ricardo Dias Gomes (baixo), Marcelo Calado (bateria) e Pedro Sá (guitarra), é um disco de arranjos coesos e minimalistas, porém insuficientes para disfarçar a indigência das novas canções de Caetano. Eventualmente, há um sopro de pop rock no ar, como na embaraçosa "Rocks" - uma boa base instrumental que acabou desperdiçada em uma narrativa bobinha, bobinha (sinta só o refrão: "você foi a rata comigo..."). Embora jamais tenha dominado a linguagem do rock, Caetano já transitou por essa seara de maneira muito mais convincente - "Eclipse Oculto" é um bom exemplo.

(E, como Caetano não costuma pregar prego sem estopa, fica a pulga atrás da orelha: será que ele fez "Rocks" a sério? Ou estaria Caê tirando um sarro do gênero, parodiando-lhe o primarismo? Tomara que não. Pois, nesse caso, seria como assinar e lavrar em cartório um atestado de parco conhecimento acerca do assunto - mesmo ele tendo comparecido ao festival na Ilha de Wight, etc e tal....).

O álbum - de notável cunho experimental - já começa mal com a pueril "Outro", cuja letra é simplesmente constrangedora: "você nem vai me reconhecer quando eu passar por você/ de cara alegre e cruel/ feliz e mau/ como um pau duro". Lamentável. A pretensa provocação na concretista "Homem" parece algum rascunho inacabado dos Titãs. E o que dizer então do inacreditável orgasmo luso de "Porquê"? Se a intenção era chocar, soou apenas... ridículo. Só faltou, numa alusão a "April In Portugal (Coimbra)", Caetano batizar a canção de... "Alcova em Portugal".

Já o pseudo-samba "Musa Híbrida" apresenta uma harmonia até interessante, em arranjo totalmente estruturado em uma boa guitarra wah-wah. Mas nada que empolgue ninguém.

No refrão de "Odeio", Caetano repete "odeio você/ odeio você", como um mantra do mal, em um exercício de pura revolta anciã - perfeita para um aposentado cantar para uma atendente do posto do INSS.

A confessional "Não Me Arrependo" é o primeiro single escolhido para as rádios - e não por acaso. A interpretação sentida e a simplicidade da letra expõem a semelhança com recentes versões de sucessos populares feitas por Caetano. Sem ser necessariamente brilhante, trata-se do único resquício - ainda que em tons pastéis - do autor de "Itapuã".

Aliás, nos últimos 12 anos, os melhores momentos de Caetano (verdade seja dita: um grande intérprete) deram-se somente através de canções alheias, como "Você Não Me Ensinou a Te Esquecer", do repertório de Fernando Mendes; "Só Vou Gostar De Quem Gosta De Mim", de Rossini Pinto; além da (merecidamente) estourada "Sozinho", de Peninha. E, infelizmente, nos deixa a certeza de que o seu esgotamento como compositor não era apenas uma má impressão.

Na verdade, esse é o ponto chave da questão: o autor que anteriormente, entre arroubos de inteligência e sensibilidade criava versos como "a rima é o antiacidente", hoje rima "ouro de tolo" com "lobo bolo".

Paira uma dúvida: será que não haveria ninguém do convívio de Caetano que pudesse avisá-lo que, paulatinamente (sem trocadilho), a sua reputação está sendo empurrada ribanceira abaixo? Que, para lançar um trabalho tão ineficaz como esse, seria mais produtivo editar, quem sabe?, o seu acalentado disco de canções românticas? E que, além do desrespeito para com a sua própria trajetória, Cê chega a ser uma afronta... ao seu público?

A pirotecnia habitual, pelo menos, ele já assegurou - ao classificar (numa recente entrevista concedida para a televisão) um colega de classe como... besta.

E ainda é bem capaz de ele ainda dizer que quem não gostou de é idiota.

Resta, portanto, um sentimento de... saudade. Saudade do artista que, outrora, concebeu álbuns marcantes como Cinema Transcendental e Circuladô. Artista esse que, devo dizer...

...parece não mais existir.

E que ninguém pense que isso é dito com algum prazer ou alegria.

Em tempo: há pouco mais de um mês atrás, um jornal carioca tentou, timidamente, reacender a polêmica dos anos 60 do "disco do Caetano Veloso versus disco do Chico Buarque" - visto que este último também editou CD novo, Carioca, esse ano. Bem, se a questão é mesmo essa... dessa vez, deu Chico na cabeça.


Ouça aqui um trecho de
"Por Quê?".