
Iniciei a leitura do antiqüíssimo romance
Lolita, escrito pelo russo Vladimir Nabokov, publicado pela primeira vez em 1955, na França.
A estória retrata a paixão de um homem maduro pela púbere filha d sua senhoria - q se tornaria posteriormente sua esposa, visto que o inescrupuloso protagonista da trama acaba casando-se com a mãe, para estar mais próximo da filha. Na verdade, eu já havia assistido a uma versão feita para o cinema, filmada ainda em preto-e-branco (infelizmente, não me recordo elenco, diretor, nem ano d lançamento).
Em
Lolita, foi a primeira vez em q foi retratada na literatura uma atração q se aproxima perigosamente daquilo q muitos poderiam classificar como, digamos... pedofilia - algo q considero decididamente repugnante. E isso fez com q o livro fosse inicialmente recusado por vários editores da época, q o consideraram "pornografia pura". Mas a verdade é q esse romance expôs o mito da predileção d alguns sujeitos + velhos por ninfetas, e acabou exercendo sua influência até no mundo da música.
Para quem não sabe: esse livro inspirou
Sting a compor "
Don't Stand So Close To Me" (do álbum
Zenyatta Mondatta, do
Police, 1980; posteriormente regravada - d modo brilhante, por sinal - pela própria banda na coletânea
Every Breath You Take - The Singles, 1986; e também pelo próprio baixista, já em carreira solo, no bom ao vivo "...
All This Time", 2001).
Há também uma canção de
Paulo Ricardo intitulada "Lolita", lançada em 2000 - muito fraca, por sinal (embora eu até goste dele).