segunda-feira, junho 02, 2008

Manchester: campeão europeu

O lendário dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues, no seu estilo ímpar, possivelmente descreveria a eletrizante final da Liga dos Campeões da Europa entre Manchester United e Chelsea como “uma batalha épica entre gladiadores medievais, travada em um coliseu repleto.” No que, aliás, estaria coberto de razão. Foi, de fato, um jogo impróprio para cardíacos.

E, exatamente como eu imaginei [confira aqui], deu Manchester na cabeça. Os Red Devils venceram nos pênaltis por 6 a 5, depois de um resultado de 1 a 1 que persistiu até o final dos 120 minutos.

Cristiano Ronaldo - que, a exemplo do que ocorreu no Campeonato Inglês, terminou também como artilheiro da Champions League, com oito gols - marcou o gol do Manchester. Contudo, ironicamente, quase pôs tudo a perder ao desperdiçar a sua cobrança no momento das grandes penalidades.

A sorte do craque português é que o experiente zagueiro John Terry - logo ele - levou um escorregão no exato instante de bater o seu pênalti, chutando a bola para fora. E, pouco depois, o goleiro Van der Sar [no detalhe] defendeu a cobrança do atacante francês Anelka.

Mas acho que o destino dificilmente pregaria uma peça dessas com Cristiano Ronaldo...

Zico. Eterno.

Zico protagonizou momentos incríveis que ficarão impressos na minha memória para sempre. E certamente na de milhares de amantes de futebol - não necessariamente torcedores do Fla.

Como o gol de meia bicicleta contra a Nova Zelândia, na Copa do Mundo da Espanha, em 1982. Ou o golaço que marcou depois de entrar na área adversária driblando até o goleiro, em amistoso pela Seleção contra a Escócia, em 1986.

Esses dois lances que citei - e outros mais - estão nesse video do You Tube que você pode conferir aqui:

“O Dia em que me Tornei Flamenguista”


E por falar em Skank: no site oficial do quarteto das Alterosas, há a informação de que o vocalista Samuel Rosa acaba de lançar um livro [leia a notícia aqui].

Na série O Dia em que me Tornei..., autores explicam os motivos que os levaram a torcer por seus respectivos clubes de coração. Depois de livros assinados, entre outros, pelo ator e diretor Selton Mello (sobre o São Paulo) e pelo jornalista esportivo Mauro Beting (sobre o Palmeiras), chegou a vez de Samuel contar como começou o seu apreço pelo Cruzeiro.

De minha parte, confesso que seria impossível escrever um livro sobre esse tema. Digo isso porque o relato de como tornei-me flamenguista não ocuparia, nem de longe, um livro inteiro. A bem da verdade... sequer um artigo. Posso resumir a questão em apenas dois parágrafos.

Não me recordo o dia exato. Mas, na minha tenra idade de seis, sete anos, decidi que seria um torcedor do Flamengo no exato momento em que vi jogar no time rubro-negro um craque espetacular chamado... Zico [foto].

Pronto: para mim, isso foi o suficiente. “Esse é o meu time. O time em que joga o Zico.” Simples assim. E a minha paixão pelo clube, obviamente, perdura até os dias de hoje.

É complicado dizer esse tipo de coisa, mas... se o Galinho de Quintino fosse um jogador do Fluminense naquela ocasião, haveria possibilidade de hoje eu ser Tricolor...

segunda-feira, maio 19, 2008

Skank: “Beleza Pura”


Acabei não comentando a versão de “Beleza Pura”, de Caetano Veloso, que o Skank gravou para a abertura da novela das sete. Ficou interessante. Aliás, sempre gostei muito dessa canção.

A faixa tem todo o espírito “Garota Nacional”, soando como o Skank pré-Maquinarama. Se bem que um nada discreto banjo acabe conectando o arranjo à sonoridade que a banda vem desenvolvendo no século XXI.

Há rumores de que o quarteto - que está atualmente em estúdio - terá a produção de seu novo disco pilotada por Dudu Marote, responsável pelos álbuns Calango e O Samba Poconé. É provável que a decisão tenha sido motivada pelo desempenho do mais recente trabalho da banda, Carrossel, bom álbum que teve resultado comercial aquém do habitual* do Skank.

Caso essa informação se confirme, o Skank unirá em estúdio, como acontece em suas apresentações ao vivo, as duas “vertentes” de sua história. Nos shows, a banda jamais deixou de tocar “É Uma Partida de Futebol” e “Esmola” ao lado de recentes sucessos como “Três Lados” e “Vou Deixar”.



* Mas é importante lembrar que, pelo fato de o aparelho W300, da Sony Ericsson (que vendeu 53 mil unidades), trazer na íntegra, em mp3, o CD Carrossel, o grupo mineiro foi agraciado com o primeiro Celular de Ouro já concedido no Brasil. Ê, modernidade...

A estréia do Stereomoog


Formada por Chris Duk no vocal, Rafael Oliveira na percussão, Gabriel Mariano na guitarra, Vitor Queiroz no baixo e Carlos Sales na bateria, a banda carioca Stereomoog existe há dois anos, e editou o seu álbum de estréia, Pra Frente é que se Anda, com produção do experiente Roberto Lly.

O grupo faz um pop rock radiofônico, swingado, com influências que vão desde Lenny Kravitz a Jorge Ben - por sinal, uma versão de “Jorge da Capadócia” (com um solo bacana de guitarra), do Babulina, faz parte do repertório.

A primeira faixa de trabalho, “Quando Se Quer Alguém” foi incluída na trilha sonora 2007 do seriado global Malhação. Destaque também para “Mundo Gira” e “Quando Você For” e “Deixa”.

Para saber mais sobre o Stereomoog, basta acessar o site oficial ou o My Space da banda.

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Brain Damage’, com Eduardo Camenietski

Voltemos a falar sobre música. O Brasil tem, de fato, essa peculiaridade: sempre é possível encontrar alguém realizando algo diferente, inusitado. É o caso de Eduardo Camenietski.

O músico criou, na viola de doze cordas, uma imprevisível versão para “Brain Damage”, faixa do clássico The Dark Side Of The Moon (1972), do Pink Floyd.

Veja o video aqui:

Fla: considerações finais sobre o... er, desastre

Já o Flamengo... Bem, acho que tudo já foi dito a respeito do descalabro ocorrido no Maracanã, na semana retrasada, diante do América do México, pela Taça Libertadores da América.

Espera-se apenas que a equipe tire algum proveito desse vexame histórico.

Vida que segue.

Cristiano Ronaldo: melhor do mundo?

O grande destaque do Manchester United nessa temporada tem sido o apoiador Cristiano Ronaldo [no detalhe].

O craque português - que está jogando simplesmente o fino -, além de campeão, conseguiu também terminar o Inglês como o artilheiro da competição, com 31 gols.

Meu palpite é que somente uma catástrofe tira dele o título de Melhor Jogador do Mundo de 2008. A Chuteira de Ouro - título concedido ao maior artilheiro da temporada européia -, ele já levou [leia a notícia aqui].

E fico pensando no que ele poderá aprontar na Eurocopa de Seleções, a ser realizada no mês que vem na Áustria e na Suiça. Sobretudo se considerarmos que a atual geração de futebolistas é provavelmente a melhor já surgida em toda a história do futebol luso.

Manchester United: bicampeão Inglês


Vamos falar um pouquinho daquele que também um dos assuntos de meu interesse: o futebol (em especial, o europeu). Há oito dias, o Manchester United sagrou-se bicampeão Inglês. E, diga-se de passagem, com toda a justiça.

A despeito dos tropeços do time de Rooney, Tevez & cia. ao longo da competição (as derrotas para o Manchester City e Chelsea; o empate para o Middlebrough, etc), a superioridade dos Red Devils em relação aos seus adversários foi/é indiscutível.

E digo mais: aposto no Manchester para a conquista da Liga dos Campeões. A final - curiosamente, contra um outro time inglês, o supracitado Chelsea -, será na próxima quarta-feira, 21, em Moscou. A Rede Record transmite.

É esperar para ver.

Sentiram a minha falta?

Estive tão atarefado nos últimos dias, que acabei não postando uma vírgula sequer aqui no blog durante todo esse período.

Ao pessoal que costuma visitar esse modesto cafofo, as minhas mais sinceras desculpas.

Vamos tentar compensar o tempo perdido.