terça-feira, abril 12, 2011

Da série ‘São Bonitas as Canções’: ‘Contos da Lua Vaga’, de Beto Guedes


“...a maldade já vimos demais...”





Existem determinados instantes — alegres ou tristes — em que... nos faltam as palavras. Por sorte, precisamente nestes momentos, temos... a música.

Para que, através dela, possamos nos compreender. Nos expressar. Ou, para que, por meio dela, consigamos... nos consolar. É clichê, porém verdadeiro: sempre existirá uma canção que caberá como uma luva na nossa emoção — seja ela qual for.

Não há muito mais a ser dito sobre a barbárie de Realengo. Só nos resta lamentar. Profundamente. Pelas vidas ceifadas. Pelos familiares e amigos que agora choram. E também pelas crianças que sobreviveram — que muito provavelmente carregarão, até o fim de seus dias, o trauma de toda aquela violência.

E é justamente em instantes como este que a música entra em cena. Para nos... traduzir. E nos... confortar.



“...iremos passar,
mas não podemos nunca esquecer de mais alguém que vem.
Simples inocentes a nos julgar perdidos:
as iluminadas crianças, herdeiras do chão —
solo plantado...

Não as ruínas de um caos...”



P. S.: A tocante “Contos da Lua Vaga”, de Beto Guedes e Márcio Borges, foi a faixa-título do álbum que o músico mineiro lançou em 1981. O título foi inspirado no homônimo filme japonês, dirigido por Kenji Mizoguchi em 1953.




2 comentários:

JUNIOR disse...

OLHA TOM, SABIA QUE A SUA SENSIBILIDADE IRIA GERAR UM GRANDE MOMENTO DE REFLEXÃO DIANTE DE TAMANHA BÁRBARIE. FIZ UM COMENTÁRIO NO MEU BLOG A RESPEITO DO ASSUNTO, MAS DE UMA FORMA MUITO INDIGNADA, QUASE PESADA MESMO, POIS COMO EDUCADOR ME SENTI AGREDIDO NÃO SÓ POR AQUELE RAPAZ DOENTE, MAS TAMBÉM PELA INTOLERÂNCIA, A FALTA DE HUMANIDADE E DE AMOR AO PRÓXIMO DAS PESSOAS QUE PODEM MUDAR ALGUMAS SITUAÇÕES NESTE PAÍS , MAS QUE INFELIZMENTE SÓ OLHAM PARA O PRÓPRIO UMBIGO. MAIS UMA VEZ VOCÊ ESTÁ DE PARABÉNS PELA ANALOGIA QUE ACABOU DE NOS BRINDAR. TENHO ORGULHO DE SER O SEU LEITOR. UM GRANDE ABRAÇO!!!!!!!!

Tom Neto disse...

Só me resta, mais uma vez, agradecer, Junior. Abraço!