domingo, abril 19, 2009

Liga dos Campeões: semifinais

Definidos os confrontos das semifinais da Liga dos Campeões: Barcelona x Chelsea; e Manchester United x Arsenal.

A exemplo da edição anterior da Champions League (quando o Liverpool e os já mencionados Chelsea e Manchester United estavam entre os quatro finalistas), três times ingleses (!) se classificaram para a fase decisiva do torneio. Sintomático*, não?

O “intruso” é o mesmo do ano passado: o Barcelona, do craque argentino Lionel Messi [no detalhe].

Sinceramente, em se tratando de clubes dessa envergadura, é uma temeridade arriscar qualquer palpite. Mas acredito que a final seja entre Manchester e Barcelona.



* O campeonato inglês, atualmente, é o mais interessante do mundo - status que já pertenceu ao futebol italiano (na década de 1980) e ao espanhol (nos anos 90).

sábado, abril 18, 2009

Manfred: novo clipe


Em uma iniciativa pioneira nessas plagas, o grupo carioca Manfred [no detalhe] disponibilizou para download gratuito o seu primeiro CD, epônimo. O endereço do site oficial da banda é http://manfredbrasil.wordpress.com/.

E, a todo vapor, o Manfred também acaba de lançar o clipe da faixa que abre o álbum, “Voar”, que você assiste aqui.

Leia a resenha na edição nº 149 do jornal INTERNATIONAL MAGAZINE, que chega às bancas esse mês.



Veja o vídeo de “Voar”:

Coldplay: variações sobre o mesmo tema


EP
Prospekt's March (EMI, importado)
2008


Para colecionadores

Lançado pelo Coldplay no final no ano passado em EP – no exterior, visto que o formato não vinga por aqui* -, Prospekt's March [no detalhe] poderia ser classificado como um... er, complemento de Viva la Vida or Death and All his Friends, o mais recente álbum da banda inglesa.

Das oito faixas, entretanto, apenas cinco são inéditas, que não ficaram prontas a tempo de entrar em Viva la Vida. São elas: a dobradinha “Prospekt's March / Poppyfields”, “Now My Feet Won't Touch the Ground”, “Rainy Day”, a delicada vinheta instrumental “Postcards from Far Away” e “Glass of Water”. O restante é formado por versões revistas e/ou atualizadas de faixas que já faziam parte de Viva la Vida, como a bela “Lovers In Japan”, aqui apresentada em um remix intitulado Osaka San.

Lost+” é RIGOROSAMENTE a mesma gravação já lançada, apenas com a participação do rapper americano Jay-Z – que, aliás, nem acrescenta grandes coisas... Já “Life in Technicolor”, instrumental que abria Viva la Vida, ressurge acrescida de letra e vocais – e se beneficia bastante disso. Não por acaso, atende agora pelo título de “Life in Technicolor II”.

Prospekt's March, como item de colecionador, é imprescindível para os fãs do Coldplay. No Brasil, é possível encontrá-lo, como CD bônus da versão deluxe de Viva la Vida or Death and All his Friends.



* O EP - o mesmo vale para o single - não consegue se estabelecer no Brasil em função da ganância dos grandes lojistas. Simples assim. Todas as vezes em que as gravadoras tentaram consolidar os dois formatos no mercado nacional, era comum encontrá-los nas lojas de departamentos no mesmo preço dos CDs “cheios”. Ou seja, os cretinos não percebem a “filosofia” do single (assim como a do EP): permitir que o ouvinte compre uma única música que goste – sem a obrigatoriedade de adquirir o álbum completo – usando as moedas do troco do almoço. No hemisfério norte, é assim que funciona....



Veja os vídeos de “Life in Technicolor II”...




...e “Lost+”, com a participação de Jay-Z:

Coldplay: entrevista


Ainda sobre Coldplay [veja cinco posts abaixo]: para ser um astro pop, não é necessário apenas editar bons álbuns e realizar grandes turnês. Não. É essencial saber lidar com a imprensa, concedendo entrevistas que fujam do lugar-comum. E Chris Martin [no detalhe] parece estar ciente disso.

No ano passado, o vocalista do Coldplay concedeu impagável entrevista à revista Rolling Stone. Confira alguns trechos:


Eu cresci tendo a perspectiva de céu e inferno como algo fortemente iminente (...). Passei um ano pensando que seria castigado se cantasse ‘Sympathy for the Devil’.


Bom, eu era pirado nuns peitos. Vamos admitir: é demais.”
(sobre heterossexualidade)


A primeira vez em que cantei em público foi em um show na escola, quando eu tinha 11 anos (...). Lembro de duas meninas que vieram falar comigo depois e disseram: ‘Ouvimos você cantar’. Aí elas riram e saíram correndo, como se estivessem dizendo ‘foi uma merda’. E, desde então, minha vida inteira tem sido a repetição desse dia.


Eu desisti de cantar por um tempo. Aí, uns amigos queriam tocar ‘Sweet Child O'Mine’ [do Guns n'Roses] em um show na escola (...). No final, um tal de Tom [nota do blog: não tenho nada a ver com isso...] me disse: ‘Chris, será que você pode imitar menos a Tina Turner?’.


Eu pensava mais ou menos assim: ‘Preciso ser um rock star, porque não é nada bom ser o cara de quem todo mundo gosta, mas que não come ninguém. Eu não quero ser a pessoa que diverte os outros antes de todo mundo sair para trepar. Quero ser o cara que come todo mundo’.


Mas é amor. Se entregue. Pense em Romeu e Julieta ou em pessoas com casamentos realmente complicados – pessoas em países diferentes, de raças diferentes, primos. Muitas pessoas vivem situações desafiadoras.
(sobre estar casado com uma estrela de Hollywood, a atriz Gwyneth Paltrow)


Eu ainda daria minha bola esquerda para compor algo tão bom quanto OK Computer. Acertaria ser eunuco só por ‘Paranoid Android’.
(sobre a admiração pelo Radiohead)


Idolataramos o R.E.M. (...). Destrinchamos Automatic for the People, disco que ainda não plagiamos, mas estamos prestes a plagiar.

quinta-feira, março 12, 2009

Citação

(...) Tenho 35 anos. Às vezes, quando digo isto, alguém rapidamente responde: ‘mas não parece!’, como se fosse ruim ter mais de 30. Mas, para mim, não é assim. Para mim, a infância, a adolescência, os 20 anos - eu os vivi até o fim para chegar a essa idade.

Tenho 35 anos em 1991. E não há nada melhor do que isto.”


Marina psicografada por Antônio Cícero idealizado por Marina


Do encarte do (bom) CD, epônimo, que Marina Lima lançou em 1991. No detalhe, a capa.




Sentir-se bem consigo próprio e ter a certeza de estar passando... er, decentemente pelos anos é algo que simplesmente... não tem preço.

Obrigado!

Ainda que eu já o tenha feito de modo individual (como deve ser), gostaria de agradecer, agora coletivamente, pelos e-mails, scraps e telefonemas que recebi por ocasião de meu aniversário - sem esquecer, é claro, dos familiares e amigos com os quais estive pessoalmente na data.

Sei que unanimidade não existe. E, sendo assim, é impossível agradar a todos. Mas é reconfortante sentir o apreço verdadeiro das pessoas.

Muito obrigado, pessoal!

terça-feira, março 10, 2009

Robert Plant & Alison Krauss: Grammy 2009


Robert Plant e Alison Krauss - mencionados dois posts abaixo - foram os grandes vencedores do Grammy 2009. Além de Raising Sand ter sido eleito o Melhor Álbum do Ano, a dupla [no detalhe, com o produtor T. Bone Burnett] foi laureada com mais duas estatuetas: Melhor Colaboração Pop com Vocais (“Rich Woman”) e Gravação do Ano (“Please Read The Letter”).

Particularmente, confesso que torci para o Coldplay. Mas, de qualquer forma, o prêmio está em boas mãos. Raising Sand é, de fato, um ótimo CD.

Na ocasião de seu lançamento, inclusive, levantei essa lebre. Confira aqui.

‘Será que eu sou medieval?’


Já que falei em “metáforas medievais” no post anterior: como grande apreciador de literatura medieval, acabei comprando, por indicação de um amigo, Rei Arthur [no detalhe], do escritor e jornalista (nascido em Singapura, mas radicado na Escócia) Allan Massie.


O ciclo arturiano já foi tema de inúmeras obras – como o famoso As Brumas de Avalon*, da americana Marion Zimmer Bradley. Mas o livro de Massie possui o diferencial de ser baseado nas narrativas que o sábio e astrólogo medieval Michael Scott fazia ao seu pupilo, Frederico de Hohenstaufen (1194 – 1250), imperador do Sacro Império Romano.

Bem, agora só falta arranjar tempo para iniciar a leitura...



* As Brumas de Avalon, lançado em quatro volumes em 1979, focaliza a Távola Redonda – contudo, sob a singularidade da ótica feminina.


***


O título deste post cita “Medieval II”, canção de Rogério Meanda e Cazuza, lançada no primeiro disco solo do Exagerado, de 1985. Sempre adorei essa música. Qualquer hora, falarei sobre ela aqui...

quinta-feira, março 05, 2009

‘Viva La Vida’: a música de 2008

Tenho plena consciência de que um post retrospectivo como este deveria ter sido escrito, no máximo, até o último dia de janeiro.

Todavia, devemos considerar - com algum cinismo, reconheço - que, por causa da porcaria do Carnaval, fevereiro é um mês “morto”. Sendo assim, esse post está atrasado apenas uns... er, cinco dias...




O quarto álbum do Coldplay [no detalhe], Viva La Vida Or Death And All His Friends, coincidentemente (ou não), foi produzido pelo mesmo Brian Eno, ex-Roxy Music, que produziu o quarto álbum do U2, The Unforgettable Fire. E, se The Unforgettable Fire representou um divisor de águas na carreira da banda irlandesa, a mesma importância pode ser aplicada a Viva La Vida na trajetória do grupo de Chris Martin.


A ousadia do Coldplay já começou no projeto gráfico [à direita], que reproduzia A Liberdade Guiando o Povo, de Eugène Delacroix. O fato de retratar a Revolução Francesa na capa do disco tinha um propósito claro: o quarteto ambicionava revolucionar a si próprio.

Contudo, parte do êxito da empreitada deve ser creditado ao esteta Eno, cujos arranjos alargaram os horizontes do Coldplay para muito além das baladinhas-ao-piano que os tornaram famosos.

Entretanto, apesar de bons momentos como “Lost!”, “Cemeteries Of London”, “42” e “Violet Hill”, nenhuma outra faixa do álbum revelou-se tão contundente quanto “Viva La Vida”, meio-título do disco.

Em um tom épico, Chris Martin canta uma belíssima letra que se utiliza de metáforas medievais para falar de... desilusão. A despeito das chamadas “verbas promocionais” das gravadoras – leia-se “jabá” -, a canção arrebatou FMs em todo o planeta. Há muito tempo o dial não era habitado por algo tão... substancial.

Não por acaso, “Viva La Vida” foi agraciada na edição 2009 do Grammy, na categoria “Música do Ano”. Ironicamente, perdeu no quesito “Gravação do Ano” para a bela “Please Read The Letter”, da dupla Robert Plant e Alison Krauss. Mas não importa. De fato e de direito, “Viva La Vida” foi a melhor música de 2008.



Saiba mais sobre “Viva La Vida” aqui.

Da série ‘Frases’: Lya Luft

Dirijo frequentemente em estradas, e diariamente em ruas. Boa parte dos motoristas não poderia ter carteira, não poderia dirigir. Não antes de conhecer as regras e aprender a respeitá-las. Não antes de amadurecer, ter consciência e ser uma pessoa confiável. (...)

O que se vê nas ruas é um espectáculo incompreensível de imprudência e loucura.”

(Lya Luft, escritora, poetisa e tradutora gaúcha. Fonte: revista Veja, edição de 14 de janeiro de 2009)



Confesso que o trânsito é um dos maiores motivos de irritação para mim. Simplesmente abomino o comportamento de, pelo menos, 85% dos motoristas – que oscila entre a imbecilidade e a canalhice.

Se, de um modo geral, as pessoas não sabem conduzir nem carrinhos de supermercado, imagine, então, automóveis...


***


Créditos: a excelente caricatura da escritora foi desenhada por J. Bosco [http://jboscocaricaturas.blogspot.com/].