terça-feira, agosto 11, 2009

Inverno: inspiração para o novo CD de Sting

Terminada a turnê do Police – a mais lucrativa no ano de 2008 -, Sting* [no detalhe] já prepara um novo CD solo. O sucessor de seu trabalho mais recente, Songs from the Labyrinth – disco de alaúde que chegou às prateleiras em 2006 –, se chamará If On a Winter's Night....

Em seu site oficial, o baixista afirmou que o inverno é a sua estação favorita. E essa foi a sua inspiração para esse álbum, cujo repertório será estruturado em temas tradicionais do cancioneiro britânico como “A Soalin'”, “Gabriel's Message” e “The Snow It Melts the Soonest”, entre outros.

Sting também incluirá duas canções autorais: “The Hounds of Winter”, gravada originalmente no (bom) álbum Mercury Falling, de 1996, e “Lullaby for an Anxious Child”, lado B do single You Still Touch Me, do mesmo ano.

A exemplo de seu antecessor, If On a Winter's Night... será editado pelo selo alemão Deutsche Grammophon. O lançamento está previsto para o dia 26 de outubro desse ano, finalzinho de outono no Hemisfério Norte.


* Tire essa barba, meu filho...

Newcastle: rebaixado

Por falar em Sting: é bem provável que o ex-baixista do The Police não tenha gostado nadinha de ver o seu time de coração, o Newcastle [no detalhe, a camisa] sendo rebaixado.

Apesar de ter em seu elenco bons jogadores como o atacante Michael Owen – que acabou se transferindo recentemente para o Manchester United –, o clube do norte do país teve um desempenho pífio na última Premier League.

Resultado: na temporada 2009/2010, o time disputará a segunda divisão inglesa, mais conhecida como Cola-Cola Championship.

sábado, agosto 08, 2009

Damien Rice: novo CD a caminho

Não faz muito tempo, descobri – tardiamente, reconheço – a introspectiva música de Damien Rice [foto].

Para quem não está ligando o nome à pessoa, o trovador irlandês tornou-se mundialmente conhecido por “The Blower's Daughter”, canção-tema do filme Closer – Perto Demais, de 2004, que recebeu duas versões brasileiras: “Então Me Diz”, de Zélia Duncan – gravada por Simone –, e a bem-sucedida “É Isso Aí”, de Ana Carolina e Seu Jorge.

O mais recente álbum de Rice chama-se 9, seu segundo CD, que foi editado em 2006. Mas seu melhor trabalho é o de estreia, o belíssimo O [no detalhe], de 2003. Além da supracitada “The Blower's Daughter”, O possui outros grandes momentos, como “Volcano”, “Amie” e a ótimas “Delicate” e “Cannonball”.

Além dos dois discos de estúdio, Rice também gravou o ao vivo Live from the Union Chappel, de 2007. E, completando sua discografia, há o EP B-Sides, que trata-se, como o nome já diz, de uma coletânea de lados B de seus singles.

Pesqisando pela web, é possível encontrar covers como “Purple Haze” (Jimi Hendrix), “When Doves Cry” (Prince), “Seven Nation Army” (The White Stripes) e, pasmem, “Águas de Março” e “Desafinado” – ambas cantadas em português (!) –, entre outras, que o músico gravou para projetos especiais.

No MySpace de Damien Rice, há a informação de que ele está em estúdio, aprontando o sucessor de 9. É esperar para ver.



Veja o vídeo de “Cannonball...



...de “Delicate...



...e também de “The Blower's Daughter”, claro:

terça-feira, agosto 04, 2009

Collor x Simon: deprimente

Na retomada de suas atividades após o recesso, o Senado Federal foi palco do lamentável bate-boca do senador Pedro Simon (PMDB-RS), com seus colegas Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL) [foto]. Detalhe: no entrevero em questão, os dois parlamentares alagoanos – pasmem – defenderam a permanência do presidente da Casa, José Sarney (!).

Com a respiração ofegante e exibindo um semblante furioso, Collor atacou:

– As palavras que o senhor acabou de pronunciar em relação a mim e relação às minhas relações políticas são palavras que eu não aceito. E são palavras que quero que o senhor as engula. E as digira como julgar conveniente.

E ameaçou:

– A próxima vez em que eu tiver que pronunciar o nome de Vossa Excelência nessa Casa (...), eu gostaria de relembrar alguns fatos talvez extremamente incômodos para Vossa Excelência.


Veja aqui esse espetáculo deplorável:




E tudo parece ainda mais esdrúxulo quando recordamos o que Collor dizia de Sarney durante a campanha presidencial de 1989. Ah, como é nobre o ato de... er, “reconsiderar”...

segunda-feira, agosto 03, 2009

Cristiano Ronaldo: craque. De boca fechada

Está mais do que provado: como entrevistado, Cristiano Ronaldo [à esquerda] é um bom jogador de futebol.

Esbanjando “humildade” e campeão em proferir frases infelizes – como “o primeiro, o segundo e terceiro melhor jogador do mundo sou eu” e “realmente valho o que o Real Madrid pagou pelo meu passe”, entre outras –, o apoiador português dessa vez se meteu a falar sobre música:

– Liverpool tem os Beatles e o Manchester tem o Oasis. Acho que temos a melhor banda. Uma das coisas que eu vou sentir falta da cidade é o Oasis. Talvez eu possa convidá-los para um jogo do Real contra o Barcelona. E eles fariam um pequeno show em Madri.

Quando CR7 crescer, certamente irá preferir o uísque paraguaio ao escocês...


***


O líder do Oasis, Noel Gallagher* [à direita], tomou conhecimento das declarações do atleta. E respondeu bem a seu estilo:

– Existe realmente apenas um Ronaldo [Nota do blog: para saber a que Noel se refere, clique aqui]. Sempre desconfiei que ele tinha bom gosto musical. Aceito a oferta dele em me dar ingressos para assistir Real e Barcelona. Mas acho difícil ele conseguir pagar a gente por um concerto.

A resposta (malcriada) do português não demorou:

– Se Noel ou Liam [Nota: o vocalista do Oasis] quiserem, é só me ligar ou avisar a vocês [jornalistas] quanto eles cobram por um concerto privado. Mas acho que não deve ser tão caro, não é? Afinal, eles não são o Ricky Martin.

E ainda teve mais:

– Se eles [o Oasis] acham que não podemos [pagar], então devem vir aqui no estacionamento do CT do Real Madrid e ver alguns dos carros. Se eu explicar o quão bom é o Oasis, meus companheiros não vão se importar em gastar o dinheiro deles. Penso, inclusive, que o Kaká vai adorá-los. Ele tem bom gosto.



* Curiosidade: ironicamente, Cristiano Ronaldo jogava no Manchester United, arquirrival do Manchester City – clube para o qual Noel Gallagher torce.

Cristiano Ronaldo: craque. De boca fechada (2)

Em maio desse ano, no clássico entre o Manchester United contra o Manchester City, Cristiano Ronaldo, que ainda atuava nos Red Devils, marcou um dos gols da vitória de 2 a 0 de seu time.

Entretanto, foi substituído pelo técnico Alex Ferguson no segundo tempo e deixou o campo reclamando bastante. Depois, sem se importar com a presença das câmeras e da torcida, sentou-se no banco de reservas, fez sinal de negativo e cara de quem estava insatisfeito.

Segundo o (nada confiável) tabloide inglês The Sun, os jogadores do Manchester deram uma bronca no craque português no vestiário, logo após o jogo. E pediram para ele parasse de agir como um idiota.


Veja o chilique do mancebo:

‘Romário’, o livro

Às voltas com problemas com a Justiça, Romário tem, pelo menos, um motivo para comemorar: o livro Romário [no detalhe] (Editora Altadena, 287 páginas), de autoria do jornalista Marcus Vinícius Rezende de Moraes. O prefácio é do radialista e comentarista esportivo Washington “Apolinho” Rodrigues.

Diferentemente de uma biografia “formal”, o livro traz histórias curiosas e/ou engraçadas da vida do Baixinho, contadas por 98 personagens que conviveram com ele durante a sua carreira, entre parentes, amigos, técnicos, dirigentes, jogadores, jornalistas e outros profissionais.

Romário custa R$ 35 e pode ser comprado pelo novo site oficial do ex-craque [http://www.blogger.com/www.romário11.com.br] e também no endereço http://www.livrodoromario.com.br/.


***


Em seu primeiro ano como profissional, o Baixinho – ainda na reserva – chegou para o então técnico Antônio Lopes, na concentração do Vasco, e mandou, na lata:

– Professor, me coloca no time. Eu jogo muito mais do que esse camisa 10 aí.

E o camisa 10 em questão era Roberto Dinamite – que, na época, já era considerado o maior ídolo da história do clube cruz-maltino...

Romário. Gênio


Frio, ousado e com enorme rapidez de raciocínio, Romário* foi, sem dúvida, um dos maiores atacantes do futebol mundial de todos os tempos.

Relembre aqui alguns dos melhores momentos da trajetória do Baixinho:




* Créditos: encontrei a ilustração desse post precisamente aqui.

Morrissey: homenagem a Jean Charles de Menezes


Durante show em Londres, no final de julho, Morrissey [foto], ex-líder do The Smiths, homenageou o eletricista Jean Charles de Menezes, morto durante uma desastrada operação da polícia britânica no dia 22 julho de 2005.

Segundo o semanário britânico New Musical Express, o cantor citou o brasileiro antes de tocar a (boa) canção* “Irish Blood, English Heart”.

– Jean Charles de Menezes: nunca esqueceremos. Nunca esqueceremos – afirmou o astro pop na O2 Brixton Academy.

Caetano Veloso já havia feito o mesmo em 2006. Saiba mais aqui.

* Para ver o vídeo dessa música, clique aqui.

Léo Moura: descontrole

Muito vaiado durante toda a partida, o lateral Leonardo Moura, autor do solitário gol que garantiu o decepcionante empate do Flamengo diante no Náutico, ontem, no Maracanã, deu um show de descontrole. E, pasmem, xingou a torcida rubro-negra [veja o vídeo].

Bem, por um lado, o torcedor muitas vezes se esquece que, salvo exceções*, o maior interessado em acertar... é quem está dentro de campo, óbvio.

Por outro, o jogador precisa compreender que, no momento em que o indivíduo pagou pelo ingresso e não está satisfeito com o que está assistindo, tem o direito de reclamar, sim.

E, caso o atleta não tenha equilíbrio emocional para suportar isso, fica a sugestão do blog: mude de profissão, meu caro. Os clientes que estão na fila do banco, por exemplo, não costumam vaiar o caixa...

Por conta dos xingamentos, o lateral pode ser suspenso por dez jogos pelo STJD.


* Também pode acontecer de o jogador não estar lá muito a fim de acertar. Mas isso é outra história...