Certa vez, no intuito de investigar a inclinação profissional de seus sete filhos, a sra. Maria Amélia perguntou às crianças o que elas “gostavam de fazer”. Muitos anos se passaram e, mesmo assim, ela jamais esqueceu a inesperada resposta do ainda menino Chico Buarque (no detalhe, em foto “furtada” - leia-se: emprestada sem consulta - do bom blog Sala de Estar Chico Buarque):
- Eu gosto de rir.
(Fonte: Chico Buarque - Paratodos, série Perfis do Rio, Regina Zappa. Editora Relume Dumará, 2000)
Recebi e-mails de alguns leitores, perguntando “que diabo de estória foi essa do cação com a fã”, que mencionei na resenha do tributo celta ao Led Zeppelin (vide post abaixo). Devo confessar que me surpreendi com a curiosidade, pelo fato de esse causo ser tão manjado...
Bem, foi o seguinte: em uma babilônica orgia promovida pela banda após um show em Seattle, consta que Jimmy Page teria... hã.... introduzido... pedaços de cação em uma fã. Segundo reza a lenda, a groupie chamava-se Jackie, era ruiva e tinha, na época, apenas 17 anos de idade.
Questionado sobre o episódio, Richard Cole - ex-assessor de Peter Grant, empresário do grupo -, autor do livro Stairway to Heaven, que conta a trajetória do Led Zeppelin, respondeu com cinismo:
Confirmando o que eu havia dito na resenha publicada na edição do IM que está nas bancas, o interessante álbum Long Ago and Far Away, tributo celta à música do Led Zeppelin - gravado pelos tais Boys from the County Nashville -, está disponível apenas em edição americana (via gravadora CHTG), até o momento sem previsão de lançamento no Brasil.
De qualquer forma, caso você deseje mais informações sobre esse CD, basta clicar aqui.
Esses são os destaques da edição de setembro do jornal IM - INTERNATIONAL MAGAZINE, que chega às bancas sempre no finalzinho do mês:
entrevista exclusiva com os Autoramas. Por Marcelo Fróes e Elias Nogueira;
tudo sobre a espetacular apresentação do The Police no Madison Square Garden. Por Luiz Felipe Carneiro;
em primeiríssima mão, a análise da tão aguardada antologia (em três DVDs) de clipes de Paul McCartney. Por Cláudio Dirani;
a crítica de Icky Thump, novo álbum do The White Stripes. Por J.M. Santiago.
E artigos meus sobre:
o CD Once Again, de John Legend:
“(...) Ainda que ouvir rádio seja, muitas vezes, um exercício penoso, o fato é que o dial ainda é capaz de proporcionar momentos agradáveis. Outro dia, dirigindo, uma canção me arrebatou logo de cara. 'Que interessante. De quem será essa música?' Esperei o término da faixa para que a locutora dissesse: 'você ouviu 'P.D.A. (We Just Don't Care)', com John Legend'. (...)”
o CD Carioca ao Vivo, de Chico Buarque:
“(...) Como tem acontecido nos últimos dez anos, o poeta-maior Chico Buarque editou um álbum de inéditas em 2006 (Carioca) e saiu em turnê para divulgar o trabalho. Como também é de praxe em se tratando de Chico, o compositor registrou uma de suas apresentações (dessa vez, na íntegra) e lançou em CD duplo e DVD - sintomaticamente batizados de Carioca Ao Vivo. Gravado no Canecão (RJ) no início do ano, esse é o segundo produto de Chico pela gravadora Biscoito Fino. (...) ”
o CD Long Ago and Far Away, tributo celta ao Led Zeppelin:
“(...)Muitas pessoas sentem calafrios diante da simples menção da palavra 'disco-tributo'. É compreensível: com a justificativa de tratar-se de uma singela 'homenagem', verdadeiras atrocidades já foram cometidas com artistas ilustres. Contudo, esse não é caso de Long Ago and Far Away: The Celtic Tribute to Led Zeppelin, editado pelo selo americano CHTG - até o momento sem previsão de lançamento no Brasil -, no qual as canções do gigante liderado por Jimmy Page e Robert Plant são relidas (como o próprio título alude) sob uma formatação celta. Todas as faixas foram executadas pelo grupo Boys From County Nashville, uma provável agremiação de músicos de estúdio - que não possui nenhum outro trabalho senão este. (...) ”
o CD Acústico MTV, da dupla Sandy & Junior:
“(...)Para analisarmos não somente esse trabalho, mas a trajetória dos dois filhos de Xororó como um todo, devemos recorrer a uma das mais severas leis do marketing e da música: o target. Todos possuem um público-alvo - ou mais de um - para atingir. Isso é líquido e certo. E, mesmo que Sandy & Junior (por uma questão etária, cultural ou mesmo de gosto) jamais tenham feito música para você caro (a) leitor (a), a verdade é que, para os adolescentes - em especial, meninas - dos anos 90... eles acertavam na mosca.. (...) ”
Leia a íntegra dessas matérias - e muito mais - no IM - INTERNATIONAL MAGAZINE desse mês. Já nas bancas.
Também na edição de agosto, falei sobre o EP Live at Amoeba Music, do TV On The Radio, gravado durante um pocket show da banda americana na loja da Amoeba em Hollywood - além dessa filial, a rede de lojas de CDs e DVDs (que, aliás, funciona também como um selo independente) possui outras em San Francisco e Berkeley. De quando em quando, algum dos três estabelecimentos apresenta o show de alguém, como foi o caso do TVOTR. Paul McCartney, por exemplo, tocou na filial de Hollywood no dia 27 de junho desse ano.
Para ver fotos e videos de algumas apresentações (não somente do TV On The Radio, como também de outros artistas), além de saber mais sobre a Amoeba, basta clicar aqui.
Muitas vezes, acontece de as pessoas não conseguirem associar uma música ao seu título. Quando se trata de uma canção em língua estrangeira, isso torna-se ainda mais comum. Digo isso porque, na resenha da coletânea Rocket Man, do agora sexagenário Elton John (publicada no IM de agosto), mencionei o fato de a edição nacional incluir, com exclusividade, a versão alternativa de “Skyline Pigeon”, que saiu como lado B de “Daniel” em 1973 (a gravação original faz parte de Empty Sky, 1969, o primeiro álbum do Sir Reginald Dwight). E esse compacto fez mais sucesso aqui no Brasil do que em qualquer outro lugar do mundo.
Tenho certeza absoluta de que muitos não reconhecem a faixa - muito bonita, por sinal - pelo seu título. Então, em um momento flash-back desse blog, fiquem com o video (ao vivo) da antiqüíssima - e ainda bela - “Skyline Pigeon”.
A entrevista de Erasmo Carlos transcrita na última edição do IM, aliás, também está disponível, na íntegra, em video. Cortesia do site oficial da Jovem Guarda.
Atrasado (como sempre), venho trazer os destaques da edição de agosto do jornal IM - INTERNATIONAL MAGAZINE, que chegou às bancas no finalzinho do mês:
tudo sobre Black Rain, o novo álbum do Madman Ozzy Osbourne. Por J.M. Santiago e Daniel Dutra;
entrevista exclusiva com o Tremendão Erasmo Carlos. Por Marcelo Fróes e Ana Carolina Landi;
outra entrevista exclusiva: dessa vez com Magrão, integrante do 14 Bis - que fala sobre adobradinha CD/DVD ao vivo, recém-lançada pela banda. Por Elias Nogueira;
a hilária “entrevista” com Elvis Presley. O Rei do Rock conta tudo sobre o seu auto-exílio e a sua forjada “morte” - naquilo que a imprensa mundial tem chamado de “a maior armação de todos os tempos”. Por Rodrigo Fernandes.
E artigos meus sobre:
a compilação epônima (e dupla) do The Police:
(...) "Formado por músicos de notável técnica - o baixista Sting, o guitarrista Andy Summers e o estupendo Stewart Copeland na bateria - o Police, durante breves sete anos de carreira, gravou apenas cinco discos de estúdio - Outlandos d'Amour, 1978; Reggatta de Blanc, 1979; Zenyatta Mondatta, 1980; Ghost in the Machine, 1981; e Synchronicity, 1983 -, que exerceram enorme influência em muita gente (inclusive aqui no Brasil). Com canções simplesmente perfeitas, embaladas em uma instigante mistura de punk, rock e reggae, o grupo certamente assegurou seu lugar no panteão dos dez melhores de todos os tempos." (...)
a coletânea Rocket Man, que comemora o aniversário de 60 anos de Elton John:
"(...) A partir do respeitável Made in England, de 1995 (o primeiro trabalho depois de sua reabilitação das drogas), a verdade é que Elton só tem feito discos à altura de sua reputação - mas que, infelizmente, não tem obtido a devida repercussão. Exemplo disso é o fato de o bom CD do ano passado, The Captain and the Kid, (seqüência do conceitual Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy, de 1975, que trazia o hit “Someone Saved My Life Tonight”) ter passado em brancas nuvens. "Aí é que entram os greatest hits - para que o artista permaneça em evidência - obviamente, capitalize em cima disso - e ninguém esqueça, no caso, o grande artífice que Elton sempre foi. Afinal, não é todo dia que alguém compõe uma 'I Guess That's Why They Call it The Blues'. (...) "
o EP Live at Amoeba Music, do TV on the Radio:
(...) "O EP registra a energia do grupo em cima do palco e acaba sendo um interessante souvenir de um show do TVOTR. Mas a verdade é que, exceção feita a 'Province', Return to Cookie Mountain possui canções bem melhores do que as que foram incluídas em Live At Amoeba Music. Quer exemplos? 'Hours', 'Tonight' e 'I Was a Lover'." (...)
Leia a íntegra dessas matérias - e muito mais - no IM - INTERNATIONAL MAGAZINE desse mês. Já nas bancas.
Aqui está a lista dos votos dos senadores na sessão que, lamentavelmente, decidiu que Renan Calheiros não deveria ter o seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar. Dica do dia: imprima essa lista, guarde-a bem guardada... e volte a consultá-la em 2010. Trilha sonora desse post: la tarantella [veja o video abaixo]:
Cassação:
Adelmir Santana (Democratas-DF) Alvaro Dias (PSDB-PR) Arthur Virgílio (PSDB-AM) Augusto Botelho (PT-RR) César Borges (Democratas-BA) Cícero Lucena (PSDB-PB) Cristovam Buarque (PDT-DF) Demóstenes Torres (Democratas-GO) Eduardo Suplicy (PT-SP) Efraim Morais (Democratas-PB) Eliseu Resende (Democratas-MG) Flávio Arns (PT-PR) Flexa Ribeiro (PSDB - PA) Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) Gerson Camata (PMDB-ES) Heráclito Fortes (Democratas-PI Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) Jayme Campos (Democratas-MT) Jonas Pinheiro (Democratas-MT) José Agripino (Democratas-RN) José Nery (Psol-PA) Kátia Abreu (Democratas-TO) Lúcia Vânia (PSDB-GO) Magno Malta (PR-ES) Mão Santa (PMDB-PI) Marco Maciel (Democratas-PE) Mário Couto (PSDB-PA) Marisa Serrano (PSDB-MS) Osmar Dias (PDT-PR) Papaléo Paes (PSDB-AP) Paulo Paim (PT-RS) Pedro Simon (PMDB-RS) Renato Casagrande (PSB-ES) Romeu Tuma (Democratas-SP) Rosalba Ciarlini (Democratas-RN) Sérgio Guerra (PSDB-PE) Sérgio Zambiasi (PTB-RS) Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Absolvição:
Almeida Lima (PMDB-SE) Epitácio Cafeteira (PTB-MA) Euclydes Mello (PTB-AL) Francisco Dornelles (PP-RJ) Gilvam Borges (PMDB-AP) Gim Argello (PTB-DF) João Tenório (PSDB-AL) José Maranhão (PMDB-PB) Renan Calheiros (PMDB-AL) Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG)
Abstenção:
Aloizio Mercadante (PT-SP)
Não abriram o voto:
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) Delcidio Amaral (PT-MS) Edison Lobão (Democratas-MA) Eduardo Azeredo (PSDB-MG) Fátima Cleide (PT-RO) Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) Ideli Salvatti (PT-SC) Inácio Arruda (PCdoB-CE) João Durval (PDT-BA) João Pedro (PT-AM) João Ribeiro (PR-TO) João Vicente Claudino (PTB-PI) José Sarney (PMDB-AP) Leomar Quintanilha (PMDB-TO) Marcelo Crivella (PRB-RJ) Maria do Carmo Alves (Democratas-SE) Neuto De Conto (PMDB-SC) Romero Jucá (PMDB-RR) Roseana Sarney (PMDB-MA) Sibá Machado (PT-AC) Tião Viana (PT-AC) Valdir Raupp (PMDB-RO) Valter Pereira (PMDB-MS)
Não foram encontrados:
Antonio Carlos Júnior (Democratas-BA) Expedito Júnior (PR-RO) Jefferson Peres (PDT-AM) Marconi Perillo (PSDB-GO) Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) Patrícia Saboya (PSB-CE) Paulo Duque (PMDB-RJ) Raimundo Colombo (Democratas-SC) Serys Slhessarenko (PT-MT)
A Rede Globo exibiu ontem a segunda edição do programa Por Toda a Minha Vida, dessa vez dedicado à vida e à obra de Renato Russo - o primeiro, que foi ao ar em dezembro, focalizava a trajetória de Elis Regina. Com apresentação de Fernanda Lima, o especial novamente misturou reportagem (com depoimentos de Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Dinho Ouro-Preto, entre outros) e dramaturgia (o líder da Legião Urbana foi interpretado pelo ator Bruce Gomlesvky - que, aliás, vive o cantor no teatro).
E o programa serviu para que eu revivesse um pouco do impacto que a música da Legião Urbana exerceu sobre mim, na adolescência. Renato Russo foi um artista absolutamente singular. E faz muita, muita falta.
A título de curiosidade, reproduzo aqui, ipsis litteris, o post na comunidade Tela em Branco, do Orkut, na qual relato o dia em que a Legião me arrebatou de modo irreversível:
“EM 1987, eu, um moleque de 13 anos (prestes a fazer 14) estava na casa de um amigo. Nesse dia, o cara me perguntou: 'Tom, vc conhece a Legião Urbana?'. 'Conheço uma música ou outra', responde esse babaca que vos escreve. Ele, então, me entrega o encarte de um vinil e diz: 'vou colocar um negócio pra vc escutar'. Mas advertiu: 'só leia o verso depois que o cara cantar, valeu?'. E eu fui ouvindo, ouvindo. Quando a faixa acabou, eu estava simplesmente... EMBASBACADO.
“A canção era 'Faroeste Caboclo', faixa integrante do recém-lançado Que País é Este?.“Claro, eu já tinha ouvido 'Eduardo & Mônica', 'Será', 'Ainda é Cedo', mas somente no rádio, de maneira desatenta. Mas 'Faroeste...' me arrebatou de uma forma... irremediável. Quando começou a fazer sucesso (apesar de seus quase 10 minutos de duração, incomuns para o padrão radiofônico), não me surpreendi nem um pouco. Era merecido: tratava-se de uma obra-prima.
“Engraçado que, uma semana depois, era o meu aniversário e esse amigo chegou lá em casa todo sem-graça: 'Pô, foi mal... eu estou sem grana e não pude comprar nada melhor... '. E me entregou uma fita K7 virgem - que, naquela época, tinha uma serventia enorme... Na mesma hora, me deu um click: 'cara, essa fita vai voltar pra casa contigo. Tu vai me gravar Legião Urbana nela... '.
“E esse K7 foi a trilha sonora da minha vida durante uns bons meses. Pouco depois, eu parti para comprar, de uma só vez, os três LPs q a banda havia lançado até então. De modo que a Legião Urbana teve um papel importantíssimo no meu chamado 'período de formação', e marcou a minha vida para sempre - assim como a da minha geração praticamente inteira.
'...somos pássaro novo longe do ninho...'”
Em tempo: leia o artigo que escrevi sobre os dez anos do álbum Doisclicando aqui.