
E, em “homenagem” ao Carnaval - o qual, decididamente, detesto* -, recorro ao Ministro Gilberto Gil (ficou ótima essa charge, não?):
Nos meus retiros espirituais,
Descubro certas coisas tão banais:
Como ter problemas ser o mesmo que não.
Resolver tê-los é ter;
Resolver ignorá-los é ter.
Você há de achar gozado
Ter que resolver de ambos os lados
De minha equação...
Que gente maluca tem que resolver.
(“Retiros Espirituais”, CD Refazenda, 1975)
Não que eu esteja indo propriamente para um “retiro espiritual”. Mas é quase isso...
Até a volta, pessoal.
* O fato de detestar Carnaval não significa que eu necessariamente abomine samba. Muito pelo contrário: impossível não admirar nomes como Paulinho da Viola, Cartola, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e outros que tais. Se bem que sambas-enredo (salvo exceções) são, na maioria, deploráveis também... Em tempo: o título desse post cita “Sonho de um Carnaval”, faixa do primeiro álbum de Chico Buarque (de 1966)